e assim se perdeu um património histórico de referência em todo o mundo…

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imagem do “diário de notícias”

“o fogo, que tudo devora, é principal arma de arremesso da burguesia mais conservadora”

(in: facebook – comentários)

“A mão invisível que destrói a memória e o património não para! Horror de incúria e barbárie política. Quem inventou esta democracia do golpe baixo? O capital claro!”

(in: facebook – comentários)

“É uma perda incalculável que se explica – não se justifica, mas explica-se – pelo descaso absoluto que todos os Governos, e esse Governo ilegítimo em particular, votam à cultura, com cortes dramáticos nos orçamentos da cultura e da educação, ameaça grave de desmontagem das universidades públicas [o Museu Nacional está ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro]. É um projecto de devastação, de criação de desertos, desertos no espaço e no tempo. A destruição do museu é um deserto no tempo, é destruir a memória, destruir a História.”

“O Brasil está passando por um processo de polarização política muito grande, existe uma camada subterrânea fascista que era melhor ter deixado quieta e que está se movimentando. Não é só no Brasil, há no mundo inteiro um renascer de sentimentos fascistas, autocráticos, e isso aqui é representado por esse candidato repugnante que é o Jair Bolsonaro, que defende a tortura, elogia a ditadura, quer armar a população, e que se inspira naquele louco patético que é o Donald Trump nos Estados Unidos. Se ele for eleito, é o fim. Pego o avião e vou embora – não sei para onde, mas para algum lugar.”

(entrevista a Eduardo Viveiros de Castro – in “púbico” – ver aqui)

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para os que, lá e cá, desejavam a saída de Lula e Dilma do poder, para os que não se cansaram de bater na panela, para os adeptos do golpe que agora reagem à tragédia com “lágrimas de crocodilo”… relembramos apenas e a título de curiosidade;  foi o governo do apelidado “analfabeto” por certa “elite”  brasileira (aquela que hoje desgoverna aquele país após o golpe político encabeçado por um bando de corruptos) que, pelas mãos do então ministro da cultura Gilberto Gil, foi criada a primeira lei para museus e património cultural na história do Brasil, a “Política Nacional de Museus” – lei 11.904/2009

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em tempo de saldos…

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Luiz I. Lula da Silva – ONU: Lula tem direito a ser candidato

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ver aqui

entretanto a imprensa golpista do brasil lança o argumento costumeiro dos fascistas de má memória

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como diz um nosso amigo e poeta brasileiro:

Estou achando bonito ver a direita bater cabeça, sem saber como lidar com essa bomba que põe em risco o futuro de seu querido golpe de 2016.

A decisão da ONU não tem efeito coercitivo. Mas não acatá-la é mais ou menos como ver aquela placa de “não pise na grama” ou “não jogue lixo no chão, use a lixeira” e dizer: “Ah, não vou respeitar isso, porque não tem ‘efeito juridicamente vinculante’.” Vão por aí, amiguinhos…

notícia desportiva de última hora

ÚLTIMA HORA

bruno de carvalho e o seu mentor vale e azevedo, vão tomar conta da sad do belenenses
a ideia foi, como é evidente, de vale e azevedo
o porta-voz do clube de futebol “os belenenses”, confirmou-nos: — estamo-nos nas tintas!… a sad é a sad e nós somos nós (ponto parágrafo)!…
entretanto a sad do “atlético club de portugal” (em situação semelhante) juntar-se-à à “festa”
desta forma, com a colaboração, cooperação e espírito de inter-ajuda – entre os dois melhores presidentes que o futebol português alguma vez teve – será possível que floresça um novo clube em lisboa a militar entre os grandes – quiçá o melhor entre os melhores

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ÚLTIMA DAS ÚLTIMAS HORAS

marta soares será provavelmente nomeado para corta-fogo da nova agremiação desportiva, foi o que nos disse teresa leal coelho quando passeávamos na zona de s. bento

a múmia gosta muito de comboios, mas…

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HAVIA um tipo que desmantelou a quase totalidade das ferrovias mas afirmou, quando chegou ao topo da hierarquia política, que gostava muito de comboios

HAVIA um presidente da CP (no último governo – o do coelho) que optou por abater e demolir tudo e encerrar linhas e ramais

HAVIA (continua a haver) um autarca (cérebro iluminado) que quer desmantelar a linha de cascais e criar um corredor de autocarros em seu lugar

HAVIA, HAVIA, HAVIA…

e os comboios 

      • que deviam, mas não são pontuais;
      • que deviam, mas não são electrificados;
      • que deviam, mas não circulam em via dupla porque via dupla, dizem e disseram eles, é desnecessária (ainda que tenha sido paga);
      • que deviam, mas não cobrem o espaço nacional;
      • que deviam, mas não servem a população nem o transporte de mercadorias….

    os comboios em portugal, as estruturas ferroviárias, estão entregues a um bando de irresponsáveis. uma estrutura quase inactiva talvez à espera que tudo se desmorone. ver

 

a sede de privatizar tudo. de tudo passar a empresas-fantasma criadas por amigos e amigos de amigos a troco de “luvas” ou de favores duvidosos, torna-nos espectadores e protagonistas em cenas onde o desleixo, a incompetência, a degradação do equipamento, avarias incompreensíveis, atrasos injustificados e um monte de etc. (cenas precursoras e indiciadoras de nova(s) privatização(ões).

“O governo tem a obrigação ética de esclarecer o país se está interessado em preparar a CP para o embate da liberalização ou se está premeditadamente a destruir o serviço de longo curso e alguns regionais para abrir espaço, e facilitar a vida, aos operadores internacionais que já se posicionam para entrar no nosso mercado. Estes operadores internacionais têm por trás as grandes empresas públicas ferroviárias europeias. Na prática, será a “nacionalização” do caminho de ferro português por uma potência estrangeira. Coisa que aliás já aconteceu com a REN e com a EDP. Vamos mais uma vez alienar a nossa independência nacional num sector estratégico? Os trabalhadores ferroviários, os utentes do caminho de ferro e os portugueses têm o direito de saber quais são as intenções do governo e este o dever de os esclarecer. Ficamos à espera”.

ver também aqui e/ou aqui

obras de Victor Belém doadas a Cascais no Centro Cultural de Cascais

Na passada sexta-feira estive na inauguração da mostra do Victor Belém para recordar a sua pintura, vídeo, instalações e fotoficções exibidas no Centro Cultural de Cascais (CCC) – a exposição estará patente de 30 de junho a 2 de setembro.
Consta o espólio que Victor doou a Cascais.

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Pode ler-se: “Victor Belém marcou a produção artística de meados do século XX ao princípio do século XXI, distinguindo-se pela sua irreverência e visão futurista: são 50 anos de criação artística que definem um percurso com muitas facetas mas intelectualmente coerente.
Entre pintura, instalação, vídeo e fotografia encenada, descrita pelo artista como fotoficção, Victor Belém criou uma expressividade própria no seu trabalho com recurso às formas, às cores, às texturas, desenvolvendo experiências em diversas escalas e com diferentes materiais.
O artista está representado em várias coleções particulares, entidades e museus em Portugal e no estrangeiro”.

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EM MEMÓRIA DE VICTOR BELÉM

No início de 2015, a cultura portuguesa perdeu um dos mais importantes e irreverentes criadores das artes plásticas da segunda metade do século XX. Nasceu, em Cascais em 1938. E aqui veio a morrer no início de 2015. Tinha 76 anos. Victor Belém doou grande parte da sua obra à Câmara Municipal que, na pessoa do seu Presidente, Carlos Carreiras, lhe presta homenagem pública, no próximo dia 30 de Outubro, com a assinatura do Contrato de Doação, às 21h00, à qual se seguirá o testemunho de amigos e admiradores.

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«PARA OS MEUS AMIGOS»

Quando eu era criança, as estórias que me contavam eram reais e verdadeiras. E quanto mais fantásticas e maravilhosas, mais naturais me pareciam. Era no tempo em que os animais falavam, as fadas e os génios viviam em toda a parte e tinham o poder mágico de tudo tornar possível, e, poder não menos importante, feliz. Não é que não houvesse bruxas e génios maus, mas parecia que existiam apenas para pôr à prova a lindíssima chuva de estrelas que a fada desenhava no ar com a sua inseparável varinha.
E o mundo todo, animado por tão extraordinários seres, transformava-se segundo os meus desejos, de maravilha em maravilha, eu próprio já mago, duende e génio.
Desnecessário será perguntar a uma criança se gosta de estar viva…
Entretanto, muitos séculos se passaram. O tempo que os homens levaram a tomar consciência de que o caminho de cada um é pessoal e intransmissível, e, qual estória fantástica, não lhe conhecem o fim.
Suponho que seja a criança que teima misteriosamente em não nos abandonar que me faz continuar a amar a vida. E se a escutar bem (tarefa essa difícil) talvez também passe a amar a morte.
Victor Belém

In Victor Belém 50 anos de arte, 1958-2008

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maio de 1968 – 50 anos depois

estivemos lá e foi assim:

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O que foi Maio 68? Revolução ou ilusão? Revolta juvenil contra uma Europa cinzenta, onde os chamados “anos dourados” do capitalismo abriam a porta ao consumismo irracional, ou irrupção de todo um imaginário subversivo, pleno de criatividade e de fantasia, libertário na sua essência? Talvez tenha sido tudo isto tudo. Ou nada disto.
Mas Maio 68 não foi só Maio, nem só 1968. Outros acontecimentos marcaram a época. Primavera de Praga, manifestações contra a intervenção militar no Vietname, operários e estudantes italianos nas ruas. Anos antes, já o movimento Provo tinha abalado a pacata Holanda e revoltas estudantis varriam as universidades norte-americanas. Beat generation e cultura hippie.
50 anos depois o que ficou? Para uns, nada! A Europa continua cinzenta, o capitalismo é aparentemente invencível (será mesmo?), o consumismo impera, alguns dos protagonistas principais renderam-se à política e ao pensamento dominantes. Para outros, apesar de tudo, ficou uma sociedade que nunca mais foi a mesma, sobretudo (ou apenas?) nas suas vertentes cultural e comportamental.
Para falar e debater estas (e outras) questões:
– Tomás Ibañéz: participante no Maio 68, professor jubilado de Psicologia Social da Universidade Autónoma de Barcelona, pensador heterodoxo do movimento libertário
– Miguel Serras Pereira: ensaísta, poeta, tradutor, colaborador da imprensa libertária

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