fogos, armas, esquerda, direita…

vai para muito tempo, escrevemos aqui sobre os “ex”. ex-fumadores, ex-esquerdistas…
– os maiores inimigos dos fumadores são, sem sombra de dúvida, os ex-fumadores.
dissemos.

e os ex-esquerdistas?…
essa gente que rompeu com o passado e, como é lógico, com as teorias e posições que outrora abraçaram para acabarem como furiosos militantes anti-esquerdas?…
muitos deles (talvez a maioria) navegaram as águas do estalinismo/maoísmo mais radical nos idos anos 60/70, outros são oriundos dos partidos comunistas tradicionais e, em menor percentagem, têm origem trotskista ou do chamado “socialismo democrático/social-democracia” (estes últimos eram aqueles que denunciavam com certa veemência o “totalitarismo estalinista”, identificando-o, muitas vezes, com o nazismo).
e claro, não foi necessário um grande passo (ou salto) para se exibirem como adeptos fervorosos do liberalismo (leia-se neo-liberalismo) e do anti-comunismo mais rançoso.
há os que foram de esquerda e, de repente, renunciam o seu passado e até seus compagnons de route. que lançaram às urtigas os seus ídolos (que defendiam cegamente), para se entregarem à direita que tanto criticavam (ou seria odiavam?).
e há os que se mantêm na esquerda, no espaço mais moderado, todavia com um tom fortemente anti-esquerda – são os que entendem não ser “democráticas” certas forças à sua esquerda. são os adeptos de alianças com o centro e até com a direita mais conservadora…
para completar o ramalhete, há ainda os escritores, os artistas e outros intelectuais decadentes (em fim de carreira) – são os que renunciaram a rebeldia – do passado – para se submeterem aos “patrões” do poder e dos meios de comunicação em troca de migalhas nada dignificantes.

portugal está infestado de exemplares que se ouvem/veem em blogues, revistas cor-de-rosa, pasquins e até televisões.
é… o que é preciso é que falem deles.

e não é que até falam?!…

Captura de ecrã 2017-07-06, às 22.22.29

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estas duas semanas têm sido um pandemónio!…

ele é fogo, ele é armas roubadas…

e, no meio disto tudo, vai-se sabendo o que se desconhecia (ou será que não queriam que soubéssemos?)

é que não há pachorra para tanta “açorda”!…
vejamos esta “colagem” informativa recolhida por aí:…

todos os fogos… (continuação)

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às armas!…

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mas… espera lá!… diz o “jornal económico” que:

“Ausência de recursos próprios” leva Forças Armadas a recorrer a empresas de segurança privadas

“Os serviços aos militares, no âmbito de um acordo entre o Estado e as firmas de vigilância, envolvem a Securitas, a Ronsegur, a Esegur, a Strong e a 2045.”

 

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e… ficamos a saber, senhor ex-primeiro ministro e senhora ex-ministra das pescas – pelo mesmo jornal – que:

“A “ausência de recursos próprios” levou a que as Forças Armadas Portuguesas recorressem à contratação de empresas de segurança privadas, noticia o Público desta quarta-feira. Por exemplo, em maio de 2013, o Estado Maior-General das Forças Armadas pagou à firma 2045 mais de 53 mil euros.”

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logo, estas coisas de segurança em instituições militares (absurdo dos absurdos) remonta aos tempos em que vexas. eram governantes – maio de 2013 sr. passos coelho e sra. cristas. maio de 2013 sr. PP do PP!…

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pois… o sr. aguiar branco não percebia, mas ao que parece o sr. portas percebe…

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claro sr. paulo portas, a segurança é extremamente importante e é por isso mesmo que o país deve ter forças armadas. para nos defender… não para serem defendidas por “coisas” privadas, ou para, conforme notícia do “correio da manhã”:…

Portas vende arma ao desbarato

“O Ministério da Defesa, então liderado por Paulo Portas, vendeu, em 2004, a três empresários norte–americanos, o projecto de produção de uma pistola–metralhadora ‘made in Portugal’, cuja concepção terá custado 15 milhões de euros, por, segundo apurou o CM, apenas 50 mil dólares (40 mil euros). A Lusa A2, como se chamava o projecto concebido e desenvolvido na antiga INDEP-Indústrias Nacionais de Defesa desde 1983, nunca foi produzida em massa em Portugal, mas hoje é um sucesso comercial nos Estados Unidos, sendo considerada uma das armas do seu tipo com a melhor relação qualidade-preço.

A compra da Lusa A2, cujo nome inicial era Lusitânia, é assumida no site da actual empresa proprietária, constituída pelos empresários que adquiriram a pistola-metralhadora portuguesa: ‘Em 2004, a INDEP vendeu tudo, máquinas, ferramentas e [licença de] direitos de produção, a um grupo de empresários da indústria de armas de fogo’. Com a aquisição da Lusa A2, Stan Andrewski, Jerry Prasser e Ralph DeMicco fundaram a Lusa USA, que desde então já desenvolveu seis modelos.

Como o preço médio destes modelos é próximo dos 900 euros, a receita obtida com a venda da Lusa A2 permite comprar apenas 44 pistolas-metralhadoras. A venda da Lusa A2 surgiu na sequência da extinção da INDEP em 2001, ainda no Governo de António Guterres. Rui Pena, então ministro da Defesa, recorda-se dessa arma: ‘Ouvi falar nessa arma e tenho ideia de que me disseram que a sua produção poderia viabilizar a INDEP, mas obrigaria a investimentos’.

O CM contactou Paulo Portas, que está de férias, e o Ministério da Defesa sobre este assunto, mas, até ao fecho desta edição, não obteve respostas.”

coisas interessantes as que se aprendem com os senhores da política – os sempre voluntariosos para bem servir o país…

 

m d’alba

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presidenciais e… chouriço às rodelas

chourico_preto

ontem ficámos a saber (pelos noticiários) que o senhor doutor professor candidato marcelo, está muito descontente com o vazio ideológico desta campanha presidencial.

daí que, o  senhor doutor professor candidato marcelo, tenha aproveitado a oportunidade (dada por um canal televisivo) para afirmar que é da esquerda da direita.

de onde se infere que é da direita da esquerda…

ou seja, usando uma linguagem futebolística, é uma espécie de benfiquista que transporta no coração um enorme sportinguismo e torce, inúmeras vezes, pelo futebol clube do porto – mais precisamente; domingo sim, domingo não.

chouriço

fomos também informados, pelo ilustre candidato, de que o portas e o coelho não iriam estar presentes na sua campanha…

e não iriam porque a presença nestes actos, por parte de coelhos e portas, não faz parte da tradição do partido de um e, tão pouco, do partido do outro. ainda que os dois partidos o apoiem. ainda que um dos dois partidos que o apoiam, seja o seu próprio partido.

todavia quando o jornalista questionou sua excelência sobre o senhor doutor “coiso”, aquele que esteve com o cavaco quando das outras eleições (as que o candidato de turno se sagrou campeão), apressou-se a afirmar (enquanto dava uma dentada em mais uma rodela de chouriço) que o senhor doutor  “coiso” se limitou a cumprimentar o presidente do poço de boliqueime pela sua vitória. e claro que, sem sombra de dúvida, a presença do senhor doutor “coiso” se justificava ainda que a tradição tenha sido quebrada nesse momento pelo senhor doutor “coiso”

é que o senhor doutor “coiso” estava, na altura, imensamente orgulhoso pela vitória do seu amigo cavaco. o qual, diga-se em abono da verdade, veio a ser o presidente de 25% dos portugueses – se considerarmos os cerca de 60% que se estiveram nas tintas para caminhar até às urnas – precisamente. e tal proeza é, com efeito, digna das grandes festividades que se prolongaram até aos nossos dias. daí o orgulho por parte do tal “coiso”.

quem era o senhor doutor “coiso”?

não se percebeu bem, o senhor doutor professor candidato estava a mastigar a rodela de chouriço.

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