o antes e o depois de uma intervenção estética

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a libia e a siria eram assim:… uma arquitectura repressiva, autoritária, carente dos mais elementares valores democráticos…

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mas… graças a estes valorosos cidadãos protegidos por helicópteros do império (verdadeiro espelho da liberdade e democracia)…

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… a libia e a siria têm hoje uma arquitectura liberta, portadora de uma inigualável  vanguarda estética.

 

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nota: este “post” é dedicado aos nossos amigos – os que se têm destacado na defesa de valores (éticos e estéticos) democráticos…

esclarecimento da direcção do teatro da cornucópia

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Luis Miguel Cintra e Cristina Reis, responsáveis pelo Teatro da Cornucópia, divulgaram o esclarecimento que tomamos a liberdade de publicar neste espaço.

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Perante a lamentável confusão gerada nos órgãos de comunicação social pela inesperada visita do Senhor Presidente da República ao Teatro da Cornucópia, vemo-nos forçados a esclarecer a presente situação.

Ao longo dos muitos anos de dependência financeira do Estado, reivindicada como indispensável, várias vezes afirmámos, em pedidos de subsídio e relatórios, que as verbas concedidas eram insuficientes para o projecto de, ao nosso modo, fazer teatro.

Quando essas mesmas verbas atribuídas para financiamento das estruturas sofreram sucessivos cortes e tendo elas há três anos chegado a um valor visivelmente insuficiente, vimo-nos obrigados a rever escolhas de programação e respectivas formas de produção, de modo a sempre viabilizar os nossos projectos. As co-produções, bem como alguns apoios pontuais como os da CML e dos Amigos da Cornucópia, contribuíram para a sustentabilidade do funcionamento do Teatro da Cornucópia.

Antes do cumprimento do último ano do quadriénio a que estávamos vinculados, considerámos já a possibilidade de o não praticar, por considerar que era já difícil o seu pleno cumprimento. Mas insistimos em continuar. A evidência, porém, da situação limite das nossas possibilidades de assegurar, neste quadro de financiamento, o cumprimento de novos projectos, e tal como dissemos na divulgação do espectáculo apresentado neste último sábado, considerámos como incontornável o fecho da empresa Teatro da Cornucópia.

Tinha já sido esta a decisão, anteriormente, comunicada informalmente ao Secretário de Estado da Cultura e que mais tarde foi a razão da reunião havida no fim de Outubro no Palácio da Ajuda, com a presença de uma representante da CML. Foi então por nós levantada a questão que se prende com a CASA, edifício excepcional que ocupamos e onde sempre trabalhámos. Com tudo que ele contém. Exprimindo um desejo de que pudesse ser aproveitado para fins culturais, não deixando que esse património viesse a constituir somente um valor capaz de colmatar indemnizações aos trabalhadores, a única dívida que a empresa que se extingue não tem porventura capacidade de resolver. Entendemos que de momento a intenção do Ministério é a de assegurar um ano de renda no sentido de se proceder a um inventário rigoroso do património.

Na véspera do passado Sábado, (Recital Apollinaire e lançamento do segundo Livro do Teatro da Cornucópia/Espectáculos 2002-2016 e de um DVD), foi-nos comunicada a visita do Senhor Presidente da República, que, antes do espectáculo, queria inteirar-se da situação. 

Desse momento surgiu um tema que se prende com a questão de um estatuto de excepção para o Teatro da Cornucópia, capaz talvez, de viabilizar a sua continuidade. Surgiu o equívoco de que poderíamos mudar de opinião. O que levou o Senhor Ministro da Cultura, também presente, a admitir que o tivéssemos feito. E parece não se ter restabelecido a única versão correcta que existe, porque infelizmente a dúvida já não se põe: o Teatro da Cornucópia acaba no princípio do ano, na realidade já acabou. Com a mudança do Governo, a situação não se alterou. Disse o Senhor Ministro que o assunto estava a ser acompanhado, estudado. Haverá por isso um próximo encontro com os representantes do Ministério da Cultura.

Não se tratará, portanto, agora de um estatuto de excepção, porque somos provavelmente excepção. A empresa dissolve-se nos próximos dias, dependendo apenas de procedimentos legais que terá de cumprir.

Às pessoas que elegemos para nos governarem e que se dispõem a ouvir-nos, não nos passa pela cabeça mentir. Para com eles, para com todos, mantivemos sempre as mais leais relações. Assim foi, assim será.

Pelo Teatro da Cornucópia,

Luis Miguel Cintra e Cristina Reis

19 de Dezembro de 2016

saiu a “esfera” – um projecto/revista no algarve

foi no passado sábado, 5 de novembro, que assistimos ao lançamento de “esfera”. o evento teve lugar na livraria, editora e galeria sulreal – centro cultural e ambiental de bela mandil – freguesia de Pechão (Olhão).

o terceiro número da revista esfera conta com colaborações de: manuel de almeida e sousa, neuza tomé, milai miu, joana rego, santiago aguaded landero, rita isabel justino, julián portillo, josé bivar, genoveva faísca, joão miguel pereira e pedro oliveira tavares. a direção da revista é de paulo tomé e a direcção de fotografia de eduardo pinto

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última hora: este ano no dia de camões…

é nosso dever informar – com verdade – os nossos concidadãos. em vésperas de mais um dez de junho, confirmámos e podemos adiantar:…

última hora

finalmente a pátria de camões irá condecorar os seu heróis. 

o povo exige e o que o povo exige, será cumprido.

assim será. e sua excelência o presidente de todos nós, votantes, cumprirá (como é seu dever) a vontade popular.

1º um colar de ouro da ordem de cavalaria “bravos e destemidos lusitanos” e o titulo republicano de comendador para o nosso herói nacional

o qual cometeu este feito exemplar:

“Membro da troika roubado no elétrico 28

Ladrão escapou sem que o economista Albert Jaeger tenha percebido”

 

“Carteirista assalta economista da troika

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a dita “vítima”

Albert Jaeger, economista austríaco do Fundo Monetário Internacional (FMI) residente em Lisboa, foi assaltado por um carteirista quando passeava de eléctrico.”

 

Carteirista português vai ao bolso da troika

Q-argumento

O austríaco Albert Jaeger, representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) a viver em Lisboa desde Outubro, ficou sem a carteira no eléctrico 28, enquando viajava com vários turistas até ao Castelo de São Jorge.

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2º colar da ordem dos grandes piratas “d’aquém e d’além mar” para a Senhora D. Quina com direito a aposentação equivalente ao cargo de presidente da república

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D. Quina – “um exemplo maior…”

pela sua larga experiência e exemplo (pedagógico) para os mais novos

 

“Quina”, a mais velha carteirista do país, voltou a ser apanhada

Desta vez em Amarante, nas festas de junho. A vítima queixou-se à GNR e, depois de uma perseguição por entre a multidão, os militares encontraram a mulher que acabou, mais uma vez na esquadra. No mês passado, tinha sido condenada a pena suspensa naquela que a juíza disse ser “a última oportunidade”

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“Mulher de 85 anos apanhada a roubar… outra vez. Quina tem um longo currículo. Uma mulher de 85 anos foi apanhada a roubar pela polícia. Tudo ocorreu terça-feira, durante o cortejo da Queima das Fitas, no centro da cidade do Porto.”

 

“Joaquina Gonçalves, apanhada em flagrante a roubar uma carteira na Queima das Fitas do Porto, foi esta manhã condenada a cinco meses de prisão, com pena suspensa por um ano. Juíza avisou a mais velha carteirista do país no ativo que para a próxima fica mesmo detida”

 

“A juíza do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto alertou Quina, de 85 anos, que ou se emenda ou para a próxima vez que for apanhada a furtar carteiras não haverá contemplações. “Vai-lhe ser dada uma última oportunidade. Por isso, se voltar a praticar crimes, vai mesmo presa”, afirmou a magistrada no decurso da sentença proferida esta manhã”

 

ele nunca mente!… ele é um homem sério! ele é…

o gajo não mente. o gajo anda é meio desmemoriado. o gajo, o Passos, o  Coelho… disse que “nunca” esteve numa inauguração enquanto liderou o Governo. claro que não.

o gajo, o Passos, o  Coelho… disse que “nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de porra nenhuma”.

o gajo, o Passos, o  Coelho… disse que “estaria lá com certeza o senhor ministro da Economia em representação do Governo”…

claro que nunca esteve, o gajo que se vê nas imagens (roubadas por aí na net) é o Pedro. e o Pedro não é o gajo, o Passos, o  Coelho. pois não

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dia mundial do teatro

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016

27 de março 2016.
Mensagem de Anatoli Vassiliev.

Será que precisamos de teatro?

Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.

Para que precisamos dele?

Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.

O que é isso para nós?

Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.

O que é que isto nos é capaz de dizer?

Tudo!

O teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.

O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.

E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.

Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.

Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.

Precisamos de todo e cada tipo de teatro.

Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.

Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…

Tradução a partir do inglês: Margarida Saraiva | Revisão: Armando Nascimento Rosa

os conselhos de um ex-ministro cuja competência… que é competência?

para quem tem memória curta, aí vão muitos dos conselhos que um tal coelho nos deu ao longo de 4 anos…

para não esquecer. nunca!

nota: as obras expostas não são da nossa lavra – recolha numa página do facebook “uma página numa rede social”

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