arte debaixo do fogo!… assim vai o brasil

Queer

 

um ano após o golpe dum tal TEMER, o fascismo abençoado pelos pentecostais (neo) mostra as suas garras…

curioso é, ou seria, saber qual a posição actual de certos blogueiros que na web lusitana não se cansaram de denunciar uma suposta ditadura dos que ocupavam o poder antes dos que – em nome de um tal jesus, da mãe, da tia e irmãos em cristo – impõem um estado de corrupção e de pseudo-moralismo.

teríamos curiosidade, sim, em saber como reagiram a estas notícias onde se fecham portas a:

1 – uma exposição colectiva (artes plásticas – pinturas, gravuras, fotografias, colagens, esculturas, cerâmicas e vídeos) onde estavam representados autores  sobejamente conhecidos e conceituados como: Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Clóvis Graciano e Ligia Clark.

a mostra “Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira”, apresentada pelo banco santander, viu-se envolvida em polémicas e protestos alimentados por grupos de fanáticos pentecostais e pelo MBL (movimento brasil “livre”)…

donde se infere que o tal “livre” é inimigo figadal da liberdade.

sobre a mostra destacamos as palavras gaudêncio fidélis:

… “Em seguida que eu fiquei sabendo do cancelamento da exposição, eu tive um momento de profunda tristeza, te confesso. Me trouxe às lágrimas, vou até te dizer. É um sentimento de tristeza porque uma exposição desta grandiosidade conta com todo o envolvimento destes artistas, dos colaboradores, dos colecionadores, dos profissionais, da enorme gama de profissionais que colaboram para essa exposição. Essa exposição começou a ser pensada em 2010! É uma tristeza ver que isso tudo acabou, que foi tirada da visibilidade pública depois de apenas dois dias e meio de manifestações das mais reacionárias de parte deste grupo que a gente conhece como MBL.

Também tem a tristeza pelos artistas, pela produção dos artistas e por esse precedente terrível que é o fechamento desta exposição. Acho que nós somos confrontados com uma questão dramática: como será o universo da produção artística e cultural do país quando um precedente destes se abre? Que tipo de incidentes similares nós vamos ter quando, tão rapidamente, um grupo de extrema direita e tão reacionário consegue fechar uma exposição desta grandiosidade? Então, foi um momento de muita tristeza. Mas agora é preciso, inevitavelmente, participar de um processo longo e penoso de esclarecimento da opinião pública e de quem gosta de arte. Tem que ser, de alguma maneira, porta-voz dos artistas junto ao público sobre o que isso tudo significa, esclarecer os equívocos sobre essa narrativa falsa que eles criaram. Acho que essa tarefa eu tenho que cumprir. Meu interesse nisso é o esclarecimento e não um uso sensacionalista”.

da entrevista ao curador da mostra, gaudêncio fidélis, que pode ser lida na integra – aqui

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2 – uma peça teatral cujo protagonista é um transexual no papel de jesus – a peça é cancelada por decisão judicial.

a peça “O evangelho segundo jesus, rainha do céu” é da autoria de jo clifford, “busca resgatar a essência do que seria a mensagem de Jesus: afirmação da vida, tolerância, perdão, amor ao próximo. na peça jesus encarna num travesti, na identidade mais estigmatizada e marginalizada da nossa sociedade”.

a mensagem é de amor. é de carne e fala de um corpo político, alterado, constantemente violentado e oprimido. mas também cheio de vida, alegria e potência.

O evangelho segundo jesus, rainha do céu” contesta a tutela sobre os corpos, o patriarcado e o capitalismo.

natália mallo, tradutora e directora do espectáculo, afirma:

Desde a nossa estréia, há um ano, passamos por diversas situações de violência: ameaças de censura, ameaça física, insultos e difamação na internet, etc. Mas esta é a primeira vez que o espetáculo é impedido de acontecer.

O conteúdo da liminar concedida pelo juiz Luiz Antonio de Campos Júnior, da 1º Vara cível de Jundiaí, que resultou no cancelamento, é um tratado de fundamentalismo e preconceito…..

… Todas as situações de violência que passamos tiveram algo em comum: contestam a presença de uma travesti em cena interpretando Jesus.

Afirmar que a travestilidade da atriz representa em si uma afronta à fé cristã ou concluir, antes de assistir o trabalho, que é um insulto à imagem de Jesus é, do nosso ponto de vista, negar a diversidade da experiência humana, criando categorias onde algumas experiências são válidas e outras não, algumas vidas tem valor e outras não. São os discursos e práticas que tornam o Brasil um país extremamente desigual, e um território inóspito para quem vive fora da normatividade branca, cisgênera e heterossexual.

… a peça tem tido uma resposta do público muito positiva, lotando teatros e criando espaços de diálogo, resistência e encontro. Temos passado por diversos espaços culturais e festivais (Filo, Porto Alegre em Cena, Cena Contemporânea, Fiac). Instituições importantes da cultura como SESC, Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake e outras também abraçaram o trabalho demonstrando disponibilidade em dar visibilidade aos temas que ele aborda. Também recebemos o apoio da Igreja Anglicana do Brasil.

Mas mais importante do que tudo isso, é o fato da peça ter se tornado dispositivo de debate sobre temas sociais urgentes, graças à sua capacidade de questionar mecanismos de opressão estruturais e institucionalizados”….

para ver mais aqui

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fogos, armas, esquerda, direita…

vai para muito tempo, escrevemos aqui sobre os “ex”. ex-fumadores, ex-esquerdistas…
– os maiores inimigos dos fumadores são, sem sombra de dúvida, os ex-fumadores.
dissemos.

e os ex-esquerdistas?…
essa gente que rompeu com o passado e, como é lógico, com as teorias e posições que outrora abraçaram para acabarem como furiosos militantes anti-esquerdas?…
muitos deles (talvez a maioria) navegaram as águas do estalinismo/maoísmo mais radical nos idos anos 60/70, outros são oriundos dos partidos comunistas tradicionais e, em menor percentagem, têm origem trotskista ou do chamado “socialismo democrático/social-democracia” (estes últimos eram aqueles que denunciavam com certa veemência o “totalitarismo estalinista”, identificando-o, muitas vezes, com o nazismo).
e claro, não foi necessário um grande passo (ou salto) para se exibirem como adeptos fervorosos do liberalismo (leia-se neo-liberalismo) e do anti-comunismo mais rançoso.
há os que foram de esquerda e, de repente, renunciam o seu passado e até seus compagnons de route. que lançaram às urtigas os seus ídolos (que defendiam cegamente), para se entregarem à direita que tanto criticavam (ou seria odiavam?).
e há os que se mantêm na esquerda, no espaço mais moderado, todavia com um tom fortemente anti-esquerda – são os que entendem não ser “democráticas” certas forças à sua esquerda. são os adeptos de alianças com o centro e até com a direita mais conservadora…
para completar o ramalhete, há ainda os escritores, os artistas e outros intelectuais decadentes (em fim de carreira) – são os que renunciaram a rebeldia – do passado – para se submeterem aos “patrões” do poder e dos meios de comunicação em troca de migalhas nada dignificantes.

portugal está infestado de exemplares que se ouvem/veem em blogues, revistas cor-de-rosa, pasquins e até televisões.
é… o que é preciso é que falem deles.

e não é que até falam?!…

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estas duas semanas têm sido um pandemónio!…

ele é fogo, ele é armas roubadas…

e, no meio disto tudo, vai-se sabendo o que se desconhecia (ou será que não queriam que soubéssemos?)

é que não há pachorra para tanta “açorda”!…
vejamos esta “colagem” informativa recolhida por aí:…

todos os fogos… (continuação)

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às armas!…

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mas… espera lá!… diz o “jornal económico” que:

“Ausência de recursos próprios” leva Forças Armadas a recorrer a empresas de segurança privadas

“Os serviços aos militares, no âmbito de um acordo entre o Estado e as firmas de vigilância, envolvem a Securitas, a Ronsegur, a Esegur, a Strong e a 2045.”

 

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e… ficamos a saber, senhor ex-primeiro ministro e senhora ex-ministra das pescas – pelo mesmo jornal – que:

“A “ausência de recursos próprios” levou a que as Forças Armadas Portuguesas recorressem à contratação de empresas de segurança privadas, noticia o Público desta quarta-feira. Por exemplo, em maio de 2013, o Estado Maior-General das Forças Armadas pagou à firma 2045 mais de 53 mil euros.”

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logo, estas coisas de segurança em instituições militares (absurdo dos absurdos) remonta aos tempos em que vexas. eram governantes – maio de 2013 sr. passos coelho e sra. cristas. maio de 2013 sr. PP do PP!…

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pois… o sr. aguiar branco não percebia, mas ao que parece o sr. portas percebe…

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claro sr. paulo portas, a segurança é extremamente importante e é por isso mesmo que o país deve ter forças armadas. para nos defender… não para serem defendidas por “coisas” privadas, ou para, conforme notícia do “correio da manhã”:…

Portas vende arma ao desbarato

“O Ministério da Defesa, então liderado por Paulo Portas, vendeu, em 2004, a três empresários norte–americanos, o projecto de produção de uma pistola–metralhadora ‘made in Portugal’, cuja concepção terá custado 15 milhões de euros, por, segundo apurou o CM, apenas 50 mil dólares (40 mil euros). A Lusa A2, como se chamava o projecto concebido e desenvolvido na antiga INDEP-Indústrias Nacionais de Defesa desde 1983, nunca foi produzida em massa em Portugal, mas hoje é um sucesso comercial nos Estados Unidos, sendo considerada uma das armas do seu tipo com a melhor relação qualidade-preço.

A compra da Lusa A2, cujo nome inicial era Lusitânia, é assumida no site da actual empresa proprietária, constituída pelos empresários que adquiriram a pistola-metralhadora portuguesa: ‘Em 2004, a INDEP vendeu tudo, máquinas, ferramentas e [licença de] direitos de produção, a um grupo de empresários da indústria de armas de fogo’. Com a aquisição da Lusa A2, Stan Andrewski, Jerry Prasser e Ralph DeMicco fundaram a Lusa USA, que desde então já desenvolveu seis modelos.

Como o preço médio destes modelos é próximo dos 900 euros, a receita obtida com a venda da Lusa A2 permite comprar apenas 44 pistolas-metralhadoras. A venda da Lusa A2 surgiu na sequência da extinção da INDEP em 2001, ainda no Governo de António Guterres. Rui Pena, então ministro da Defesa, recorda-se dessa arma: ‘Ouvi falar nessa arma e tenho ideia de que me disseram que a sua produção poderia viabilizar a INDEP, mas obrigaria a investimentos’.

O CM contactou Paulo Portas, que está de férias, e o Ministério da Defesa sobre este assunto, mas, até ao fecho desta edição, não obteve respostas.”

coisas interessantes as que se aprendem com os senhores da política – os sempre voluntariosos para bem servir o país…

 

m d’alba

notas extremamente importantes sobre a deusa éris

Éris A Deusa da Discórdia

éris a divina | divina deusa | é | é a deusa | a deusa da | da discórdia | discórdia | nascida de Nix | e | e renascida | renascida com | com o nascimento | nascimento de ares | e | e ares | ares nada tem | tem a ver | ver com | com nix | nix é | é a personificação da noite | noite que | que desempenhou um papel | um papel importante no mito | no mito onde | onde nix | nix é a patrona | a patrona das feiticeiras | das feiticeiras e das bruxas.

éris é | é pois a | a discórdia | discórdia no casamento | no casamento e na guerra | na guerra acompanha | acompanha o | o irmão | e | e quando | quando os deuses se | se retiram | ela | ela permanece | permanece aí para | para gozar do caos | do caos e | e destruição.

 o senhor | senhor hesíodo | hesíodo afirma | afirma que a noite | a noite é filha | filha do caos | do caos e | e a segunda criatura | criatura seguida | que seguida de seus filhos | filhos de nome | de nomes como | como gaia | como tártaro | como eros | como érebro | érebro que | que é | é gémeo de | de eros | e | e todos | todos eles | todos são as | as forças primordiais.

éris é a deusa | a deusa que inflige |  inflige o sofrimento e | e o caos | e | e quando | quando harmonia | harmonia que | que filha era | era filha de ares e | e afrodite | se casou | casou e éris | éris foi a única |  a única deusa | deusa que | que não foi convidada | não foi convidada devido | devido ao seu comportamento.

então só | só então e | e por vingança tirou | tirou uma maçã | uma maçã dourada | dourada da árvore | árvore das hespérides e | e inscreveu nela | nela | “Para a mais bela deusa”.

éris atirou-a | atirou a maçã dourada | a maçã dourada para | para a mesa do banquete e | e de | de imediato afrodite | afrodite e hera | hera e atena se | se ergueram para | para reclamar | reclamar o prémio | prémio que levou | levou eventualmente | eventualmente à guerra | à guerra de tróia.

éris é | é também | também identificada com | com enio | enio é | é a deusa | deusa da guerra | e | e as duas | as duas frequentemente |  frequentemente tidas | tidas como uma só.

e | e enio Ένυώ | Ένυώ em grego | Ένυώ de | de horror | é | é uma personagem | personagem da | da mitologia grega | e | e é uma antiga | antiga deusa | deusa conhecida pelo | pelo epíteto | pelo epíteto de destruidora de cidades | e | e frequentemente | frequentemente representada toda | toda coberta de | de sangue e | e transportando armas  e | e dizem | dizem os gregos | os gregos dizem que é | é filha de zéus e | e hera e | e filha | filha ou irmã de éris dizem | dizem outros gregos e | e enio | enio é | é com frequência retratada | retratada junto | junto a fobos e | e junto a deimos quando | quando acompanhante de | de ares | ares o deus | deus chefe | chefe da guerra e | e dizem eles | eles os gregos que | que era tanto sua amante | tanto como | como sua irmã | irmã para uns e | e mãe | mãe para outros e | e quando enio | enio a deusa dava | dava o golpe | golpe final o | o seu corpo se transformava em fogo.

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éris, é a nossa deusa…!

éris é, ainda, um planeta (anão – dizem eles) conhecido oficialmente como 136199 Eris.

o nosso sagrado planeta viaja nos confins do sistema solar…

precisamente aí. no cinturão de kuiper.

dizem, os cientistas e especialistas destas coisas dos planetas, que é o maior planeta-anão do nosso sistema e, quando descoberto, ficou conhecido como o “décimo planeta”(porque 10 é igual a 5+5 – ou seja: a deusa e seu duplo. a deusa e seu “partner” que em volta do deus sol gira).

éris é bem maior que o planeta plutão (e este já deixou de ser planeta). mais…

éris é, também, um plutóide (ou seja, 1 corpo celeste composto de “gêlo” que apresenta forma esférica)

a viagem orbital da nossa deusa ronda os 560 anosdaí se infere que tenha pouco tempo para nos visitar com regularidade. serve-se muitas vezes de programas pirateados na net para mandar algumas mensagens aos papas e outros iniciados credenciados pela “divina discordeae” – o que é facto é que ela se encontra “longe para caralhos” (a cerca de 97 UA do sol e, a sua órbita é bastante excêntrica, como não poderia deixar de o ser).

bom… agora não nos venham perguntar mais merdas, sobretudo as que estão guardadas nas caixas de mistérios dos deuses e das deusas – cujo exemplo mais popular é a “caixa de pandora”.

danças à deusa da maçã dourada

danças à deusa da maçã dourada

MITOS que deixaram de ser mitos por serem verdades absolutas

– éris é a deusa da discórdia?…
– claro que sim!
– e o nosso planeta é o nosso planeta?…
– claro. porque o planeta (anão ou não), ao ser descoberto, lançou a discórdia entre os astrónomos quanto à definição daquilo que é mesmo, mesmo, mesmo um planeta
e
causou a perca de estatuto de plutão…
na verdade éris é famosa… sempre foi famosa. entre os gregos primeiro, entre os romanos depois, entre os nossos adeptos —–> agora.
foi ela > éris < que causou, provocou, animou, abençoou a célebre guerra de tróia.
e
é também conhecida por ser parceira de seu irmão ares (marte para os romanos) no campo de batalha.
dizem as más línguas que, quando os outros deuses se punham ao fresco por ter acabado a peleja, éris ficava. adorava curtir a carnificina…
… ainda hoje se diverte ao contemplar as misérias do quotidiano dos humanos.
um dos nomes mais sugeridos, pela corte científica, para o nosso planeta era o de perséfone, a putativa mulher de plutão.
mas a nossa deusa chegou-se á frente e, como quem não quer a coisa, deixou cair a sua maçã dourada, perfumou a sala de reuniões com o cheiro pestilento a cachorro quente
e
—–> a discórdia ganhou 2 pontos.
precisamente —–> 2 pontos.
não só o planeta se passou a chamar éris como o seu satélite ganhou o nome de disnomia – a célebre filha da nossa deusa – a filha da divina éris. a grande deusa da desordem…

nota bastante importante:como é evidente, os gregos sabiam que éris girava em torno do sol… porém a secreta família do vaticano sempre desprezou o facto. chegaram ao ponto de queimar toda a documentação que nos foi legada pelos gregos sobre a divindade que adoramos
e
foi preciso um magote de norte-americanos (cientistas) para repor a verdade dos factos.