cadernos do Levante lançados em Olhão

DO LEVANTE

Enquanto a Serra sagrada do Algarve ardia, os animais sucumbiam ou fugiam, as famílias rurais lutavam com a guarda da República, defendendo bens mais que vidas, noutro Algarve dito o ”centro do mundo”, Olhão, terra de piratas honrados, reunia a tertúlia do levante na velha recreativa, vetusto bastião das memórias do simbolista João Lúcio e outras excelsas figuras do Algarve novecentista.

Viemos de Cascais, de Lisboa, de Cádis, Sevilha, do barlavento, … , viemos para celebrar o momento do nascimento de uns pequenos cadernos do LEVANTE que, doravante, trocam de mão em mão as vozes sussurrantes do fértil abandono.

Crédulos, apesar de tudo, que um grito colectivo pare a máquina, dois Manueis, um de Sousa e outro Neto de Santos fizeram soar o clamor sob onomatopeias e guturais sopros primordiais.

Inicio de novo canto resistente? Extintos os Marítimos! Os do Levante voltaram para perguntar: ainda há MAR?!

José Bivar (in “crocodarium” revista de Mandrágora)

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