um livro sobre sexo apresentado pelo “líder” da oposição

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perder a noção do ridículo é perder o respeito por si próprio. passos coelho já perdeu, como político (caído de pára-quedas na cena nacional), as duas coisas, para além do respeito da maioria dos cidadãos do país.

desconhecemos, ainda, o conteúdo de um livro anunciado com pompa e alguma circunstância. um livro escrito por um arquitecto que chegou a director de jornais e que pretende, agora, lançar-se no campo do mexerico sexual nesse terreno pantanoso que é a política.

a “obra literária” anunciada será apresentada por passos coelho…(!?)

daí se infere que o apresentador está acima de qualquer mexerico sexual (estará?).

daí se infere, também, que o ex-governante não tem qualquer pecadilho ou é imune a qualquer “distúrbio sexual” apontado pelo “grande investigador e denunciante dos pecados mundanos” – e por arrastamento, todos os políticos do anterior governo devem estar imunes a qualquer prática imoral. uma vez que todos eles são tementes a deus (mesmo os mais suspeitos).

e, não será de excluir que o livro tenha sido encomendado. que o livro seja ou venha a ser arma de arremesso à actual oposição (um golpe baixo) para quem não conseguiu, no campo do debate dito democrático, levar as suas argumentações avante.

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claro que os advogados deste país estão já disponíveis para servir os prevaricadores (imorais) denunciados pelo arquitecto escriba. e a igreja católica irá ampliar os espaços de confissão em todas as capelas e catedrais.

é obvio que não sabemos do conteúdo e tão pouco viremos a saber, uma vez que há coisas mais importantes para fazer e ler.

última hora: este ano no dia de camões…

é nosso dever informar – com verdade – os nossos concidadãos. em vésperas de mais um dez de junho, confirmámos e podemos adiantar:…

última hora

finalmente a pátria de camões irá condecorar os seu heróis. 

o povo exige e o que o povo exige, será cumprido.

assim será. e sua excelência o presidente de todos nós, votantes, cumprirá (como é seu dever) a vontade popular.

1º um colar de ouro da ordem de cavalaria “bravos e destemidos lusitanos” e o titulo republicano de comendador para o nosso herói nacional

o qual cometeu este feito exemplar:

“Membro da troika roubado no elétrico 28

Ladrão escapou sem que o economista Albert Jaeger tenha percebido”

 

“Carteirista assalta economista da troika

Q-Vitima 1

a dita “vítima”

Albert Jaeger, economista austríaco do Fundo Monetário Internacional (FMI) residente em Lisboa, foi assaltado por um carteirista quando passeava de eléctrico.”

 

Carteirista português vai ao bolso da troika

Q-argumento

O austríaco Albert Jaeger, representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) a viver em Lisboa desde Outubro, ficou sem a carteira no eléctrico 28, enquando viajava com vários turistas até ao Castelo de São Jorge.

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2º colar da ordem dos grandes piratas “d’aquém e d’além mar” para a Senhora D. Quina com direito a aposentação equivalente ao cargo de presidente da república

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D. Quina – “um exemplo maior…”

pela sua larga experiência e exemplo (pedagógico) para os mais novos

 

“Quina”, a mais velha carteirista do país, voltou a ser apanhada

Desta vez em Amarante, nas festas de junho. A vítima queixou-se à GNR e, depois de uma perseguição por entre a multidão, os militares encontraram a mulher que acabou, mais uma vez na esquadra. No mês passado, tinha sido condenada a pena suspensa naquela que a juíza disse ser “a última oportunidade”

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“Mulher de 85 anos apanhada a roubar… outra vez. Quina tem um longo currículo. Uma mulher de 85 anos foi apanhada a roubar pela polícia. Tudo ocorreu terça-feira, durante o cortejo da Queima das Fitas, no centro da cidade do Porto.”

 

“Joaquina Gonçalves, apanhada em flagrante a roubar uma carteira na Queima das Fitas do Porto, foi esta manhã condenada a cinco meses de prisão, com pena suspensa por um ano. Juíza avisou a mais velha carteirista do país no ativo que para a próxima fica mesmo detida”

 

“A juíza do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto alertou Quina, de 85 anos, que ou se emenda ou para a próxima vez que for apanhada a furtar carteiras não haverá contemplações. “Vai-lhe ser dada uma última oportunidade. Por isso, se voltar a praticar crimes, vai mesmo presa”, afirmou a magistrada no decurso da sentença proferida esta manhã”

 

poemas de Sebastião Alba

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SEBASTIÃO ALBA (1940-2000)

Sebastião Alba, pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves, nasceu em Braga, 11 de Março de 1940 e Faleceu com 60 anos, atropelado numa rodovia em 14 de Outubro de 2000 (deixa um bilhete dirigido ao irmão: «Se um dia encontrarem o teu irmão Dinis, o espólio será fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá»).

Sebastião Alba, nacionalizado moçambicano, pertence à jovem vaga de autores moçambicanos que vingaram na literatura lusófona.

Radicou-se, juntamente com a família, em 1950, em terras moçambicanas e só voltou a Portugal em 1984. Foi em Moçambique que se formou em jornalismo, e leccionou em várias escolas.

Publicou, em 1965, Poesias, inspirado na sua própria biografia.

Poesias, Quelimane, Edição do Autor, 1965; O Ritmo do Presságio, Maputo, Livraria Académica, 1974; O Ritmo do Presságio, Lisboa, Edições 70, 1981; A Noite Dividida, Lisboa, Edições 70, 1982; A Noite Dividida,(O Ritmo do Presságio / A Noite Dividida / O Limite Diáfano), Lisboa, Assírio e Alvim, 1996; Uma Pedra Ao Lado Da Evidência, (Antologia: O Ritmo do Presságio / A Noite Dividida / O Limite Diáfano + inédito), Porto, Campo das Letras, 2000; Albas, Quasi Edições, 2003

 

NÃO SEI QUE LUZES

Não sei que luzes a bordo
escurecem de sentido a noite larga
e em mim perfilam solenes
as sensações na sombra

flébeis costas
devolvem o mar disperso
e nos flancos do casco
um monótono som singra

só minhas ânsias embaladas
fremem
a cada indefinido promontório
se resignam hirtas
na amurada
ou, se volve um farol,
são nucleares e brancas

mas amanhece
vagam flocos de círios
um sol de adolescência e de novela
descobre a amante insulada

e um sino toca para o pequeno almoço.

 

NINGUÉM MEU AMOR

Ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Podem utilizá-lo nos espelhos
apagar com ele
os barcos de papel dos nossos lagos
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado
Mas ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos

 

O RITMO DO PRESSÁGIO

A tinta das canetas
reflui de antipatia
e impregnadas, assíduas
cambam as borrachas
Não há fita de máquina
que o uso não esmague
o vaivém não ameace
de dssorar os textos
Mas a grafia nada diz
de pausas na cabeça
Vozes inarticuladas
adensam, durante elas
uma tempestade recôndita
E nubladas carregam-se
as suspensões
encadeando em nós
o ritmo do presságio.

 

A UM FILHO MORTO

Ontem a comoção foi da espessura dum susto
duma árvore correndo
vertiginosamente para dentro do desastre

E já não choramos. Passamos
sem que o mais acurado apelo
nos decida

Nas camisas
teu monograma desanlaça-se.
Tua mão vê-o nos céus nocturnos
sabe que há uma ígnea
chave algures

Minha tristeza não tem expressão visível
como quando a chuva cessa
sobre a dádiva fugaz do nosso sangue
que hoje embebe a terra

É tal a ordem em nós
que um odor a bafio sai de nossas bocas
e uma teia de aranha interrompe o olhar
que te envolveu em vão.

 

CERTO DE QUE VOLTAS, canção (o amor confuso)

Certo de que voltas, canção,
a incerta hora,
espero como quem mora
só, a visitação.

Sei, por sinais e anjos e desviados,
que rebentas dos sonhos desolados
em flores no chão.

Apenas flores, nem nimbos na lapela.
Flores para a mesa,
com o odor da certeza
de água, vinho e pão.

Apenas flores e tu,
ó meu amor sem nome,
e a nossa dupla fome
dum menino nu.

alba

CÂNTICO VERMELHO

Amo-te Felisbela
Com a voz silenciada do meu sangue irmão
Da mais funda gruta de África
Nosso hino rebenta florindo
Os velhos jacarandás do teu país
Ordeiro, calo-me
Mas é nos teus olhos que enraízo
Os meus versos salgados
Neles afogo para sempre!
O orgulho que se ensinam
E de que só me defende
Tua ingénua mão espancada de séculos
Amo-te Felis
Com o ímpeto desses rios
Que meus avós sujaram
Amo-te Felis
Na cândida melodia
Das marimbas do teu povo
Amo-te Felis
No ritmo de mensagem cega, pura
Das canções de tuas avós violadas
Amo-te Felis
Com um amor marejado de lágrimas
As mesmas, querida,
Que humedeciam nos mares antigos
O brumoso convés dos seus barcos negreiros
Mas só to direi simplesmente
Quando à quieta luz dos dias que hão-de vir
O meu grito de guerra e de poeta
Se quebrar em tua boca enfim livre
Nos beijos despidos
Da vergonha que me cobre.

In “Albas”

os conselhos de um ex-ministro cuja competência… que é competência?

para quem tem memória curta, aí vão muitos dos conselhos que um tal coelho nos deu ao longo de 4 anos…

para não esquecer. nunca!

nota: as obras expostas não são da nossa lavra – recolha numa página do facebook “uma página numa rede social”

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presidenciais e… chouriço às rodelas

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ontem ficámos a saber (pelos noticiários) que o senhor doutor professor candidato marcelo, está muito descontente com o vazio ideológico desta campanha presidencial.

daí que, o  senhor doutor professor candidato marcelo, tenha aproveitado a oportunidade (dada por um canal televisivo) para afirmar que é da esquerda da direita.

de onde se infere que é da direita da esquerda…

ou seja, usando uma linguagem futebolística, é uma espécie de benfiquista que transporta no coração um enorme sportinguismo e torce, inúmeras vezes, pelo futebol clube do porto – mais precisamente; domingo sim, domingo não.

chouriço

fomos também informados, pelo ilustre candidato, de que o portas e o coelho não iriam estar presentes na sua campanha…

e não iriam porque a presença nestes actos, por parte de coelhos e portas, não faz parte da tradição do partido de um e, tão pouco, do partido do outro. ainda que os dois partidos o apoiem. ainda que um dos dois partidos que o apoiam, seja o seu próprio partido.

todavia quando o jornalista questionou sua excelência sobre o senhor doutor “coiso”, aquele que esteve com o cavaco quando das outras eleições (as que o candidato de turno se sagrou campeão), apressou-se a afirmar (enquanto dava uma dentada em mais uma rodela de chouriço) que o senhor doutor  “coiso” se limitou a cumprimentar o presidente do poço de boliqueime pela sua vitória. e claro que, sem sombra de dúvida, a presença do senhor doutor “coiso” se justificava ainda que a tradição tenha sido quebrada nesse momento pelo senhor doutor “coiso”

é que o senhor doutor “coiso” estava, na altura, imensamente orgulhoso pela vitória do seu amigo cavaco. o qual, diga-se em abono da verdade, veio a ser o presidente de 25% dos portugueses – se considerarmos os cerca de 60% que se estiveram nas tintas para caminhar até às urnas – precisamente. e tal proeza é, com efeito, digna das grandes festividades que se prolongaram até aos nossos dias. daí o orgulho por parte do tal “coiso”.

quem era o senhor doutor “coiso”?

não se percebeu bem, o senhor doutor professor candidato estava a mastigar a rodela de chouriço.

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