em hamburgo os protestos foram assinalados por uma excelente performance

apenas algumas imagens que marcam a presença de milhares de pessoas em protesto…

uma acção de rua

Amburgo, manifestanti come zombie1Amburgo, manifestanti come zombie2Amburgo, manifestanti come zombie3Amburgo, manifestanti come zombie4Amburgo, manifestanti come zombie5Amburgo, manifestanti come zombie6

 

dos protestos (assinalados na imprensa)…

amburgoamburgoa1

 

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foi em “bela mandil”- no sábado (mais precisamente no dia 10 de dezembro do ano de 2016)

foi em “bela mandil” (pechão-olhão) – um sábado (mais precisamente no dia 10 de dezembro do ano de 2016).
os ciclistas foram chegando… os quadros expostos nos aposentos a eles reservados. as “bicicletas” de papel devidamente arrumadas e o anfitrião, senhor bivar, faz as honras da casa.
a brisa nocturna trouxe consigo, desde não se sabe donde, a melodía embriagante (ou seria embriagadora?) dum violino apenas escutado naquele espaço (outrora) em noutes de lua cheia.

“oh ciclistas que enfeitiçais com vossa música a alma dos poetas!…” disse o poeta que resolveu ressuscitar, depois de um repouso de séculos, queria e fazia questão de participar no evento que, segundo ele: “despertei mas não sei se tão só estou sonhando…” e disse mais: “essa melodía me excita, me desperta e… recordo aqueles versos onde a rima se ausenta do papel para rezar assim:…

fui seduzido pela rouquidão do teu canto

essa voz

acariciou a minha alma com seu ritmo

outras as vozes que flutuam

eriçam-nos a pele, subjugam-nos…

a nossa frota de 5 naus

partirá deste cais

e

nunca, mas nunca terá capitão-mor

as nossas bicicletas são mágicas

penetram o espaço. sem o profanar…”

os vapores da infusão de “mandrágora” fizeram-se sentir e, falou-se de teatro, de pintura, de performances de poesia:… concreta, experimental, surreal, absurda…  e, sobretudo dadaísta… faltou mas, ainda assim se pressentiu, a presença de um “crocodarium” devidamente domesticado pelo senhor HANS ARP (1916), aquele “crocodarium” que nos grita:

As lâmpadas estátuas saem do fundo do mar e gritam viva DADA para saldar os transatlânticos que passam e os presidentes dadá o dadá a dadá os dadás uma dada um dadá e três coelhos à nanquim por arp dadaísta em porcelana de bicicleta estriada nós partiremos para Londres no aquário real perguntem em todas as farmácias os dadaístas de rasputin do tzar e do papa que só valem por duas horas e meia.”

OLHAR DE UMA PONTE (OU SERÁ DE UMA MANIFESTAÇÃO)

texto de fernando rebelo recebido por email

ponte_25_de_abril

 

No autocarro…

Já fiz. Nem as contei.

Passar sem pagar.
Também já fiz. Valeu-me uma multa que paguei – na altura, em centavos.
Sou amigo pessoal do miúdo que foi baleado nos incidentes da Ponte, o senhor Anibal era 1º Ministro. O Luís Miguel continua na cadeira de rodas a que se viu confinado desde então.
Aquela ponte é muito Salazar e pouco 25 de Abril.
Só serve para a corrida a fingir (excepto para os maratonistas à séria…). Não há perigo. No autocarro também não. E, assim, tudo parece que vamos cumprir uma peregrinação.
Que tal sugerir uma jornada de luta no lugar certo, à hora certa. No local de trabalho? Cruzar, simplesmente, os braços e dizer, de hora a hora, não trabalho?.
Dar dinheiro às concessionárias das portagens e às empresas de camionagem para cruzar a Ponte 25 de Abril não é protesto é uma “feijoada” que não leva a nada, conduz a um fátuo soltar de gases. É apenas um passeio de Alcântara até Almada e volta.
Fica tudo a conta da risota. Só para encher as contas dos que não votam, dos que vão votar para encher o boletim de voto com palavrões, ou até vão à urna e não expressam opinião.
A ponte que há que passar está mais além. Depende de um livre arbitrio. Daquilo que cada um de nós, enquanto ser social, pensa pela própria cabeça.


Fernando Rebelo

a razão

manif444

 

 

a razão está do lado do poder. sempre. eles disseram que as manifestações foram mui pouco significativas… e foram de facto. como verificarão pela imagem, em vila viçosa nem um manifestante na praça. daí se infere que nem sequer houve manifestações no passado sábado. é isso… mas o melhor, mesmo, é tratar da barriguinha.

tratar-da-barriga

ainda sobre uma manifestação

manif-3

 

depois das manifestações vêm as contabilidades… uns dizem que os manifestantes foram bué, outros que foram a minoria das minorias.

certo.

certíssimo…

depois das contas efectuadas pelas partes – ou seja: organizadores, governo e blogues ao serviço do poder instituído – sem esquecer os órgãos da chamada informação escrita, rádio e tv, chegamos à conclusão de que o número de manifestante foi o que se segue:

 

  • lisboa (reportando-nos à imagem que reproduzimos) —- 18 manifestantes
  • porto (pelo que nos foi dado a ver no facebook) —- 10 manifestantes
  • faro (onde a imprensa local diz ter sido a maior de todas) — 5 manifestantes
  • coimbra (segundo mensagem da tmn) —- 2 manifestantes
  • braga (segundo mensagem vodafone) —- 3 manifestantes
  • setúbal (segundo um blogue do psd) —- 1 manifestante

nota: não apurámos mais por falta de manifestantes nas outras cidades do país. o que é facto é que adoramos os nossos governantes como poderá vir a ser constatado nas próximas eleições.