poema de fernando grade

REFRÃO DAS VELHAS
POR TRÁS DOS BIOMBOS

“Não se pode escrever um bom livro
sem se ser malicioso.”

(De uma personagem de Aldous Huxley)

artwork_gripe

Cai da rede.
Sai da roda.
Sai da roda.
Linda boda

— fraca foda.

Sai da roda.
Linda boda.
Linda boda.
Sai da roda.

Fraca foda.

Cai da rede.
Sai da boda.
Linda roda.
Sai da roda.
Sai da roda.
Fraca boda.
Linda boda

— fraca foda.

Sai da boda.
Sai da roda.
Cai da rede.
Fraca boda
— linda, linda,

linda foda.

mandela

a net (esse mundo de informação e contra-informação) tem dado visibilidade a “coisas” —-> muitas. verdades, verdades ocultas e (in)verdades… um deputado em 2008 disse isto e isto circula por aí… no facebook, no google +, em blogues… e porque mandela é um símbolo de uma luta contra o racismo, decidimos incluir na “gripe das aves” o texto que segue por oportuno. tão só por oportuno.

 mandela

 

PORQUE ONTEM VI TANTA GENTE COM O MANDELA NA BOCA…..

EXCERTO DA Intervenção do deputado António Filipe

em 18 de Julho de 2008, nos 90 anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.

 

“(…) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório – toda a gente o sabe!

Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a realidade.

Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha, de Thatcher, e o governo português, da altura.*

Isto é a realidade! Está documentado!

Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.

Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava, em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano». Este «terrorista» era Oliver Tambo!

São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem escritos num voto.

Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o regime do apartheid.(…)”

*SABEM QUEM ERA O GOVERNO PORTUGUÊS EM 1987 E QUE VOTOU CONTRA, ERA CAVACO SILVA!

não. não devemos nem podemos

13-portugal

“Nous ne devons pas laisser nos bourreaux nous donner de mauvaises habitudes” disse-o Simone de Beauvoir referindo-se à opressão nazi sobre a frança quando da II Guerra Mundial.
Hoje foi citada em português pela presidente da AR – desta feita referindo-se aos protestos legítimos (por democráticos) nas galerias.
Ora comparar cidadãos portugueses, que se manifestam em democracia, a torturadores e carrascos nazis é não só absurdo… é inadmissível.
Mais inadmissível será o facto de ser a presidente da Assembleia da República a dizê-lo (e não nos venham com a balela de que foi um lapso metafórico – o da senhora)
Os portugueses  (todos) foram insultados.
Assunção Esteves insultou quem a colocou (a ela e às dezenas de deputados que com ela coabitam em S. Bento), democraticamente, no local onde está.

“Nous ne devons pas laisser nos bourreaux nous donner de mauvaises habitudes”

 Com efeito não devemos nem podemos consentir ou “deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes”