maio de 1968 – 50 anos depois

estivemos lá e foi assim:

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O que foi Maio 68? Revolução ou ilusão? Revolta juvenil contra uma Europa cinzenta, onde os chamados “anos dourados” do capitalismo abriam a porta ao consumismo irracional, ou irrupção de todo um imaginário subversivo, pleno de criatividade e de fantasia, libertário na sua essência? Talvez tenha sido tudo isto tudo. Ou nada disto.
Mas Maio 68 não foi só Maio, nem só 1968. Outros acontecimentos marcaram a época. Primavera de Praga, manifestações contra a intervenção militar no Vietname, operários e estudantes italianos nas ruas. Anos antes, já o movimento Provo tinha abalado a pacata Holanda e revoltas estudantis varriam as universidades norte-americanas. Beat generation e cultura hippie.
50 anos depois o que ficou? Para uns, nada! A Europa continua cinzenta, o capitalismo é aparentemente invencível (será mesmo?), o consumismo impera, alguns dos protagonistas principais renderam-se à política e ao pensamento dominantes. Para outros, apesar de tudo, ficou uma sociedade que nunca mais foi a mesma, sobretudo (ou apenas?) nas suas vertentes cultural e comportamental.
Para falar e debater estas (e outras) questões:
– Tomás Ibañéz: participante no Maio 68, professor jubilado de Psicologia Social da Universidade Autónoma de Barcelona, pensador heterodoxo do movimento libertário
– Miguel Serras Pereira: ensaísta, poeta, tradutor, colaborador da imprensa libertária

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1 % para a cultura

1%

 

APELO PELA CULTURA – PROTESTOS – 6 de ABRIL – 18h
– Lisboa, Rossio (Praça D Pedro IV)
– Porto, Praça Carlos Alberto
– Coimbra, junto à Direcção Regional de Cultura do Centro
– Funchal, Balcão Cristal – Rua de Santa Maria
– Beja, Praça da República
– Ponta Delgada, 17h00, frente ao Teatro Micaelense

Encontros preparatórios – 3 de Abril
– Lisboa, 18h, CENA-STE (Rua D.Luís I, 20-F)
– Porto, 18h, espaço Agente a Norte (Rua D.João IV,1000)
– Coimbra, 21h30, SPRC, Praça da República
– Beja, 15h na Casa da Cultura de Beja


Já chega! O momento actual das Artes e da Cultura precisa de acção, união e solidariedade.

 

Os resultados conhecidos dos concursos para apoios às artes revelaram mais um novo episódio do descalabro da política cultural das últimas décadas e colocam em causa o desenvolvimento sustentado do país e da própria democracia.

Levanta-se uma onda de indignação em todas as áreas da Cultura. É preciso dar uma resposta!

Durante a discussão do novo modelo de apoio às Artes, fizemos uma previsão das consequências negativas que daí adviriam. É urgente a valorização do trabalho artístico e cultural com o financiamento adequado. Sem isso não há justiça, não há apoios relevantes, não há descentralização, não há democracia.

Os apoios às artes são uma responsabilidade do Estado e permitem que a atividade artística neles encontre a estabilidade e que com eles se promova o trabalho continuado. Ano após ano, cada vez mais estruturas são excluídas desses apoios, há regiões do país onde a tão famosa descentralização não chega, a liberdade e diversidade artísticas empobrecem e tantos e tantos projetos ficam por realizar, aumentando o desemprego e a precariedade.

É preciso agir, protestar, reivindicar, espernear, gritar e tudo o mais que seja necessário para reivindicar o que é justo e necessário. É preciso incomodar.

Exigimos:
1) Reposição da dotação orçamental do Programa de Apoio Sustentado às Artes para os valores de 2009, indexados à inflação, corrigindo-se o impacto negativo dos concursos em curso;

2) Combate à precariedade na actividade artística e estabilidade do sector;

3) Definição de uma Política Cultural, revendo-se o Modelo de Apoio às Artes e respectivos instrumentos de financiamento;

4) Compromisso com o patamar mínimo de 1% do OE para a Cultura, já em 2019.

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CENA-STE
REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
PLATEIA Profissionais Artes Cénicas
MANIFESTO em defesa da Cultura
PERFORMART

Brasil – o GOLPE consumado

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“O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofobico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.” disse Dilma

e nós acrescentamos: o golpe que derrubou a presidente legitima (porque eleita democraticamente) do Brasil, foi um acto de traição daquele que ela chamou para vice-presidente e, também, a forma que uma quadrilha de mal-feitores e corruptos encontrou para se esquivar à justiça.

”Podemos reprovar muitas coisas a Dilma: não respeitou suas promessas eleitorais e concedeu numerosas concessões aos banqueiros, industriais e latifundiários. Desde há um ano, a esquerda política e social não deixou de reclamar uma mudança nas políticas económicas e sociais. Mas a divina oligarquia da direita brasileira – a elite capitalista, financeira, industrial e agrícola – não se conforma com pequenas concessões: quer tudo, o poder por completo. Não quer negociar, quer tão só governar de forma directa através de seus homens de confiança e abolir os poucos avanços sociais alcançados nos últimos anos.” 

Michael Lowy

 

Discurso da presidente Dilma após aprovação do golpe parlamentar

“Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.

Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.

É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.

É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.

Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.

Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.

O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.

O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.

Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.

Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.

A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.

Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.

Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.

Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.

Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.

Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.

Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.

Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.

Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:

“Não estamos alegres, é certo,

Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?

O mar da história é agitado

As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,

Rompê-las ao meio,

Cortando-as como uma quilha corta.”

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.”

 

coerência política, sempre!

coerência política, sempre!

p-passos

e ele, enquanto líder do partido que é dele, não pôde deixar de sublinhar o grande empenho (dele e de sua ex-ministra das finanças) na luta pela libertação da pátria das influências nefastas dos comunistas, socialistas, bloquistas e outros “istas” – os quais, note-se, têm trilhado um caminho comum, um continuado diálogo político e uma colaboração concreta em áreas estratégicas que mais tarde ou mais cedo destruirão as bandeirinhas que orgulhosamente, ele e seus companheiros de luta, exibem nas golas dos seus casacos de linha italiana.

p-pcoelho

– “ele é um liberal. ele vai por isto na ordem. ele escolheu para a educação um crítico, um homem competentísimo! quê?… neo-liberal? isso não existe nem nunca existiu. eu vou apoiá-lo. seguramente!”

disse-nos um ex-comunista e ex-socialista hoje um incondicional coelhista.

pombo

– “quero reafirmar aquilo que venho dizendo há muitos anos. temos de aprender a cagar em cima das pessoas certas!”

disse-nos um pombo lisboeta.

editar… das edições de mandrágora (bicicleta-edições)

edições de teatro

“sobre rodas” de manuel almeida e sousa – 4 peças teatrais (11€ – envio por correio sem custos de portes)

edição11

“a inundação” – teatro de renato suttana (7€ – envio por correio sem custos de portes)

edição6

“o pintor” teatro de martim d’alba (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição7

“frankenstein em Lisboa” teatro de victor belém (10€ – envio por correio sem custos de portes e com oferta da revista bicicleta)

edição12

“jacto de sangue” teatro de antonin artaud (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição13

“a fumaça disse-me que sim” teatro de manuel de almeida e sousa (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição5

 

edições poéticas & contos

“o fantasma de creta e outros contos” de rafael dionísio (13€ – envio por correio sem custos de portes)

edição14

“diário de buenos aires” de renato suttana (5€ – envio por correio sem custos de portes)

edição9edição10

“tarot poético da deusa éris” (baralho) de manuel almeida e sousa (10€ – envio por correio sem custos de portes)

edição1edição2edição3

“cantos do corvo negro” textos poéticos de manuel almeida e sousa (9€ – envio por correio sem custos de portes)

edição4

“frente & costas” da poética e do teatro “experimental” de manuel almeida e sousa (3€ – envio por correio sem custos de portes)

edição8

 

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nota: envios para o estrangeiro acrescidos de 1,5€ de portes – contactar mandragorarte@aim.com

última hora: este ano no dia de camões…

é nosso dever informar – com verdade – os nossos concidadãos. em vésperas de mais um dez de junho, confirmámos e podemos adiantar:…

última hora

finalmente a pátria de camões irá condecorar os seu heróis. 

o povo exige e o que o povo exige, será cumprido.

assim será. e sua excelência o presidente de todos nós, votantes, cumprirá (como é seu dever) a vontade popular.

1º um colar de ouro da ordem de cavalaria “bravos e destemidos lusitanos” e o titulo republicano de comendador para o nosso herói nacional

o qual cometeu este feito exemplar:

“Membro da troika roubado no elétrico 28

Ladrão escapou sem que o economista Albert Jaeger tenha percebido”

 

“Carteirista assalta economista da troika

Q-Vitima 1

a dita “vítima”

Albert Jaeger, economista austríaco do Fundo Monetário Internacional (FMI) residente em Lisboa, foi assaltado por um carteirista quando passeava de eléctrico.”

 

Carteirista português vai ao bolso da troika

Q-argumento

O austríaco Albert Jaeger, representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) a viver em Lisboa desde Outubro, ficou sem a carteira no eléctrico 28, enquando viajava com vários turistas até ao Castelo de São Jorge.

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2º colar da ordem dos grandes piratas “d’aquém e d’além mar” para a Senhora D. Quina com direito a aposentação equivalente ao cargo de presidente da república

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D. Quina – “um exemplo maior…”

pela sua larga experiência e exemplo (pedagógico) para os mais novos

 

“Quina”, a mais velha carteirista do país, voltou a ser apanhada

Desta vez em Amarante, nas festas de junho. A vítima queixou-se à GNR e, depois de uma perseguição por entre a multidão, os militares encontraram a mulher que acabou, mais uma vez na esquadra. No mês passado, tinha sido condenada a pena suspensa naquela que a juíza disse ser “a última oportunidade”

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“Mulher de 85 anos apanhada a roubar… outra vez. Quina tem um longo currículo. Uma mulher de 85 anos foi apanhada a roubar pela polícia. Tudo ocorreu terça-feira, durante o cortejo da Queima das Fitas, no centro da cidade do Porto.”

 

“Joaquina Gonçalves, apanhada em flagrante a roubar uma carteira na Queima das Fitas do Porto, foi esta manhã condenada a cinco meses de prisão, com pena suspensa por um ano. Juíza avisou a mais velha carteirista do país no ativo que para a próxima fica mesmo detida”

 

“A juíza do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto alertou Quina, de 85 anos, que ou se emenda ou para a próxima vez que for apanhada a furtar carteiras não haverá contemplações. “Vai-lhe ser dada uma última oportunidade. Por isso, se voltar a praticar crimes, vai mesmo presa”, afirmou a magistrada no decurso da sentença proferida esta manhã”