onde está a coluna vertebral desta europa?

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as estátuas com nudez explicita, como as de vénus da época romana, expostas no percurso feito pelo presidente do Irão, Hassan Rohani, foram cobertas. tapumes brancos cobriam vergonhosamente obras de arte nos museus…

no jornal “Il Messaggero”, podia ler-se que a delegação iraniana pedira que as Vénus desnudas e outras estátuas fossem cobertas. também pedira uma mudança na estrutura da sala dos museus capitolinos, onde Rohani e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, terão estado reunidos.

mais… para a comitiva iraniana seria incómodo que aparecesse a escultura equestre de Marco Aurélio (?).

tal decisão – ocultar obras de arte – foi criticada por alguns políticos ao qualificar de “loucura” encobrir a história de arte italiana.

respeitar outras culturas não pode e não deve representar a negação da nossa“, declarou o deputado Luca Squeri.

e, destaquemos, não foi servido vinho durante o jantar oferecido à delegação iraniana.

INDECOROSO – texto de Adriano Moreira

tomamos a liberdade de divulgar este texto de Adriano Moreira publicado em “o ouriçoadrano-m

Especialmente dedicada aos “ministros” Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas “brilhantes” declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas… 


VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.
VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%…
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural).
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito.
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses.
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.
Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO.
ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM.
” Não fazemos agravo a “ninguém, salvo o escândalo de termos princípios, e História, e coragem, e razão.” 

Adriano Moreira

(Fundador do CDS-PP)

presidenciais e… chouriço às rodelas

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ontem ficámos a saber (pelos noticiários) que o senhor doutor professor candidato marcelo, está muito descontente com o vazio ideológico desta campanha presidencial.

daí que, o  senhor doutor professor candidato marcelo, tenha aproveitado a oportunidade (dada por um canal televisivo) para afirmar que é da esquerda da direita.

de onde se infere que é da direita da esquerda…

ou seja, usando uma linguagem futebolística, é uma espécie de benfiquista que transporta no coração um enorme sportinguismo e torce, inúmeras vezes, pelo futebol clube do porto – mais precisamente; domingo sim, domingo não.

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fomos também informados, pelo ilustre candidato, de que o portas e o coelho não iriam estar presentes na sua campanha…

e não iriam porque a presença nestes actos, por parte de coelhos e portas, não faz parte da tradição do partido de um e, tão pouco, do partido do outro. ainda que os dois partidos o apoiem. ainda que um dos dois partidos que o apoiam, seja o seu próprio partido.

todavia quando o jornalista questionou sua excelência sobre o senhor doutor “coiso”, aquele que esteve com o cavaco quando das outras eleições (as que o candidato de turno se sagrou campeão), apressou-se a afirmar (enquanto dava uma dentada em mais uma rodela de chouriço) que o senhor doutor  “coiso” se limitou a cumprimentar o presidente do poço de boliqueime pela sua vitória. e claro que, sem sombra de dúvida, a presença do senhor doutor “coiso” se justificava ainda que a tradição tenha sido quebrada nesse momento pelo senhor doutor “coiso”

é que o senhor doutor “coiso” estava, na altura, imensamente orgulhoso pela vitória do seu amigo cavaco. o qual, diga-se em abono da verdade, veio a ser o presidente de 25% dos portugueses – se considerarmos os cerca de 60% que se estiveram nas tintas para caminhar até às urnas – precisamente. e tal proeza é, com efeito, digna das grandes festividades que se prolongaram até aos nossos dias. daí o orgulho por parte do tal “coiso”.

quem era o senhor doutor “coiso”?

não se percebeu bem, o senhor doutor professor candidato estava a mastigar a rodela de chouriço.

__________

mas

o circo eleiçoeiro

marcelo joga elogios, à sorte, sobre os seus opositores – talvez para que as águas se não tornem agitadas e possa navegar calmamente nesta medíocre campanha.
com nóvoa isso não aconteceu. antónio nóvoa confrontou-o.

debate

há muito que desisti das “políticas” – não da política.
não acredito, de facto, nestes “circos eleiçoeiros” – como diria eduardo galeano: “se o voto mudasse alguma coisa, seria proibido”. 
todavia entrei na tenda do circo nas últimas legislativas…
e entrei, tão só, pelo facto de que o governo que recentemente caiu (felizmente) me causava alergia. muita.
é bem possível que embarque na “coisa”, também e agora, nas presidenciais.
ainda não sei.
logo se verá.

tenho, no entanto, acompanhado esta campanha miserabilista onde alguns dos muitos candidatos têm exposto (com pompa) o vazio das ideias que transportam consigo. esta campanha tem sido, nas tv’s, pautada pela ausência de ideias (opinião minha, claro).
vai para 48 horas ouvi um cavalheiro a intitular-se general e a apelidar o outro de soldado raso… a dizer que faz uma campanha com orçamento mínimo e os outros esbanjam dinheiro – é evidente(?).
pois… mas não. na realidade a sua (a dele) campanha dura uma vida à custa de uma comunicação social que o tem transportado ao colo, que não se cansa de o elogiar e afirmar (ao povinho) que é o melhor e mais capaz de todos.

de entre o muito ruído que se lê ou ouve elogiando o “professor” fui confrontado com um texto, com o qual estou de acordo, publicado no “ionline” e que abria assim: “Estalou o verniz. Mesmo na reta final dos debates, o tom subiu e muito entre Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa. Marcelo perdeu a pose de quem elogia e concorda com o adversário e Nóvoa foi bem preparado para o debate, com citações do antigo comentador que o fizeram cair por várias vezes em contradição.”

este sim, foi (+ ou -) o debate que vi. não vi, em nenhum momento, o debate que alguns “opinautas” de serviço viram ou pretenderam (talvez a pedido) que víssemos…
o debate que vi na SIC foi um debate onde o candidato de direita conseguiu ser mui pouco educado e portador de uma cultura democrática algo duvidosa quando em confronto com o seu opositor.
não. não vi, repito, o que alguns disseram nos chamados media…
facto é que o tal marcelo (professor) não tem ideias. limita-se, isso sim, a concordar com todos, a gesticular e a balançar a cabeça para um e outro lado.
marcelo joga elogios, à sorte, sobre os seus opositores – talvez para que as águas se não tornem agitadas e possa navegar calmamente nesta medíocre campanha.
com nóvoa isso não aconteceu. antónio nóvoa confrontou-o.
então… o afilhado da ditadura deu a face. e, foi forçado a mostrar como navega (à vontade e como poucos) nos mares da contradição.
é.
foi, como sói dizer-se, às “cordas”.
sim. várias vezes.
e fugiu – muito e em muitas ocasiões – ao fundamental…
isso. jogou com respostas evasivas e com pouco nível.
precisamente.
a enguia, desta vez, não se conseguiu escapar. então…
optou pelo golpe baixo.

MAS