“facebook”, ou um verdadeiro Fakebook?…


mais de 1000000 de pessoas juntaram-se – ver > aqui e inundaram Washington e Bruxelas com centenas de pessoas exibindo máscaras de Mark Zuckerberg (CEO do Facebook). As imagens foram divulgadas na imprensa mundial, inclusive na primeira página do New York Times.

ao mergulhar nas águas das chamadas “redes sociais” – sem prévio aviso – corremos o risco de ficar encharcados

mas, claro, estamo-nos nas tintas 

que se lixe!…

os meios de comunicação banalizaram a linguagem – tornaram-na “impossível”

o exercício de escrita foi agrilhoado; não só por um qualquer regime político, também pela ditadura da mediocridade imposta por essas redes “sociais” e por uma certa imposição do “politicamente correcto” – absurdo é não serem poucos os grupelhos de “esquerdas” que pactuam com esse estado de coisas, sobretudo com a nova ditadura do “politicamente correcto

o auto-proclamado “facebook” – ou será “Fakebook”? – e seu apaniguado “whatsApp” com o “Instagram” a tiracolo, são (talvez) exemplos maiores da prepotência e do acto censório – para além de manipularem e sonegarem informação, sobre os utilizadores, em seu proveito próprio… 

pois… vendem informações sobre gostos, hábitos e até inclinações ideológicas dos cidadãos

o facebook desrespeita, de facto e descaradamente, os direitos mais elementares da protecção de dados 

e, utilizando discursos de ódio e provocações, interfere directamente em processos eleitorais e, por tabela, manipula resultados privilegiando certos agrupamentos políticos

o “facebook/whatsApp/Instagram” representa (de facto) o “grande irmão”

claro!… 

o “grande irmão” não está morto, o “grande irmão” alimenta com o estrume da mediocridade um certo nazismo (disfarçado de liberalismo – sim. esse neo liberalismo do triangulo pinochet, thatcher, reagan) que lá vai germinando nesse espaço onde todos se esforçam  por opinar

opinar muito

com: – muitíssimos comentários de ódio, muitíssimos comentários machistas e racistas, muitíssimos comentários misóginos, muitíssimos comentários falaciosos, muitíssimos “gosto” e “adoro”, muitíssimos comentários de merda sempre acalentados pelo “grande irmão” e pela santa virgem dos “likes”… 

há, mesmo, que fazer do auto-proclamado “facebook” um verdadeiro Fakebook!…

não é verdade, meu rapaz?…

quando se entra para essa coisa (o face) o melhor será deixar de pensar. abdicar desse malévolo hábito que os humanos têm… precisamente! ali não se pensa, age-se. melhor; ali devemos agir nivelando, sempre, por baixo e… tomar consciência de que, ao não o fazer, poderemos receber mensagens-tipo

e as tuas publicações serão removidas…. pois claro

então entras para a sala-de-castigo facebookiana porque estavas convencido(a) que o facebook cumpria as regras em vigor no teu país mas não!…

essa coisa, facebook, sente-se acima de qualquer lei estatal 

por exemplo:… 

– em portugal não há censura mas no facebook há. e é bom que os portugueses habituados a certas liberdades tenham isso em conta: – a censura e os castigos do facebook são muito úteis, são bons, fazem-te muito bem porque te ajudam a crescer

lembras-te daquela frase repetida (nos tempos da ditadura) vezes sem conta sobre o serviço militar obrigatório? 

não?

pois bem, rezava assim: – vais para a tropa? ainda bem. vais-te fazer um homem!

e um gajo ia para aquela merda e, alguns até gostavam… 

alguns até se tornavam “lateiros”

pois…

e tu que estás no facebook já recebeste uma mensagem destas 

ou…

ou és mais um “domesticado”?…

toma nota:

o “terrorismo” está na agenda 

há que maltratar o discurso-espectáculo 

e

salvar a expressão individual e a comunicação inter-pessoal

porque a conexão à livre informação que desejamos, foi desprezada

e que vale estarmos em desacordo?…

vale!

e vale porque estar em desacordo (se estamos) é uma posição 

a tomar. sempre!

ainda que chovam as desculpas por parte do facebook para não fazerem uma revisão das decisões tomadas 

nos últimos meses é a desculpa do “covid 19”

depois desta segue, geralmente esta:…

a táctica é

– nós decidimos e tu só tens de estar caladinho porque não estamos aqui para perder tempo!…

e… será que, devido ao covid 19, despediram os funcionários todos para que o “boss” Zuckerberg não venha a ser contagiado com esse maldito vírus?

o facebook é quase incontactável. se queres contestar as suas (deles) decisões prepotentes…

… dificilmente chegas lá

eles decidem que vais dar uma volta de 2 dias (por castigo) e… pronto!

capa de jornal dos anos 60 censurada 50 anos depois pelo fakebook

foto – pormenor da banca da editora “douda correria” – imagem captada na feira do livro “mercado municipal do Rato – Lisboa também censurada pelo fakebook

claro que fui suspenso pelo fakebook várias vezes. discordei mas o facebook diz que as imagens que publiquei e eles eliminaram, desrespeitam(aram) “os nossos(deles) padrões relativos a nudez e actividade sexual” (pois… temos que ser pouco activos – sexualmente. entenda-se)

todavia o facebook exibe, amiúde, publicidade de teor sexual e dá cobertura a páginas bastante duvidosas (não só de cariz sexual mas também de propaganda neo-fascista) – mas atenção!… são pagas. ou seja: 

não podes frequentar o bordel mas se pagares… o fakebook deixa

então… 

a foto do livro e a outra mais recente, que reproduz a capa de um jornal (finais dos anos 60) e que o fakebook eliminou, não podia ferir qualquer tipo de “padrão” uma vez que reproduz a capa de um livro exposto num “evento livreiro” e a outra publicada num jornal com chamada para uma entrevista, nas páginas interiores, ao musico Frank Zappa

e mais; a mesma foto (a da revista) terá sido publicada em vários jornais nos estados unidos (e não só) e não consta que o Ku Klux Klan tenha dado grande importância ao facto… 

mas o fakebook não brinca em serviço e 50 anos depois, pumba!…

porquê?…

atenção!… 

o FB veio moralizar os libertinos que não querem pagar para exibir “livremente” a sua “pouca vergonha” no fakebook

ao “censurar” ou pretender censurar as imagens, o facebook está a colocar-se “acima” das instituições de um país democrático onde a censura é condenada e considerada inaceitável por qualquer cidadão; 

censurar imagens de livros e jornais que circulam livremente no país ou noutros espaços web – revela tão só, penso, uma atitude prepotente (por fascizante) para além de afrontar as leis dos países onde actua (neste caso os países da união europeia)

é evidente que o facebook não pode censurar o que para o estado Português ou UE é aceite como publicação enquadrada numa manifestação cultural – mas fá-lo de forma descarada 

logo; o facebook comete um crime

e…. é facto! o facebook não tem, não pode ter, a pretensão de se sobrepor a estados soberanos e julgar imagens que fazem parte de actos culturais

tal atitude é que é imoral

o facebook é, portanto, imoral

outras notas importantes para perceber a actuação marginal do facebook (via Avaaz – ong)

isso pode ser a coisa mais impressionante que a Avaaz já fez…

Durante anos, as mega plataformas de tecnologia como Facebook, YouTube e TikTok arrecadaram milhões enquanto inundavam a web com desinformação, discurso de ódio e outros conteúdos tóxicos. Mas depois de anos de muita mobilização, a União Europeia acaba de concordar com uma lei histórica que obrigará as Big Tech a mudarem – e esse pode ser o início de uma revolução global para nos protegermos!”

e… em espanhol

e…. em francês

Nós podemos dizer com franqueza que a nova Lei de Serviços Digitais da Europa não estaria como está sem a participação da Avaaz

Fizemos investigações enormes sobre os danos causados pelos media e compartilhámos nossas descobertas em muitos espaços. Depois, elaboramos propostas legislativas inovadoras sobre como proteger nossas sociedades, assim como a liberdade de expressão, e demos um grande empurrão para trazer os principais legisladores a bordo! Funcionou!

A Vice-Presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, endossou nosso apelo por um “Acordo de Paris da Internet”. E o Comissário da UE Thierry Breton ficou tão convencido com nossa pesquisa que foi à TV para falar sobre o assunto no dia seguinte ao nosso encontro!

mais de 1000000 de pessoas se juntaram > ver aqui < inundaram Washington e Bruxelas com centenas de pessoas vestindo máscaras de Mark Zuckerberg (CEO do Facebook). A imagem foi divulgada na imprensa mundial, inclusive na primeira página do New York Times.

Trabalhando numa “sala de guerra” em Bruxelas, nossa ong (AVAAZ) , equipa de 30 “pessoas” descobriu o que 30 mil monitores do Facebook e sua equipe de “especialistas” pareciam ter perdido: — enormes redes, usando contas falsas e páginas inautênticas, espalhando mentiras tóxicas e ódio por toda a Europa antes de eleições decisivas. o Facebook derrubou redes que poderiam alcançar aproximadamente três mil milhões de visualizações num  só ano!

ver aqui o PDF 

há que maltratar (mesmo) o discurso-espectáculo e salvar a expressão individual 

porque a conexão à informação que desejamos, foi desprezada

Theatro (quase) todo volume 3

do praefatĭo

Não consegui enlouquecer meio quilo. Talvez tenha enlouquecido uns 200 gramas.
Vê lá se já cumpre os requisitos mínimo de insanidade:…

O Exílio do Imaginário

Os anos perdem-se por entre a espuma dos dias a rebentar pelas costuras da realidade. E quantos mais anos se perdem, mais acredito nisto: O exílio do imaginário é assim como que uma espécie de longa insónia. É viver continuamente mergulhados em banhos de realidade, que nos prendem a elasticidade da imaginação. A mente cercada por fragmentos de veracidade, presa de preocupação em preocupação, limitada na sua essência volátil e espontânea e sem a marca distintiva da autenticidade. Os diálogos e as conversações nestes tempos de realismo e objetividade impelem a uma coerência de discurso e apelam a uma lógica subjacente ao pensamento. Passa a ser um pensamento conduzido, limitado na explosão do espontâneo, vetado ao universo do absurdo. Recordo-me de uma escritora que conheci na via láctea e me dizia: “Para que eu fique interessada em iniciar uma conversa, é preciso que a primeira frase não faça qualquer sentido. Depois disto, sim. Há condições para manter uma conversa”. O imaginário é uma mera questão de consciência. E o foco na consciencialização per- manente está vagarosamente a dar cabo de nós. Os poucos que ainda ousam brincar à patafísica, estão cada vez mais sós.

Bruno Vilão

“Desde há século e meio, a parte mais lúcida da arte e da vida é fruto de investigações livres no campo dos valores abolidos. A razão passional de Sade, o sarcasmo de Kierkegard, a ironia vacilante de Nietzsche, a violência de Maldoror, a frieza mallarmeana, o “Umor” de Jarry, o negativismo de Dada, essas são as forças que se manifestaram sem limites para introduzir na consciência dos homens um pouco de bolor dos valores em putrefacção. E com ele, a esperança de uma reviravolta de perspectiva.”

Raoul Vaneigen in “A Arte de Viver Para a Geração Nova

CROCODARIUM – a revista

 revistas CROCODARIUMum projecto editorial de MANDRÁGORA – 4 exemplares editadosA edição desta revista foi interrompida devido à situação de “pandemia”estes quatro números podem ser enviados por correio (Portugal) sem custos de envio

Preços: 1 exemplar >> 5 € (cinco euros) os quatro exemplares 16 € (dezasseis euros) >>>>> Para a europa apenas enviamos os 4 exemplares com valor acrescido de 5 € para portes

pedidos através do mail: mandragora.pesquisarte@gmail.com

CROCODARIUM Nº 1 – Setembro de 2018

participaram neste número: Pere Sousa, Renato Suttana , Javier Seco , m. almeida e sousa, Martim d’Alba, Rafael Dionísio, Clemente Padín, Bruno Vilão, Fernando Rebelo, Roberto Keppler, Manuel Neto dos Santos, José Bivar, Maya Lòpez Muro, António Gomez Capa: Manuel Almeida e Sousa 

 e: (Francis Picabia, Hans Arp, Hugo Ball, Richard Huelsenbeck, Tristan Tzara, George Grosz & John Heartfield, Raoul Hausmann, Madalena de V. e Sá — dos nossos arquivos dadaístas) 

CROCODARIUM Nº 2 — Fevereiro de 2019

participaram neste número: fernando aguiar, vitor cardeira, marino rossetti, marita moreno ferreira, bruno vilão, manuel de almeida e sousa, joão rafael dionísio, renato suttana, angela coporaso, álvaro de mendonça, edward kulemin, pere sousa para além de um texto em arquivo de victor belém – capa e arranjo gráfico: m. de almeida e sousa 

CROCODARIUM Nº 3 Setembro de 2019

participaram neste número: — Renato Suttana, Vitor Cardeira, Vergilio Alberto Vieira, Fernando Grade, Martim d’Alba, M. de Almeida e Sousa (coordenação e arranjo gráfico), Bruno Vilão, Pere Sousa, Rafael Dionísio, Margarida Azevedo, Pepita Tristão, João Rasteiro, Maria João Carrilho, Angela Coporaso, Fernando Aguiar, Felipe Zapico Alonzo, Fernando Faria, Mário Rui Pinto, Marco Ferro, Luis Meireles 

CAPA: — desenho original de LUD – Ludgero Viegas Pinto – pintor ligado ao movimento surrealista (Lisboa, 3 de Junho de 1948 – f. em 2001) 

CONTRA-CAPA: — colagem de Mário Cesariny de Vasconcelos – pintor e poeta ligado ao movimento surrealista (Lisboa 1923 – 2006) 

CROCODARIUM No 4 — Maio de 2020

neste número falamos de mulheres – de poetisas. foram convidados para esta acção: ana menezes, ana aly, cristiano sheppard cruz, fernando aguiar, fernando grade, joão rasteiro, mário rui pinto, pere sousa, rafael dionísio, renato suttana, serse luigetti

+ um texto dramático de mário cesariny de vasconcelos e um poema de fernando pessoa – capa e arranjo gráfico: m. almeida e sousa

Rui Rio anda irreconhecível…

rui rio é, com efeito, um ser tacanho, extremamente autoritário, impreparado para liderar um processo político em democracia… para além de que é portador de um desprezo total pela cultura

tomamos a liberdade de publicar na “gripe das aves” o editorial do jornal “Público” de 25/01/2022 –assinado por Manuel Carvalho

“Rui Rio anda irreconhecível. O seu ar austero e ríspido deu lugar a uma longa colecção de sorrisos para os seus adversários que o programa de Ricardo Araújo Pereira tão bem soube captar. A sua obsessão com a seriedade, ou com o rigor, esbate-se num ar descontraído, num discurso sereno ou no enlevo com o seu gato doméstico…”

RUI RIO PAZ E AMOR

“Rui Rio tem de ser avaliado à luz da sua história na política, pelo que de facto é, e não apenas pelos sorrisos, pela bonomia ou pela mansidão que tem exibido durante estas semanas.

Rui Rio anda irreconhecível. O seu ar austero e ríspido deu lugar a uma longa colecção de sorrisos para os seus adversários que o programa de Ricardo Araújo Pereira tão bem soube captar. A sua obsessão com a seriedade, ou com o rigor, esbate-se num ar descontraído, num discurso sereno ou no enlevo com o seu gato doméstico. Um dia destes falou em “bandalheira”, mas está, apesar de tudo, mais comedido nas críticas à Justiça. Deixou de culpar os jornalistas pelos males do PSD, do país ou do mundo. Aparece afável ao lado dos opositores internos. Lá vai dizendo que o empenho dos deputados em escrutinar o governo nos debates quinzenais é “gritaria” ou “perda de tempo”, mas deixou a André Ventura a denúncia de um “regime doente”.

Rui Rio já não é o político que tentou criar no Porto uma democracia autoritária, na qual jornalistas mais críticos eram filmados e expostos nos placards da autarquia; onde os arrumadores deviam ser “escorraçados” ou detidos para identificação; onde colunistas ou actores foram processados por lhe dirigirem palavras duras – e absolvidos em nome da liberdade de expressão; onde os apoios municipais exigiam que os seus destinatários se “abstivessem” de criticar a câmara.

Rui Rio também já não é o político que reclamou a suspensão de eleições nas câmaras endividadas, que limpou das listas de deputados os seus opositores internos e transformou o PSD numa máquina fiável, obediente e previsível. Ele detesta e é detestado, mas na sua vaga triunfal ninguém tem ouvidos para as críticas de Carlos Carreiras e ainda menos para o acinte de Luís Filipe Menezes.

Embalado pela clareza da sua estratégia, pela mensagem de mudança, pelos erros dos seus adversários e pela teimosa persistência que lhe dão a aura de resistente, Rui Rio construiu uma face de “paz e amor” e ocultou a sua natureza intransigente, intolerante e conflituosa. O sucesso poupou-o à amargura e ao ressentimento. Coisa breve, porque, se Rui Rio tem um mérito, é o de não esconder o que é. O Rui Rio sorridente e com gatinhos acabará na primeira contrariedade. Com ele no governo, o “rigor” vai apertar a liberdade de crítica e de expressão, vai colidir com a separação de poderes, vai, enfim, tornar a vida pública do país mais tensa e áspera.

É legítimo que muitos eleitores defendam essa via – até porque Rio, sendo um líder duro e avesso à contestação, nem questiona os fundamentos da democracia, nem do Estado de direito. Mas é igualmente bom que o avaliem à luz da sua história na política, pelo que de facto é, e não apenas pelos sorrisos, pela bonomia ou pela mansidão que tem exibido durante estas semanas.”

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– imagens: o gato “zé albino” do rui albino publicadas no seu (dele) twiter. o humor do homem é do cfl&=lho…