Sangue de Nuvens de Manuel Neto dos Santos

O livro do nosso colaborador Manuel Neto dos Santos será apresentado na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António.

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“Em Sangue de Nuvens descobrimos Manuel Neto dos Santos (MNS), o homem por detrás do acto da escrita, o ser que alimenta o poeta que escreve na epiderme das suas memórias, os lugares e momentos que esculpiram o escritor e, com maior profundidade, na derme, o seu imaginário pessoal, os recantos mais sombrios desvelando a sua plena condição humana…”

“… A safra poética de Manuel Neto dos Santos é a perfeita simbiose entre a súmula da poesia do seu tempo e o murmúrio de levantino lirismo da brisa arábico-andaluza: «deambulo sob um céu por um remontíssimo país não vivido nem real; e ouço as azuladas cantigas quando, a sós, me debruço para apanhar as rosas que me trazem a tua memória. Amo- te agora muito mais, meu país ao Sul da minha terra; Portugal». Uma vez mais com o mar como espelho reflector do caleidoscópio emocional, cuja intemporalidade nos perfilha no simples acto de contemplar. A divisa notável de um dos maiores poetas ao Sul. A poesia de Manuel Neto dos Santos tem raízes bem demarcadas, mas não pode ter, é imperativo que não tenha, a geografia da sua ressonância definida. Em boa hora alastrou o perfume da sua poesia por terras do Andévalo. Ganha a língua portuguesa um magnífico embaixador na pátria de Cervantes e convoca Espanha numa voz poética de rara profundidade e excepcionalidade. “

Com prefácio e tradução do poeta João Miguel Pereira; a obra poética surgida do convite por parte do poeta José Luís Rua Nacher, publicada pela editorial Wanceulen, de Sevilha, na colecção de Ayamonte de Livros de Estraperlo; uma aventura poética do Grupo de poetas do Guadiana espanhol.

Lançamento oficial dia 20 de Abril na Biblioteca Municipal de V.Real de Sto António

leio-me…

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Leio-me nos outros pela palavra

Como arma de combate

 

Levo a água ao meu moinho

De velas que não tem.

A paz e as pás que me revolvem,

Desde a infância,

A água turva cujo fértil lodo

Amamenta a lezíria do meu sonho.

 

imagem de m. almeida e sousa – poema de manuel neto dos anjos