antónio

a coisa foi assim:…
coisa simples.
li:…
antónio seguro X antónio costa
disputam
liderança do partido
o socialista
e eu disse para os meus botões:
ganha o…
antónio
e disse-o há muito tempo.
ainda nem tinha havido eleições daquela coisa a que chamam “primárias”

hoje dei por mim a constatar

ganhou o antónio…!

antónios
não posso ser outra coisa
sou um mago-adivinho

ontem foi domingo….

ontem foi domingo. ontem no facebook discutia-se (não se agia) muito. mesmo muito… sobre esta merda:…

cartinhas-do-p-coelho

ontem foi domingo. ontem no rato e em outros espaços da “nação”, procedia-se a uma escolha e acho que venceu um deles:…

socialistas

ontem foi domingo. ontem fui aqui (era o último dia) e adquiri a subversão possível para a semana que começou… ontem:…

subversão

DadA – manifestos

Primeiro Manifesto dadá
(Manifesto de abertura na primeira soirée Dadá)
Zurique, 14 de Julho de 1916
Hugo Ball

dada1

Dadá é uma nova tendência da arte. Percebe-se que o é porque, sendo até agora desconhecido, amanhã toda a Zurique vai falar dele. Dadá vem do dicionário. É bestialmente simples. Em francês quer dizer “cavalo de pau”. Em alemão: “Não me chateies, faz favor, adeus, até à próxima!” Em romeno: “Certamente, claro, tem toda a razão, assim é. Sim, senhor, realmente. Já tratamos disso.” E assim por diante.
Uma palavra internacional. Apenas uma palavra e uma palavra como movimento. É simplesmente bestial. Ao fazer dela uma tendência da arte, é claro que vamos arranjar complicações. Psicologia Dadá, literatura Dadá, burguesia Dadá e vós, excelentíssimo poeta, que sempre poetastes com palavras, mas nunca a palavra propriamente dita. Guerra mundial Dadá que nunca mais acaba, revolução Dadá que nunca mais começa. Dadá, vós, amigos e Também poetas, queridíssimos Evangelistas. Dadá Tzara, Dadá Huelsenbeck, Dadá m’Dadá, Dadá mhm’Dadá, Dadá Hue, Dadá Tza.
Como conquistar a eterna bemaventurança? Dizendo Dadá. Como ser célebre? Dizendo Dadá. Com nobre gesto e maneiras finas. Até à loucura, até perder a consciência. Como desfazer-nos de tudo o que é enguia e dia-a-dia, de tudo o que é simpático e linfático, de tudo o que é moralizado, animalizado, enfeitado? Dizendo Dadá. Dadá é a alma-do-mundo, Dadá é o Coiso, Dadá é o melhor sabão-de-leite-de-lírio do mundo. Dadá Senhor Rubiner, Dadá Senhor Korrodi, Dadá Senhor Anastasius Lilienstein.
Quer dizer, em alemão: a hospitalidade da Suíça é incomparável, e em estética tudo depende da norma.
Leio versos que não pretendem menos que isto: dispensar a linguagem. Dadá Johann Fuchsgang Goethe. Dadá Stendhal. Dadá Buda, Dalai Lama, Dadá m’Dadá, Dadá m’Dadá, Dadá mhm’Dadá. Tudo depende da ligação e de esta ser um pouco interrompida. Não quero nenhuma palavra que tenha sido descoberta por outrem. Todas as palavras foram descobertas pelos outros. Quero a minha própria asneira, e vogais e consoantes também que lhe correspondam. Se uma vibração mede sete centímetros, quero palavras que meçam precisamente sete centímetros. As palavras do senhor Silva só medem dois centímetros e meio.
Assim podemos ver perfeitamente como surge a linguagem articulada. Pura e simplesmente deixo cair os sons. Surgem palavras, ombros de palavras; pernas, braços, mãos de palavras. Au, oi, u. Não devemos deixar surgir muitas palavras. Um verso é a oportunidade de dispensarmos palavras e linguagem. Essa maldita linguagem à qual se cola a porcaria como à mão do traficante que as moedas gastaram. A palavra, quero-a quando acaba e quando começa.
Cada coisa tem a sua palavra; pois a palavra própria transformou-se em coisa. Porque é que a árvore não há-de chamar-se plupluch e pluplubach depois da chuva? E porque é que raio há-de chamar-se seja o que for? Havemos de pendurar a boca nisso? A palavra, a palavra, a dor precisamente aí, a palavra, meus senhores, é uma questão pública de suprema importância.
[“O meu manifesto, lido na primeira soirée Dadá pública (no Zunfthaus Waag), foi um mal velado desmentido dirigido aos meus amigos, que o sentiram como tal. Já alguém viu o primeiro manifesto de uma empresa acabada de fundar desdizer a própria empresa diante dos seus aderentes? Mas foi assim mesmo. Quando as coisas já se esgotaram, não consigo ficar preso a elas. É um dado da minha natureza; todo o esforço para me chamar à razão seria inútil.”

Hugo Ball, “A Fuga para Fora do Tempo” (diário), entrada 6 de Agosto de 1916

 bulletin

Manifesto do Senhor Antipyrina
Tristan Tzara

dada-berlin
Dadá é a nossa intensidade: ergue as baionetas sem consequência a cabeça samatral do bebé alemão; Dadá é a vida sem pantufas e paralelas, que é por e contra a unidade e decididamente contra o futuro; sabemos de ciência certa que o nosso cérebro vai transformar-se em almofada confortável, que o nosso antidogmatismo é tão exclusivo como o funcionário, que não somos livres e gritamos liberdade; estrita necessidade sem disciplina e moral e cuspimos na humanidade.
Dadá permanece no quadro europeu das fraquezas, mas assim como assim é merda para enfeitarmos o jardim zoológico da arte com todas as bandeiras consulares.
Somos directores de circo e assobiamos por entre os ventos das feiras anuais, no meio dos claustros, dos bordéis, dos teatros, das realidades, dos sentimentos, dos restaurantes, ohi, hoho, bang, bang.
Declaramos que o automóvel é um sentimento que nos acalentou com a lentidão das suas abstracções tal qual como os barcos a vapor, os ruídos e as ideias. No entanto, exteriorizamos a ligeireza, procuramos o ser central e alegramo-nos quando o ocultamos. Não queremos contar as janelas maravilhosas da elite, pois Dadá não está para ninguém e queremos que toda a gente compreenda isso. Aí é a varanda de Dadá, garanto-lhes. Dela podem ouvir-se as marchas militares, dela se pode descer, rasgando o ar como um serafim e ir mijar num urinol público e compreender a parábola.
Dadá não é nem loucura, nem sabedoria, nem ironia, olhe bem para mim, honesto burguês.
A arte era uma brincadeira, as crianças juntavam as palavras e punham campainhas no fim, e depois choravam e gritavam a estrofe e calçavam-lhes os botins das bonecas e a estrofe tornava-se rainha para morrer um pouco e a rainha tornava-se baleia e as crianças corriam até ficarem ofegantes.
Depois vieram os grandes embaixadores do sentimento
que gritaram historicamente em coro
psicologia psicologia hihi
ciências ciência ciência
vive la France
não somos ingênuos
somos sucessivos
somos exclusivos
não somos simples
e sabemos muito bem discutir a inteligência
Mas nós, Dadá, não somos da mesma opinião pois a arte não é séria, garanto-vos, e se ao exibir o crime dizemos doutamente ventilador, é para vos sermos agradáveis, caros auditores, amo-vos tanto, amo-vos tanto, garanto-vos e adoro-vos.

Atelier (Ателье, 1923). Primeiro (e último) número

em 1923, moscovo, foi publica o o primeiro (e único) número da revista Atelier (Ателье), concebida como alternativa às viagens de senhoras interessadas na moda parisiense.

a revista dirigida por Olga Senicheva propunha desenhos de B. Kustodiev, I. Grabar, V. Mukhina, Kuzma Petrov-Vodkin, Anna Ajmátova, Fedin ou Shaginyan entre outros.

Atelier (Ателье) pretendia – ainda – fazer a ponte entre a moda e a revolução. infelizmente este projecto editorial, apesar da excelente qualidade, limitou-se a um único número (o primeiro e último).

Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_001 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_010 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_019 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_009 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_018 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_008 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_017 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_026 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_027 Atelier_1923_._Soviet_Fashion_Magazine._Primer_y_ultimo_nu_mero._Primer_y_ultimo_nu_mero_028 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dois poemas de renato suttana & uma imagem de m. almeida e sousa

COM AS ASAS NEGRAS

com as asas negras
do corvo
sobre os itálicos
ceús
sobre
a Toscana
a Úmbria
sobre
Roma
Firenze
Napoli
Venezia
onde quer
que
te arrojes
dances
ou
procures
onde quer
que
procures
andes
a converter
cintilações
(de algures)
em
simples espaços
voarás?

 c-corvo-quadro

Uma viagem estratosférico-passarinhal:

EM LOUVOR DO OVO

O ovo
contém
todas as possibilidades
de pássaros –
o que é realmente
espantoso.
O ovo
levou
não sei quantos milhões
de
anos
para ser desenvolvido
não sei quantos milhões
de
horas
para chegar
à desenvoltura do voo
(o que é realmente muito espantoso) –
mas valeu a pena.
O ovo
pode ser visto
sob diversas perspectivas
sob diversos ângulos
e a sua estabilidade
a sua forma de ser
quase esférica
pode ser admirada –.
(É quando dizemos:
Não nos preocupemos
as galinhas
Elas hão de
ser.)
Sem o ovo
não haveria o corvo de Poe
não haveria
o olho
do corvo
(o corvo é o ovo
quando em negro
e melancolia)
não haveria
os grandes lagartos
que comem ovos
e as omeletes
e a estrutura
dos ninhos –
que sabemos nós?
Sem o ovo
não poderíamos cantar
a canção dos aviadores
não haveria a
Vitória da Samotrácia
com as suas grandes asas
o Ícaro de Brueghel
e Dádalo não teria tido
nenhuma ideia
para embelezar o mundo.
O ovo
compreende as nuances
do branco
e impõe as regras –
inspira
um pássaro de alturas
que nos invita
ao vasto.
Saudemos, pois, meus irmãos
o comedimento
da forma. –
Façamos dela
a nossa pretensão
e o nosso lema.

(RS)