gioconda….

variantes a leonardo – projecto de manuel almeida e sousa

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o desenho de ruy leitão

Em 1973 vivi em Paris com um dos mais genuínos artistas portugueses da minha geração, um dos melhores de sempre em Portugal, afirmação da Paula Rego.

A grandeza do Ruy, que tentei transmitir à Filomena Molder em livro monográfico feito sobre ele, não vingou. Ainda.

Lamento que não tenha sido assimilado pela sociedade a leitura que a nossa geração fez da vida, e continue a ser entendida como fora do real quando foi de longe a mais sabia e profunda analista da sociedade actual. Os desenhos do Ruy feitos a lápis de cor, marcadores, traduzem a condição do artista nas sociedades de liberalismo consolidado, como USA, o local onde nasceu e Inglaterra, França onde viveu a maior parte do tempo.

O Ruy suicidou-se a seguir ao 25 de Abril em 75 em Lisboa. Lisboa que hoje está perto do patamar de mundanismo onde deixamos Paris há 40 anos, capaz de produzir muitos artistas e um publico que entenda a solidão forçada das grandes metrópoles do consumo e a redução que fazem do humano a mera mercadoria. O Ruy aristocrata dos melhores costados, não se deixou. mercantilizar. A nossa luta fazia-se com a cumplicidade de um mero irónico olhar, quase sem palavras, e assim tinha de ser, era formula perfeitamente interiorizada da liberdade possível nestes tempos de exclusão pelo consumo, da mais hipócrita das sociedades de repressão alguma vez existente. Esquizofrenia assumida perante os inquisidores do capitalismo populista sem rosto, da normalização das modas e dos status na lógica implacável do sucesso a qualquer preço, do VALE TUDO.

A arte aqui é, SANTIDADE e o artista a encarnação do martírio cristão na arena da falsidade colectiva. Um dia compreenderão esta mensagem, mas tal como o Ruy, eu também não fico à espera. A história já nasceu para nós. Os outros que se continuem a comer uns aos outros, como aliás sempre fizeram desde a pré historia, que, para essa gente, ainda não acabou.

José Bivar

portugal, europa & esquentadores

esq

 

na sua deliciosa campanha eleitoral, o psd convidou um esquentador para estar presente nas andanças eleitoralistas. e o esquentador disse acerca dos socialistas:… – “Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”.
ficámos, portanto, a saber (através do sr. esquentador) que colombo afinal não era genovês mas um saloio autêntico. um verdadeiro lusitano que, como qualquer lusitano, sai de casa para comprar fósforos e só volta uns anos depois sem saber onde esteve.

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uma alegre campanha….

todavia o colombo é o colombo e o sr. esquentador, jamais será outra coisa que um simples esquentador.
benvindo senhor esquentador e, os nossos agradecimentos pela sua brilhante argumentação. 
e os socialistas que esperavam – com terror – que sua excelência o esquentador viesse dizer (publicamente) que o seu deputado francisco assis não fez a ponta de um corno em bruxelas…

este quadro é bastante esclarecedor... o senhor assis fartou-se de trabalhar e merece voltar para a bélgica. o senhor melo é um coscuvilheiro do caraças - na volta não atina com a casa de banho e pergunta, pergunta...  o senhor rangel discursou para c------- mas menos que o senhor melo e que o camarada ferreira.  		a dona marisa fez pela vidinha dela e o ruizinho deve ficar por cá a colher papoilas no próximo ano.  		o camarada ferreira é que esgalhou bué... vai receber duas cassetes do "lenine"

este quadro é bastante esclarecedor… o senhor assis fartou-se de trabalhar e merece voltar para a bélgica.
o senhor melo é um coscuvilheiro do caraças – na volta não atina com a casa de banho e pergunta, pergunta…
o senhor rangel discursou para c——- mas menos que o senhor melo e que o camarada ferreira.
a dona marisa fez pela vidinha dela e o ruizinho deve ficar por cá a colher papoilas no próximo ano.
o camarada ferreira é que esgalhou bué… vai receber duas cassetes do “lenine”

 

e sendo assim… até amanhã!

à distância – uma performance (entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas)

à distânciaperformance de manuel almeida e sousa com leitura de “cadernos de fausto” por joão rafael dionísio e som de ricardo mestre – à distância em EDITA de lisboa na sociedade guilherme cossoul – 9 de maio de 2014

 

à distância
à distância de um salto

ao entrar no casulo desconstruímo-nos para nos construirmos
morremos para continuarmos vivos
entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas
cada passo é um sonho

e

em cada sonho uma nova experiência.

 

(in: “uma tampa enroscada na memória” monólogo em processo de construção)

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eles andam aí… numa campanha eleitoral

isto é uma imagem. uma imagem da. da campanha. da campanha eleitoral. eleitoral pois. pois é. é a imagem. imagem do vazio. do vazio de ideias. ideias para. para uma. uma europa. europa vazia. vazia de ideias. ideias sem. sem ideias. sem. sem a menor. menor ideia.

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vais votar sem a menor ideia do que querem desta “europa”?  que é, afinal, esta “europa” (deles) para além deste vazio?

esta imagem é, de facto, a imagem desta campanha eleitoral – a de 2014. 

nota: dia 25 de maio deve estar, pelas previsões dos meteorologistas, um belo dia de praia. irei à praia. por certo.

o que nos disse o conselheiro do ex-mrpp – o barroso

o excelente perfil do jovem camarada marxista-leninista-maoísta.... barroso

o excelente perfil do jovem camarada marxista-leninista-maoísta…. barroso

 

e o resgate… salvou a banca alemã! – foi o que disse o conselheiro do ex-mrpp – o barroso

 

 

philippe legrain – economista britânico e conselheiro do ex-maoísta que preside (ainda – infelizmente para nós) ao c. europeu – disse ao Público, que o sector bancário dominou os governos dos países e as instituições da zona euro e, que por isso, quando eclodiu a crise, só se preocuparam em salvar os bancos.

 

o “problema”… era a dívida privada

diz legrain ao jornal do ex-udp, belmiro: – “o principal problema era a dívida privada. Antes da crise, a dívida pública era sensivelmente a mesma que na Alemanha – 67/68% do PIB – mas o grande problema que não foi de todo resolvido era a dívida privada que estava acima de 200% do PIB”.

e acrescenta: “mas que os portugueses não enfrentaram, a UE e o FMI não ligaram, só se concentraram na redução da dívida pública. Por isso, como não resolveram os problemas reais do sector bancário, não resolveram o problema da dívida privada, só se concentraram na consequência, que foi o aumento da dívida pública”.

na sua opinião, tudo não passou de uma “profunda, longa e desnecessária recessão económica”. uma vez que a crise está longe de estar resolvida.

e, a dado momento, afirma: – “Há quem pense que o que eu digo é uma loucura, alegando que os mercados estão a emprestar a Portugal a taxas muito baixas e que por isso a crise acabou, blá blá, blá, mas isso simplesmente não é verdade. Isso também aconteceu nos anos da bolha [financeira], antes de 2007, em que os mercados também emprestavam de forma incrivelmente fácil, o que não significava que não havia problemas. Neste momento tem havido entrada de liquidez, que está a tapar os problemas subjacentes, mas essa liquidez pode inverter-se se o BCE, como penso que vai acontecer, nos desiludir da ideia de que poderá haver um Quantitative Easing (injecção de liquidez)”.

para ele, a troika desempenhou um papel colonial em portugal

mais opina legrain, na entrevista: – “o que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos, acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores”.

e:… “Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas”.

“Dá vontade de rir quando se comparam as projeções de 2011 com os resultados de 2013, é uma anedota. Isto resultou em parte da incompetência das pessoas responsáveis, mas há outro problema que é o da responsabilidade democrática. Olli Rehn e os seus altos funcionários decretam que o desemprego vai ser 12% mas se afinal é 20%, dizem ‘ah, ok, temos de mudar aqui este número na folha de cálculo’. Ou seja, não estão a lidar com a realidade. Esta instituição é uma redoma completamente desligada da realidade”.

sobre os resultados do programa português, o economista afirma: – “Basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa”.

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philippe legrain – economista britânico e conselheiro do ex-maoísta que preside (ainda – infelizmente para nós) ao c. europeu

uma alemanha quase-hegemónica…

“E a Alemanha aconselhou mal, em parte por causa da forma particular como os alemães olham para a economia, por causa da ideologia conservadora, e porque agiu no seu próprio interesse egoísta de credor em vez de no interesse europeu alargado. A UE sempre funcionou com a Alemanha integrada nas instituições europeias, mas aqui, a Alemanha tentou redesenhar a Europa no seu próprio interesse. É por isso que temos uma Alemanha quase-hegemónica, o que é muito destrutivo”.

e legrain defende para portugal: “uma reestruturação dos bancos, um perdão de dívida tanto pública como privada, é preciso investimento do Banco Europeu de Investimentos (BEI), dos fundos estruturais da UE e através dos ganhos de um perdão de dívida que reduza os pagamentos dos juros”.

e, mais opina philippe legrain: “não é verdade que os aumentos salariais no sul da Europa foram excessivos nos anos pré-crise. Em termos de peso no PIB, os salários até caíram. Por isso não é verdade que esta foi a causa da crise, não é verdade que os salários precisavam de ser reduzidos. Só que esmagar salários provoca o colapso do consumo, agrava a recessão e agrava o peso da dívida, porque se os salários baixam, é mais difícil pagá-la. Tudo isto é baseado no erro de conceção alemão de que os custos salariais são uma coisa má e têm de ser reduzidos, quando, de facto, deveriam ser tão altos quanto possível, desde que justificados pela produtividade”.