alcântara – 11 imagens de tempos quentes e passados (réplicas de pinturas dos anos 70)

no espaço das oficinas municipais (alcântara), uma galeria de pinturas (réplicas) de intervenção política dos anos 70 – curioso é constatar que os originais terão sido elaborados (talvez) por actuais defensores do estado a que chegámoshoje. fotos de martim d’alba

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diz-se por aí… mas nós não acreditamos

ex-esquerdistas - gente acima de qualquer suspeita

ex-esquerdistas – gente acima de qualquer suspeita

 

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do editorial de “le monde”

 

outras coisas (de importância menor)

MP exige pena de prisão para ex-ministra da Educação

PÚBLICO 17/07/2014 – 18:06

Procurador admite a suspensão da pena se a antiga governante indemnizar o Estado. Maria de Lurdes Rodrigues está acusada de ter gasto 265 mil euros para contratar irmão de um dirigente socialista.

e… entretanto diz-se por aí:…

– que um tipo de nome esquisito: – zeinal bava que (também dizem) foi o melhor CEO da europa na área telecomunicações em 2013 não sabia que a “sua” empresa – a pt/meo emprestou 900 milhões de euros ao “BES”;

– que um tal ricardo salgado, presidente do BES, recebeu através de uma offshore 14 milhões de um construtor por um trabalho de consultoria sobre o mercado angolano e esqueceu-se de o declarar ao fisco;

– que o mesmo ricardo salgado não sabia que no BES de angola havia levantamentos em dinheiro no valor de 500 milhões dólares;

– que um cavalheiro, henrique granadeiro emprestou 900 milhões ao “BES” e esqueceu-se… há quem diga que por distracção;

– mas o banco de portugal leu os relatórios das auditoras do BES e confiou neles… aliás como já tinha confiado nas do BPN.

– o papa hóstias é que sabe – ora vejam:…

papa-hostias

– um esclarecimento importante nos tempos que correm

LasPutasYLosHijos

lá fora

no japão...

no japão…

judeus contra sionistas ou lá que é isso

judeus contra sionistas ou lá que é isso

não se deve estar a passar - mesmo - nada em gaza

não se deve estar a passar – mesmo – nada em gaza

3 poemas e duas pinturas de Vasco Câmara Pestana

NARA – NADJA

Como se fosses o Anjo da Guarda
meu e de Portugal
e estivesses de regresso às Origens
acabada de chegar dos Brasis…

Um dom Sebastião feito de estilhaços
longos cabelos ondulados
e brilhantes madeixas de cigana
com traços mestiços
particularmente no torso e no rosto
de cera.

Máscara Alucinada
feiticeira profanada
marciana boneca mecânica
parece que caíste aqui neste
outro interior nodestino
por uma distração do destino

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ENVELOPE

Estou encerrado no ventre deste envelope
com estas palavras
um íman atraiu-me do céu e sol
da luz e dos astros !

Para onde me dirijo
há uma data ou uma cidade
um bilhete postal
e no verso uma frase exacta !

Um envelope é um poema que voa
transpõe pontes até chegar às tuas mãos
recipiente imortal onde
as almas se apresentam !

Em cega convulsão
sou água escavada no fundo deste poema
sou chamamento !

O que sobra dum envelope
são palavras de uma invisível inteligência
como quem conversa a sós
são pássaros brancos
sumptuosos trajes
arrancados a esta Maldição !

 

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PANCADAS DIVINAS !

Ó destino do Azul ?
hesito !

Um enorme rochedo prateado de estrelas
simboliza para mim o Além !

Procuro o botão da televisão
liguei o rádio
entalei a cabeça nos auscultadores
e louco de desejo ditei durante longas horas
cartas !

Está escondida na mente um compartimento secreto
que contem a chave de outro secreto compartimento
escondido no primeiro !

Repercutiam-se nas paredes do Mosteiro
Pancadas Divinas !

Vasco Câmara Pestana

Embarcações – motivos pictóricos (Portimão – Algarve)

34 fotos de Filipe da Palma

Pierre-Albert Birot – a poesia…

Pierre Albert-Birot (1876 – 1967)

Pierre Albert-Birot nasceu em Angoulême, a 22 de abril 1876 e morre em Paris a 25 de julho de 1967. Poeta, escultor, pintor, tipografo e destacado homem do teatro francês.

É Contemporâneo dos dadaístas de Zurique, e editor da revista SIC (Sons, Idées, Couleurs) em 1916 – na qual colabora Guillaume Apolinaire. Os dadaístas consideraram-no sempre como um deles.

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escritos de Martim d’Alba

belisca

Eu sou a memória
esculpida na pedra

Sou um túmulo incolor
um palácio-gabinete-templo em final de estação

O túmulo é minha residência

Eu sou a pedra-isca-poeira
acendo cigarros nas ramblas de Barcelona

Hoje
cobri a alma de pó de arroz

naveguei rumo a Paris

 

belisca

 

Ludibriei a morte
tornei-me um suicida

Sou mais eu
quando desponta a noite

Sou mais eu à noite
quando estacionas na minha cama
para beijar religiosamente o frio que se liberta

 do meu peito

Quando neva
o meu chapéu flutua nos teus silêncios

 

belisca

“não há tusa para tanta musa”
Fenando Grade

 

 

O poeta jovem como os cães
deixou-se devorar
pelos tractores
e pelas vinhas

Fez um poema
pedindo perdões ao caminho

 e sem se mover

olhou
para fora
olhou
para dentro

cloc cloc cloc cloc

o coração bate

clic clic clic clic

e esbate
a oração

a do coração
a que bate
alto
no alto do coração

toc toc toc toc toc toc

A primavera chegou

E eles
batem
duplamente

E eles
bateram
em triplicado

toc toc toc toc toc toc

esbateu-se nos anos mais frios
e bateu os anus quentes

também nos fluidos
entre pernas

E bate
bate muito alto
no corpo
no coração

na alma

Em chamas

E eu
tão perto

E tu
tão longe

 belisca

 

Nem luz nem sombra
tão pouco uma só palavra

Há uma mão estendida
a suplicar silêncios

E o silêncio
é o
poema trigésimo

a esfregar os olhos do nosso descontentamento