um livro sobre sexo apresentado pelo “líder” da oposição

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perder a noção do ridículo é perder o respeito por si próprio. passos coelho já perdeu, como político (caído de pára-quedas na cena nacional), as duas coisas, para além do respeito da maioria dos cidadãos do país.

desconhecemos, ainda, o conteúdo de um livro anunciado com pompa e alguma circunstância. um livro escrito por um arquitecto que chegou a director de jornais e que pretende, agora, lançar-se no campo do mexerico sexual nesse terreno pantanoso que é a política.

a “obra literária” anunciada será apresentada por passos coelho…(!?)

daí se infere que o apresentador está acima de qualquer mexerico sexual (estará?).

daí se infere, também, que o ex-governante não tem qualquer pecadilho ou é imune a qualquer “distúrbio sexual” apontado pelo “grande investigador e denunciante dos pecados mundanos” – e por arrastamento, todos os políticos do anterior governo devem estar imunes a qualquer prática imoral. uma vez que todos eles são tementes a deus (mesmo os mais suspeitos).

e, não será de excluir que o livro tenha sido encomendado. que o livro seja ou venha a ser arma de arremesso à actual oposição (um golpe baixo) para quem não conseguiu, no campo do debate dito democrático, levar as suas argumentações avante.

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claro que os advogados deste país estão já disponíveis para servir os prevaricadores (imorais) denunciados pelo arquitecto escriba. e a igreja católica irá ampliar os espaços de confissão em todas as capelas e catedrais.

é obvio que não sabemos do conteúdo e tão pouco viremos a saber, uma vez que há coisas mais importantes para fazer e ler.

Brasil – o GOLPE consumado

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“O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofobico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.” disse Dilma

e nós acrescentamos: o golpe que derrubou a presidente legitima (porque eleita democraticamente) do Brasil, foi um acto de traição daquele que ela chamou para vice-presidente e, também, a forma que uma quadrilha de mal-feitores e corruptos encontrou para se esquivar à justiça.

”Podemos reprovar muitas coisas a Dilma: não respeitou suas promessas eleitorais e concedeu numerosas concessões aos banqueiros, industriais e latifundiários. Desde há um ano, a esquerda política e social não deixou de reclamar uma mudança nas políticas económicas e sociais. Mas a divina oligarquia da direita brasileira – a elite capitalista, financeira, industrial e agrícola – não se conforma com pequenas concessões: quer tudo, o poder por completo. Não quer negociar, quer tão só governar de forma directa através de seus homens de confiança e abolir os poucos avanços sociais alcançados nos últimos anos.” 

Michael Lowy

 

Discurso da presidente Dilma após aprovação do golpe parlamentar

“Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.

Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.

É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.

É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.

Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.

Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.

O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.

O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.

Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.

Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.

A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.

Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.

Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.

Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.

Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.

Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.

Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.

Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.

Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:

“Não estamos alegres, é certo,

Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?

O mar da história é agitado

As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,

Rompê-las ao meio,

Cortando-as como uma quilha corta.”

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.”

 

coerência política, sempre!

coerência política, sempre!

p-passos

e ele, enquanto líder do partido que é dele, não pôde deixar de sublinhar o grande empenho (dele e de sua ex-ministra das finanças) na luta pela libertação da pátria das influências nefastas dos comunistas, socialistas, bloquistas e outros “istas” – os quais, note-se, têm trilhado um caminho comum, um continuado diálogo político e uma colaboração concreta em áreas estratégicas que mais tarde ou mais cedo destruirão as bandeirinhas que orgulhosamente, ele e seus companheiros de luta, exibem nas golas dos seus casacos de linha italiana.

p-pcoelho

– “ele é um liberal. ele vai por isto na ordem. ele escolheu para a educação um crítico, um homem competentísimo! quê?… neo-liberal? isso não existe nem nunca existiu. eu vou apoiá-lo. seguramente!”

disse-nos um ex-comunista e ex-socialista hoje um incondicional coelhista.

pombo

– “quero reafirmar aquilo que venho dizendo há muitos anos. temos de aprender a cagar em cima das pessoas certas!”

disse-nos um pombo lisboeta.

editar… das edições de mandrágora (bicicleta-edições)

edições de teatro

“sobre rodas” de manuel almeida e sousa – 4 peças teatrais (11€ – envio por correio sem custos de portes)

edição11

“a inundação” – teatro de renato suttana (7€ – envio por correio sem custos de portes)

edição6

“o pintor” teatro de martim d’alba (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição7

“frankenstein em Lisboa” teatro de victor belém (10€ – envio por correio sem custos de portes e com oferta da revista bicicleta)

edição12

“jacto de sangue” teatro de antonin artaud (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição13

“a fumaça disse-me que sim” teatro de manuel de almeida e sousa (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição5

 

edições poéticas & contos

“o fantasma de creta e outros contos” de rafael dionísio (13€ – envio por correio sem custos de portes)

edição14

“diário de buenos aires” de renato suttana (5€ – envio por correio sem custos de portes)

edição9edição10

“tarot poético da deusa éris” (baralho) de manuel almeida e sousa (10€ – envio por correio sem custos de portes)

edição1edição2edição3

“cantos do corvo negro” textos poéticos de manuel almeida e sousa (9€ – envio por correio sem custos de portes)

edição4

“frente & costas” da poética e do teatro “experimental” de manuel almeida e sousa (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição8

 

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nota: envios para o estrangeiro acrescidos de 1,5€ de portes – contactar mandragorarte@aim.com