um país de abril (disse ele)

cravo-negro

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as finanças da nação…

para surpresa do cidadão que aceitou (continua a aceitar) – passivamente – as sugestões do desgoverno da corporação “coelhos, cavacos e portas – sociedade anónima de irresponsabilidade ilimitada”.
para esses…
os que cumprem e solicitam recibos com número de contribuinte, na expectativa de vir a ser contemplado com um BMW (made in germany) no grande sorteio patriótico…
para esses…
… aqui vai uma bela notícia para provar que esta treta – agora – trilha o caminho correcto:

Imagem-finanças 1

entrementes, os mais agradados com este “paraíso governativo”, podem começar a lançar foguetes… o fisco acaba de notificar uma criança de quatro anos!
isso mesmo. e é assim mesmo:… de pequenino…
a criança teria de pagar uma dívida de imposto sobre veículos.
precisamente.
teria de  saldar uma dívida de 55 euros, relativa a um automóvel da marca opel.
a mãe do petiz procurou, na caixa dos brinquedos, pelo tal opel. todavia as buscas foram infrutíferas…
a criança não tem qualquer veículo de marca alemã. é tudo made in china que o orçamento não dá para mais.
daí que a senhora resolvesse ir às finanças garantir que nunca comprou um opel para o pequeno david (com esta coisa do opel, perdeu um dia de trabalho… e preencheu uma porção de papeis – não vá a casa, os bolos, o gato e o cão serem penhorados…)

Captura de ecrã 2015-04-15, às 22.31.06

quem não tem problemas de penhoras é a família espírito santo (vale a pena ter amigos bem colocados – nos governos, nos submarinos…). 
mas…
há coisas que não entendemos muito bem. é o caso da notícia que segue.

então a “comporta” não foi penhorada como a casa daquela senhora que não pagou 100 euros ao fisco? será que os compradores (possíveis) da “comporta” vão ter de pagar os custos do investimento nas finanças (como reza a notícia do correio da manha)?
pelo sim, pelo não… vamos indagar, sobre a “coisa”, junto d’outros blogues mais informados – há por aí uns quantos que gostam muito de coelhos… 

sim, esses devem saber.

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Judith Malina – na morte de uma grande actriz

Judith Malina actriz e fundadora do “Living Theater” – com o seu companheiro Julian Beck (1925-1985) – faleceu na passada sexta-feira 10 de abril. Judith contava 88 anos. A actriz sempre se bateu por um teatro activo onde as vertentes política, social e a não violência estivessem presentes no acto.

Judith Malina e Julian Beck

Judith Malina e Julian Beck

O casal de comediantes, Malina e Julian Beck, sempre se afirmaram anarquistas e arautos da contra-cultura, da intervenção social e política através de actos estéticos. Foram expulsos dos Estados Unidos e do Brasil devido às suas posições – ditas (pelas “autoridades”) radicais.

O “Living Theater” nasceu em 1947, em Nova York. Ganhou projecção a partir do seu exílio, entre 1963 e 68, período em que percorreu sobretudo a Europa. Um dos espectáculos emblemáticos desse período de contracultura é “Paradise Now”, criação coletiva que pede a revolução individual e se opõe a tabus sexuais ou quaisquer formas de violência.

acção dos "Living Theater”

acção dos “Living Theater”

Em 1970, o  “Living Theater” deslocou-se ao Brasil a convite do Teatro Oficina de José Celso. Nessa altura Malina e Beck foram presos – acusados de terem em seu poder maconha… de facto, as autoridades brasileiras, prenderam o casal por saberem que eles preparavam uma performance-protesto, a ser apresentada nas ruas de Ouro Preto (MG).

A prisão dos actores teve repercussão no mundo inteiro e personalidades ligadas ao mundo da cultura, como Susan Sontag, John Lennon, Jean-Paul Sartre entre outros, subscreveram um abaixo-assinado exigindo a libertação.