um livro sobre sexo apresentado pelo “líder” da oposição

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perder a noção do ridículo é perder o respeito por si próprio. passos coelho já perdeu, como político (caído de pára-quedas na cena nacional), as duas coisas, para além do respeito da maioria dos cidadãos do país.

desconhecemos, ainda, o conteúdo de um livro anunciado com pompa e alguma circunstância. um livro escrito por um arquitecto que chegou a director de jornais e que pretende, agora, lançar-se no campo do mexerico sexual nesse terreno pantanoso que é a política.

a “obra literária” anunciada será apresentada por passos coelho…(!?)

daí se infere que o apresentador está acima de qualquer mexerico sexual (estará?).

daí se infere, também, que o ex-governante não tem qualquer pecadilho ou é imune a qualquer “distúrbio sexual” apontado pelo “grande investigador e denunciante dos pecados mundanos” – e por arrastamento, todos os políticos do anterior governo devem estar imunes a qualquer prática imoral. uma vez que todos eles são tementes a deus (mesmo os mais suspeitos).

e, não será de excluir que o livro tenha sido encomendado. que o livro seja ou venha a ser arma de arremesso à actual oposição (um golpe baixo) para quem não conseguiu, no campo do debate dito democrático, levar as suas argumentações avante.

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claro que os advogados deste país estão já disponíveis para servir os prevaricadores (imorais) denunciados pelo arquitecto escriba. e a igreja católica irá ampliar os espaços de confissão em todas as capelas e catedrais.

é obvio que não sabemos do conteúdo e tão pouco viremos a saber, uma vez que há coisas mais importantes para fazer e ler.

coerência política, sempre!

coerência política, sempre!

p-passos

e ele, enquanto líder do partido que é dele, não pôde deixar de sublinhar o grande empenho (dele e de sua ex-ministra das finanças) na luta pela libertação da pátria das influências nefastas dos comunistas, socialistas, bloquistas e outros “istas” – os quais, note-se, têm trilhado um caminho comum, um continuado diálogo político e uma colaboração concreta em áreas estratégicas que mais tarde ou mais cedo destruirão as bandeirinhas que orgulhosamente, ele e seus companheiros de luta, exibem nas golas dos seus casacos de linha italiana.

p-pcoelho

– “ele é um liberal. ele vai por isto na ordem. ele escolheu para a educação um crítico, um homem competentísimo! quê?… neo-liberal? isso não existe nem nunca existiu. eu vou apoiá-lo. seguramente!”

disse-nos um ex-comunista e ex-socialista hoje um incondicional coelhista.

pombo

– “quero reafirmar aquilo que venho dizendo há muitos anos. temos de aprender a cagar em cima das pessoas certas!”

disse-nos um pombo lisboeta.

señor… barroso

barroso

JUNTO a la isla cercada
(casi) siempre sopla un mata-vacas que enloquece.
El anfitrión dos Açores ofrece argumentos bélicos a aquellos que no sienten más aprecio/dolor que el petróleo abundante o escaso. Ahora es un animal resbaladizo (enguia) al asalto de instantes de oro amarillo y negro. Un animal de sombra que en los muros se espesa como un antiguo/nuevo delito. No dejemos que prosiga su quehacer el animal silente que a ciegas nos conduce hacia el abismo.

16-3-2013
08-7-2016
Santiago Aguaded Landero

dia mundial do teatro

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2016

27 de março 2016.
Mensagem de Anatoli Vassiliev.

Será que precisamos de teatro?

Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.

Para que precisamos dele?

Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.

O que é isso para nós?

Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.

O que é que isto nos é capaz de dizer?

Tudo!

O teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.

O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.

E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.

Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.

Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.

Precisamos de todo e cada tipo de teatro.

Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.

Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…

Tradução a partir do inglês: Margarida Saraiva | Revisão: Armando Nascimento Rosa

os conselhos de um ex-ministro cuja competência… que é competência?

para quem tem memória curta, aí vão muitos dos conselhos que um tal coelho nos deu ao longo de 4 anos…

para não esquecer. nunca!

nota: as obras expostas não são da nossa lavra – recolha numa página do facebook “uma página numa rede social”

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