o grafitti saiu da rua….

os deuses vão-se perfilando: zeus, netuno, afrodite… vão ganhando forma nas paredes de ruas europeias – os artistas de rua são os espanhóis PICHI Y AVO. uma dupla de “bons grafiteiros” que, armados de spray, reproduzem imagens dos deuses do olimpo grego.

saíram da rua e, entraram na galeria, a exposição chama-se:urban icono mythology” – e é em itália

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alfarrabista “despejado” em faro

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O único alfarrabista de Faro, Carlos Simões, de 72 anos, viu-se forçado a encerrar a sua livraria esta semana, face a uma ordem de despejo, o que o levou a admitir doar centenas de milhares de livros lá contidos.
A livraria da rua do Alportel já não abriu na quinta-feira, depois de mais de 20 anos disponível para os clientes que procurassem livros raros, fora de impressão ou fossem apenas curiosos.

“Desempenhei um bom papel em Faro”, afirma o fundador da Livraria Simões, que estabeleceu a loja em 1982 (noutro espaço de onde também foi “corrido”) e que há seis anos abriu um armazém distante do centro da cidade, onde se vai manter, ao mesmo tempo que confessa antever o seu “final de atividade”.

Às centenas de milhares de livros – cerca de 500 mil cópias – que diz ainda ter na livraria, assegura “não ter condições psicológicas” para as mudar de local, admitindo por isso doá-las, caso “haja uma autoridade que dê continuidade” ao seu trabalho, como a Câmara Municipal de Faro, em particular através da Biblioteca António Ramos Rosa.

texto completo – “voz do algarve

(Curdistão) Jovens que se dirigiam para Kobane foram mortos em atentado na Turquia

O anarquista Alper Sapan, da Iniciativa Anarquista de Eskişehir foi um dos, pelo menos 32 (números actualizados), jovens assassinados num atentado do ISIS quando se dirigiam para participar na reconstrução de Kobane. O atentado aconteceu na cidade curda de Suruç, sob domínio turco. No mesmo atentado ficou ferido o companheiro Evrim Deniz Erol, segundo informa a organização anarquista turca DAF (Associação Anarquista Revolucionária). O atentado teve lugar segunda-feira, dia 20, e está a suscitar um conjunto vasto de reacções, em que o Estado turco é acusado de ser permissivo relativamente às actividades do ISIS contra os curdos.

via (Curdistão) Jovens que se dirigiam para Kobane foram mortos em atentado na Turquia.

via (Curdistão) Jovens que se dirigiam para Kobane foram mortos em atentado na Turquia.

o caso do sonâmbulo chupista

 “o caso do sonâmbulo chupista” é um excelente trabalho de luiz pacheco (edições contraponto) sobre obras de vergilio ferreira e fernando namora – ou será fernando ferreira e vergílio namora? ler este folheto que circulou em lisboa nos anos 70 é obrigatório – o pacheco agradece (agradeceria)

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“Temo o homem de um só livro”

“Temo o homem de um só livro”

disse hoje Manolis Glezos a Schulz na despedida de Bruxelas

Aos 93 anos, Manolis Glezos terminou o ano de mandato a que se comprometeu como eurodeputado. Na despedida, respondeu às ameaças de Schulz recitando Eurípides em grego antigo, concluindo com a citação de São Tomás de Aquino.

Depois das ameaças do presidente do Parlamento Europeu sobre os gregos não terem produzido o efeito desejado por Martin Schulz, o candidato derrotado dos socialistas à Comissão teve hoje de ouvir uma lição de democracia por parte do herói da resistência grega ao nazismo, que fez a sua última intervenção no Parlamento Europeu.

Glezos recitou em grego antigo o verso de “As Suplicantes”, de Eurípedes, com a resposta de Teseu, o rei de Atenas, ao enviado de Creonte, rei de Tebas, que lhe perguntara “onde está o tirano da cidade”:

Antes de mais, começaste o discurso por uma falsidade, estrangeiro,
ao procurar um tirano em Atenas que não está sob a chefia
de um só, mas é uma cidade livre.
O povo governa, alternadamente, por rotações
anuais. Neste país ao rico não se concedem
privilégios e o pobre goza de iguais direitos.

“Escolhi este verso em grego antigo e uma citação em latim que acredito que o presidente Martin Schulz conhece bem: Timeo hominem unius libri”. A citação de São Tomás de Aquino – “Temo o homem de um só livro” – com que Glezos terminou o discurso, foi vista como uma crítica ao pensamento único austeritário que domina os corredores do poder em Bruxelas e Berlim, mas também como uma referência à antiga profissão de Schulz quando ganhava a vida como livreiro…

fonte: aqui