exposição de paulo serra no aeroporto de faro

 O pintor Paulo Serra inaugura a sua exposição no Aeroporto de Faro

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O Aeroporto de Faro inaugura nova área dedicada à pintura, com mostra de Pintor Algarvio

No âmbito do projeto “Criamos atmosfera, aproximamos mundos”, centrado no reforço da comunicação e na oferta de experiências ao passageiro no terminal do Aeroporto de Faro, foram criadas nesta infraestrutura, duas novas  áreas expositivas dedicadas à fotografia e à pintura.

A primeira mostra de pintura a apresentar já neste novo espaço, inaugurado a 25 de Outubro,é fruto de iuma parceria com a Direção Regional de Cultura do Algarve e com o Teatro das Figuras, tornando, desta forma,  itinerante a exposição “Luxo” do pintor algarvio Paulo Serra.

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Mandrágora – um aniversário a cumprir

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mandrágora – um projecto nascido em Cascais no ano de 1979 tem desenvolvido acções nos campos do espectáculo, da performance e das artes plásticas para além de planos concretos na área da edição.

Mandrágora completa amanhã (20 de Novembro) 34 anos de vida cultural activa…

rita penim numa cena de "a mandrágora" - espectáculo de mandrágora a partir do original de nicolau maquiavel

rita penim numa cena de “a mandrágora” – espectáculo de mandrágora a partir do original de nicolau maquiavel

“Mais do que um projecto estético, trata-se de um colectivo informal que jamais teve como proposta a produção de eventos dramáticos ou plásticos de carácter comercial. Trata-se, mais concretamente, de um espaço de experimentação/acção em processo e progresso permanentes…”

 a revista "bicicleta" tem sido um dos projectos de mandrágora com impacto dentro e fora da fronteira - nela têm colaborado artistas nacionais e estrangeiros


a revista “bicicleta” tem sido um dos projectos de mandrágora com impacto dentro e fora da fronteira – nela têm colaborado artistas nacionais e estrangeiros

“O objecto foi sempre o resultado de uma experiência, de experiências do colectivo, da sua criatividade… Muitas vezes limitamo-nos a saltar de e no vazio… Como dizia, num poema, o Cesariny – “acamaradamos” e, num estalar de dedos vem uma ideia – se viável é, prosseguimos…”

 

João César Monteiro – uma carta aberta

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tomamos a liberdade de divulgar o texto que se segue – publicado em “l’obéissance est morte

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Carta aberta foi capaz de cancelar o disparate de ter um asno como Poiares Maduro a homenagear um génio como João César Monteiro

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Ao abrigo de uma festividade festivaleira que escorre entre as bandas do Casino Estoril e a capital, e sob a batuta do incansável empreendedor Paulo Branco, aliaram-se as aspas do “cinema” às aspas da “literatura” e outros demais resíduos das “animações culturais” e vá de promover uma ” leitura de poemas” do João César Monteiro (sem água-vai ao filho do mesmo que é quem detém os direitos autorais do poeta-cineasta).

O esbulho, à sorrelfa, até terá tido sua razão de ser: a haver pedido de autorização para aquele ” momento de arte”, a resposta consistiria apenas numa palavra: Não. E assim é, ou foi, que a desfaçatez ganhou direito sobre a decência e o direito.

Mas o pior está para vir. É que no rol dos “eventos” que complementam o barulho das  luzes “cinematográficas”‘, insiste-se no ítem João César Monteiro – à laia de “homenagem” pelos 10 anos decorridos sobre o seu falecimento – agora com um ministro, rodeado por numeroso séquito hemicílico, a ler uma carta do César a um organismo estatal e sabe-se lá mais o quê de igual jaez e esperta solicitude. Que “eles” comem tudo, está na canção e na sabedoria popular, por (forçada) experiência própria. Mas “que não deixam nada”, já é de contestar. Porque deixam: deixam um rasto repulsivo, que soma ao abuso puro e duro o intuito subjacente de branquear, neutralizar, festivalar o furor interventivo, manifestamente Anti-Sistema, do cineasta, assim posto à mercê de tais canibais homenageantes.

A tempo, seria caso de apelo à vergonha-na-cara dos responsáveis pela coisa, levando-os a cancelar o vilipêndio e ficarem muito quietinhos a ver fitas.

Mas não há que esperançar. Com o concurso de um ministro-e-tudo, o evento lá se levará a termo, sem que o vento o leve.

Que fique no entanto expresso, por este meio, a par da elementar indignação, o nosso mais vincado repúdio face a uma operação “política” a todos os títulos repugnante.

Manoel de Oliveira, Herberto Helder, Manuel Gusmão, Pedro Tamen, Maria Velho da Costa, Armando Silva Carvalho, Manuela de Freitas, José Mário Branco, Alberto Seixas Santos, Pedro Costa, João Queiroz, Rui Chafes, João Fernandes, Vitor Silva Tavares, Margarida Gil, João Pedro Monteiro Gil

num só voo

uma vontade enorme
a de voar

vergado sob a carga da vontade
mas já sem vontade nenhuma
ergue-se com um só pé
e
canta áreas de opera ao ritmo dos martelos
que pairam nos seus degradantes pensamentos

o abismo era pedra
e
o soalho aproximava-se
mais
mais
mais
e
mais

com um segredo no olhar
esfregou as pontas dos dedos na face enrugada
sorriu frouxamente
e
contornou os ossos

as formigas devoravam-lhe o estômago

degrau por degrau
desce a escadaria

em frente
deixa entreaberta a porta da revolta

que há para além da imagem?
perguntava-se envolto por sonos profundos.

o mundo foi revisitado por muitos olhos
e
pelos pensamentos que navegavam os lençóis

tudo converge directamente para o exterior

porque a vontade é enorme
a de voar

salto

em queda livre

mas

a revolução – a todo o vapor

Um governo revolucionário é um governo revolucionário e está tudo dito.

Um governo verdadeiramente revolucionário sorteia carros a quem peça facturas das suas compras…

Neste mundo de sorteios (o senhor Salazar também incentivou o totobola) o Zé povinho está sempre a ganhar e é invencível!…

Então é assim: A partir de janeiro, todas as semanas, serão sorteados automóveis para incentivar os consumidores a pedirem faturas.

E a governaça fará concorrência à santa casa das lotarias com a nova  ‘lotaria das facturas’. A qual vai dar bué de automóveis.

E ao que consta, também e em breve, a lotaria do neo-liberalismo sorteará carrinhas-bar (para venda ambulante) e respectiva licença de vendas, a quem denunciar as empresas que não passem facturação ou, quiçá, quem não as peça.

O paraíso neo-liberal é um espanto. É espantoso e é, enfim, um encanto. E tão encantador o é, que ex-revolucionários (que outrora defendiam os ensinamentos do livro vermelho ou o grande educador da classe operária – o senhor Hever Hoxa, o tal da não menos paradisíaca Albânia) estão a engrossar as fileiras neo-liberais. Uns para revolucionar a Europa, outros para incentivar o ensino privado com dinheiros públicos.

Resta-nos saudar os velhos camaradas mao tsé tung e hever hoxa e a classe operária das republicas populares da China e Albânia que, à falta de automóveis na época, sortearam imensas viagens para campos ditos de trabalho.

é. “o povo é invencível”!…

J.A.

Foto a circular nas redes sociais

Foto a circular nas redes sociais

miroslav tichy – a fotografia à margem tem um nome de homem

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Miroslav Tichý é um ilustre fotógrafo – desconhecido. e ao ser descoberto – por acaso – torna-se num mito da arte e da fotografia. Miroslav Tichý é tão só um velho andrajoso e “marginal”, por opção. Vítima; primeiro da guerra, depois do regime totalitário da ex-Checoslováquia.

Mas Tichý foi sempre um resistente e jamais colaborou com o “sistema”. A fotografia foi, de certa forma, a sua “arma”.

Depois de ter sido preso por motivos políticos, dedica-se à fotografia (a partir dos anos 60) e assume a sua opção marginal. E a actividade – fotográfica – é, também ela, marginal… dispõe de um equipamento rudimentar, construído à base de cartão e outros materiais recuperados em lixeiras.

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“E o que fotografava ele? Mulheres. Perseguiu-as obsessivamente. Fez centenas de registos – chegou a impor a si próprio uma norma: 100 fotografias por dia. As modelos involuntárias do seu universo feminino eram mulheres apanhadas a passear na rua ou a tomar banhos de sol. Por vezes não se apercebiam disso; de outras vezes protestavam e zangavam-se; outras, deixavam-se fotografar com complacência. Rostos, bustos e pernas dominam os enquadramentos crus e espontâneos, revelando um erotismo sofisticado e surpreendente.

Dos numerosos negativos que fazia apenas revelava alguns – uma única cópia – e colava-os em cartões onde desenhava molduras e efeitos decorativos com lápis. Nódoas diversas, propositadas ou não, acrescentavam-lhe patine e um aspecto estranhamente melancólico. Todo este conjunto de fotografias acaba por expressar qualidades poéticas extraordinárias, facto a que não é estranha a formação artística de Tichý na Academia de Artes de Praga e a sua adesão ao Expressionismo, durante a sua juventude. E o que é ainda mais extraordinário é que as fez para si, para seu desfruto pessoal, como excluído e independente que sempre foi”.

in: http://obviousmag.org/archives/2008/05/miroslav_tichy.html

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mais —> aqui

 

neoliberalismo – ou lá o que é essa coisa

O neoliberalismo é uma expressão usado em duas épocas diferentes com dois significados semelhantes, porém distintos:

* na primeira metade do século XX, significou a doutrina proposta por economistas franceses, alemães e norte-americanos voltada para a adaptação dos princípios do liberalismo clássico às exigências de um Estado regulador e assistencialista;

* a partir da década de 1960, passou a significar a doutrina económica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em sectores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo (minarquia). É nesse segundo sentido que o termo é mais usado actualmente. No entanto, autores da filosofia económica e comentaristas de economia que se alinham com as postulações liberais rejeitam a alcunha “neoliberal”, preferindo adotar o termo liberal.

ou seja:…

isto...

isto…

mais isto. e...

mais isto. e…

muito disto

muito disto

e… tomamos a liberdade de transcrever o que se segue (publicado em aventar)

A data de 11 de Setembro de 1973 está para o neoliberalismo como a de 7 de Novembro de 1917 para o leninismo. Curiosamente os leninistas (seja lá o que isso for) comemoram a sua, mas a maioria dos neoliberais é discreta, entretendo-se neste dia com um crime bem menor.

O assalto ao poder democrático chileno perpetuado perpetrado por Pinochet/Kissinger seria mais um golpe de estado no quintal norte-americano não tivesse o general optado por um novo modelo económico, o dos discípulos de Milton Friedman. O Chile seria o laboratório para as experiências de capitalismo em estado de pura selvajaria, o tubo de ensaio de Thatcher e Reagan, hoje em estado de avançada aplicação em Portugal.

O mesmo Chile que via ali terminada a experiência de um primeiro grande governo de unidade popular, uma coligação de todas as esquerdas que, pesem os erros e hesitações, demonstrava já os seus frutos, naturalmente boicotados pela CIA e pelos privilegiados chilenos em estado de aflição.

Quarenta anos depois, e se Allende está longe, Mujica e o governo do Uruguai estão bem próximos. Para derrotar os herdeiros ideológicos de Pinochet (se dúvidas tiverem vejam como o guru Alberto Gonçalves nem sequer disfarça muito) não conheço outro caminho.

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OS 9 CAPÍTULOS DA MINHA TESE DE DOUTORAMENTO

tracei, com passos alados, estas trilhas desprovidas de princípios sobre a plataforma. é meu desejo, de forma consciente, criar o caminho. aquele que nunca foi antes criado. e voar. voar e sonhar o não sonhado. o que me interessa é o sentido. o da vida. a vida onde os deuses artesãos talham universos inconsistentes e inconscientes. o meu desejo, enfim, é a elaboração de um belo rascunho que rume ao seu destino. um destino onde abundam terraços paralelepipédicos e fantásticos. no céu.

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I

uma regra. da vida. uma regra de vida dominante. uma. a do império que se desmorona. uma regra que se conta entre fontes. as fontes principais da sociedade. uma regra que, em si, conta com um atractivo. enorme. que nos leva a reflectir obsessivamente dentro. no interior. no nosso íntimo. falamos de regra. de uma. e essa regra respeita (talvez) a intimidade. o direito à intimidade. portanto uma regra cosmopolita, acética,  e, quiçá, desenraizada de todas as demais regras.

II

um paradoxo. há que ter em conta e, em atenção, a permanência. a presença das tradições em jogo. o jogo. é no jogo, precisamente, que encontramos uma boa parte de referências que abarcam o sistema. e daí se infere que o paradoxo não é mais paradoxo. tão pouco paradoxal. em boa medida o vocábulo original é, digamos, um equivoco. um lapso que provoca em nós, mortais, o desejo de lançar um foco luminoso sobre os aspectos mais obscuros que sustentam a regra.

III

a perplexidade das coisas. as coisas. as coisas ditas já foram parcialmente ditas. as ditosas coisas ditas. digamos, anotações pessoais ainda que melancólicas. por vezes vivemos um drama. o de sermos homens condicionados na nossa dupla condição. a de mortal e a de deuses terrenos. as meditações são, efectivamente, compêndios onde o saber ocupa o seu lugar. e o lugar é isso mesmo. o lugar. um lugar alicerçado no tempo. então o lugar é, objectivamente, perplexo. podendo, por vezes, ser complexo.

IV

a semiologia é, todavia, isenta de qualquer perplexidade ou regra. ainda que a regra seja fundamental. melhor; defende fronteiras. as fronteiras do império são, aqui e neste contexto, defendidas de quaisquer ameaças. ameaças vindas daqui ou dali. recorrendo do significante, concluímos (sem sombra de dúvida) que a tese aqui apresentada é válida. a tese, dizíamos, é assombrosa. e é pela sua refinada e (repetimos) acética observação da coisa. aliás, como tem vindo a ser analisada pelos mais ilustres doutores do hoje. ou de hoje. é que a alma busca a harmonia. ou seja, estamos perante um verdadeiro desafio em processo onde poderemos, sempre, contemplar as forças em disputa. neste caso, o drama pessoal e a disciplina moral imposta pelo investimento. ou seja; o actor não entra em cena mas irá gerar e gerir reflexões.

V

há, todavia, quem entenda que as meditações não passam de exercícios espirituais. aqui e, tal como o actor, a individualidade não entra em cena. nunca. logo a liberdade não é, neste caso, possível ou mesmo passível de o ser. de ser liberdade. e não o é por, tão só, não o ser. uma vez que a liberdade só o é, se o for. num todo. toda. toda a liberdade.

VI

objectividade e subjectividade talhadas. previamente. e em linha recta. nos rostos. e em linhas rectas. duas e em si mesmas. paralelas e erguidas na ponta dos pés sobem e descem escadas. o mundo é teu e nele poderás coser o teu futuro com triciclos lilases. nele poderás projectar ideias e alguns sonhos disformes. disformes mas reais. e os deuses objectivamente não passam de uma enorme subjectividade e, por vezes, devoram corações. antes porém, soltam gritos surdos que parecem nascer por debaixo da pele como navalhas. certo.

VII

pois…

 VIII

o infinito leva-nos ao encontro do nada. e se possuirmos uma razoável parcela de luz, ainda que não seja suficiente para descobrir objectos e espanta-pássaros, seremos capazes de imprimir-lhe aquela doce sensação de estarmos vivos. instintivamente. instintivamente e até à morosidade dos caracóis. a velocidade porém, é outra coisa. uma coisa que no infinito se deita preguiçosamente todas as noites. na velocidade todos os teus movimentos, sem excepção e em geral, levam meia hora a serem concluídos.

IX

todavia o itinerário é sempre de rota fixa. se resolvesses comprovar tudo. tudo o que foi dito nestes nove itens. se a tua paciência de lagosta estivesse frente à minha porta presenciarias os últimos gestos de um suspiro apoiados no dia do teu fim. e fim. e é o fim.