um plágio (bem feito)

— és poeta
perguntaste
— um plagiador
respondi

— plagiei todos os poetas que li
naveguei o único poema que a(ssa)ssinei

um poema-cavalo-branco a galopar nas minhas veias
a ensaiar saltos-precipícios

um poema-sexo-lâmina-de-duas-faces
um poema-em-fuga (foge todas as noites da minha cama para foder com outros)

uma masturbação (como muitas outras)

sanitário

— és poeta
perguntaste
eu, vazio de lembranças, assolado pelas consternações do teu corpo despejado (a esmo) nos lençóis, encalhado nas ruas de barcelona, sem música, sem geografia, sem ir à horta onde as raízes pensam e o vinho escorre por entre

fábulas de almanaque…

eu que não existo

mesmo antes de estar morto, não existo

só disse
— tu… há muito que dormes comigo. na minha cama. tudo começou muito antes de te conhecer.
muito antes de te conhecer
muito antes de te conhecer
muito antes de te conhecer – fui surpreendido pela arquitectura do teu corpo-prazer-ócio
o prazer e o ócio
o prazer e o ócio
o prazer e o ócio – que me mantém vivo

sem vestígios de arrependimento

— és poeta
perguntaste
e eu…
só disse
— os malditos espreitam canções impossíveis. entregam os braços ao espelho da hipocrisia para não interromper os devaneios da tua boca

e, aos portadores de bandeiras, adiantei

— num campo nublado devemos reclamar a nossa capacidade

de amar

sem bater os calcanhares

rodemos em torno de nós próprios…

disparemos a revolta

incendiemos a praia numa dança

sonhemos horizontes de pássaros nos ombros

praguejemos

mergulhemos na doce e desejada decomposição do quotidiano

e

no chão dos sonhos

sintamos o soprar do vento que nos queima a pele

o loiro vento dos mortos fez ninho nas planícies do teu peito

quero descansar nas ruínas do maldito império
enamorar-me do rio que as atravessa
casar com ele

passearemos por entre as velhas pedras
os nossos véus de noivado (negros) serão suportados por dois adolescentes
ele de marinheiro
ela desnuda

sou, todo eu

um plágio

uma janela aberta por onde transparecem milhares de imagens roubadas

premeditadamente

____________

à mesa do café gelo – 1972

(foi publicado numa revista no algarve – completamente degradado)

diz-se por aí… mas nós não acreditamos

ex-esquerdistas - gente acima de qualquer suspeita

ex-esquerdistas – gente acima de qualquer suspeita

 

barroso2

do editorial de “le monde”

 

outras coisas (de importância menor)

MP exige pena de prisão para ex-ministra da Educação

PÚBLICO 17/07/2014 – 18:06

Procurador admite a suspensão da pena se a antiga governante indemnizar o Estado. Maria de Lurdes Rodrigues está acusada de ter gasto 265 mil euros para contratar irmão de um dirigente socialista.

e… entretanto diz-se por aí:…

– que um tipo de nome esquisito: – zeinal bava que (também dizem) foi o melhor CEO da europa na área telecomunicações em 2013 não sabia que a “sua” empresa – a pt/meo emprestou 900 milhões de euros ao “BES”;

– que um tal ricardo salgado, presidente do BES, recebeu através de uma offshore 14 milhões de um construtor por um trabalho de consultoria sobre o mercado angolano e esqueceu-se de o declarar ao fisco;

– que o mesmo ricardo salgado não sabia que no BES de angola havia levantamentos em dinheiro no valor de 500 milhões dólares;

– que um cavalheiro, henrique granadeiro emprestou 900 milhões ao “BES” e esqueceu-se… há quem diga que por distracção;

– mas o banco de portugal leu os relatórios das auditoras do BES e confiou neles… aliás como já tinha confiado nas do BPN.

– o papa hóstias é que sabe – ora vejam:…

papa-hostias

– um esclarecimento importante nos tempos que correm

LasPutasYLosHijos

lá fora

no japão...

no japão…

judeus contra sionistas ou lá que é isso

judeus contra sionistas ou lá que é isso

não se deve estar a passar - mesmo - nada em gaza

não se deve estar a passar – mesmo – nada em gaza