oh triste Iberia!…

há muito que não vinha ao blog…

facto é que, outros valores mais altos se levantam (ou se têm levantado) e não há tempo para tudo. decididamente. ter de comprar batatas, carapaus, sardinhas, vinho (muito), dar de comer aos cães e gatos e lavar o aquário obriga-nos a uma rotina filha de puta.

mas hoje teve de ser… hoje lemos e relemos a intervenção de um político extraordinário, um político que supera qualquer Trump ou mesmo aquele gajo que transporta consigo um nome tenebroso – Temer. um político, enfim, impagável (sem sombra de dúvida). e, porque lemos o que o ilustre politólogo disse, decidimos voltar ao blog. tinha de ser, era imperioso.

ora vejam:… o título do “El Público” (periódico espanhol) é: – “El cortocircuito de Rajoy en pleno rifirrafe con Iglesias” e seguem-se as declarações do líder e estadista (de Espanha) Mariano Rajoy.

claro que não vamos traduzir para português – não vale a pena e perderia aquele sabor latino sempre conveniente nestas coisas… e, claro, todos entenderemos o alcance das palavras deste “grande pensador político”.

heis as pérolas que escorreram por entre os lábios do excelso “governante” espanhol:

rajoy-1“Es el alcalde el que quiere que sean los vecinos el alcalde”

rajoy-2“Los españoles son muy españoles y mucho españoles”

rajoy-3“ETA es una gran nación”

estes os curto-circuitos mais citados de Rajoy pela imprensa e redes sociais.

segue-se o momento em que perde o fio à meada ao ler o seu “belo” discurso: “Cuanto peor, mejor para todos. Y cuanto peor para todos, mejor. Mejor para mí el suyo. Beneficio político”

rajoy-4perfeito!…

“cornucópia” e a senhora dr. cristas – uma carta aberta à deputada

cristas

não posso acreditar, mas ela disse isto:

O encerramento do Teatro da Cornucópia, hoje anunciado, é uma notícia muito triste para Portugal e para Lisboa em particular. Devemos à Cornucópia mais de 40 anos de criação cénica. Um país que perde uma companhia deste nível, amanhece amanhã mais triste. Perde um pouco a capacidade de reinventar as palavras, de se perceber a si e aos outros, de desconstruir máscaras, esse símbolo antigo do teatro.Esta perda, com que o CDS não se conforma e que não nos deixará indiferentes, convida a uma reflexão sobre política cultural e estímulo à criação em Lisboa. Por ora, temos de prestar homenagem a Luís Miguel Cintra e agradecer a todos (diretores, cenógrafos, atores, autores e técnicos) que nos deram décadas de teatro. O palco continua sempre, reconfortado por um aplauso que não cessa.

é certo que a senhora não irá ler, ainda assim:…

exma. senhora
deputada assunção cristas

foi com alguma surpresa que li o depoimento de vexa. sobre o encerramento da companhia de teatro do actor/encenador luis miguel cintra – “cornucópia”.

diz vexa.: O encerramento do Teatro da Cornucópia, hoje anunciado, é uma notícia muito triste para Portugal e para Lisboa em particular. Devemos à Cornucópia mais de 40 anos de criação cénica. Um país que perde uma companhia deste nível, amanhece amanhã mais triste. é facto. todavia será estranho que seja vexa. a dizê-lo. 

porquê? porque é descabido. completamente descabido dizer tal coisa agora e não o ter dito no início de 2015 (era então a senhora deputada, ministra do governo liderado por passos coelho) uma vez que nessa altura já o director da “cornucópia” anunciava o encerramento do grupo. afirmava luis miguel cintra (nessa data) que os apoios eram escassos e tal situação impedia o normal funcionamento daquele grupo teatral. 

mais estranho será vexa. dizer o que diz, quando o governo em que participou eliminou o ministério da cultura transformando-o numa mera secretaria de estado; quando o governo onde vexa. participou tratou as obras de miró, não como uma mais valia cultural, mas como mera mercadoria; quando os governos em que o seu partido  participou, desinvestiram completamente na cultura (refiro-me aos governos de durão barroso, pedro santana lopes e, o mais recente, o de passos coelho); quando esses governos (sem deixar de fora o liderado por josé socrates), consideraram o teatro e outras actividades culturais como coisas de somenos;  quando esses governos onde o CDS participou, criaram condições insustentáveis às associações culturais sem fins lucrativos deste país (ainda em vigor) – refiro-me, não só às políticas de apoio mas também ao corte de “regalias” burocráticas implementado – passando, essas associações, a ser equiparadas a uma qualquer empresa esquecendo que, muitas vezes, o fracasso da democracia (fracasso histórico) se deve ao insuficiente desenvolvimento de um precário tecido associativo e cooperativo (de notar que mais de 50% das associações culturais fecharam porta entre 2003 e 2015); quando o seu partido e seus aliados históricos, nas autarquias, tratam a cultura ao nível de um bailarico ou procissão de aldeia.

resumindo: vexa. tem toda a razão quando deseja que “O palco continua sempre, reconfortado por um aplauso que não cessa” mas vexa. (apesar dessas lindas palavras) não tem, nem nunca terá, o apoio dos agentes culturais deste país pela simples razão de que a deputada cristas não escreve o que pensa, escreve o que convém ao seu partido enquanto oposição ao actual governo. 

e isso não é sério, senhora deputada. 

m.a.s.

diz-se por aí… mas nós não acreditamos

ex-esquerdistas - gente acima de qualquer suspeita

ex-esquerdistas – gente acima de qualquer suspeita

 

barroso2

do editorial de “le monde”

 

outras coisas (de importância menor)

MP exige pena de prisão para ex-ministra da Educação

PÚBLICO 17/07/2014 – 18:06

Procurador admite a suspensão da pena se a antiga governante indemnizar o Estado. Maria de Lurdes Rodrigues está acusada de ter gasto 265 mil euros para contratar irmão de um dirigente socialista.

e… entretanto diz-se por aí:…

– que um tipo de nome esquisito: – zeinal bava que (também dizem) foi o melhor CEO da europa na área telecomunicações em 2013 não sabia que a “sua” empresa – a pt/meo emprestou 900 milhões de euros ao “BES”;

– que um tal ricardo salgado, presidente do BES, recebeu através de uma offshore 14 milhões de um construtor por um trabalho de consultoria sobre o mercado angolano e esqueceu-se de o declarar ao fisco;

– que o mesmo ricardo salgado não sabia que no BES de angola havia levantamentos em dinheiro no valor de 500 milhões dólares;

– que um cavalheiro, henrique granadeiro emprestou 900 milhões ao “BES” e esqueceu-se… há quem diga que por distracção;

– mas o banco de portugal leu os relatórios das auditoras do BES e confiou neles… aliás como já tinha confiado nas do BPN.

– o papa hóstias é que sabe – ora vejam:…

papa-hostias

– um esclarecimento importante nos tempos que correm

LasPutasYLosHijos

lá fora

no japão...

no japão…

judeus contra sionistas ou lá que é isso

judeus contra sionistas ou lá que é isso

não se deve estar a passar - mesmo - nada em gaza

não se deve estar a passar – mesmo – nada em gaza