maio de 1968 – 50 anos depois

estivemos lá e foi assim:

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O que foi Maio 68? Revolução ou ilusão? Revolta juvenil contra uma Europa cinzenta, onde os chamados “anos dourados” do capitalismo abriam a porta ao consumismo irracional, ou irrupção de todo um imaginário subversivo, pleno de criatividade e de fantasia, libertário na sua essência? Talvez tenha sido tudo isto tudo. Ou nada disto.
Mas Maio 68 não foi só Maio, nem só 1968. Outros acontecimentos marcaram a época. Primavera de Praga, manifestações contra a intervenção militar no Vietname, operários e estudantes italianos nas ruas. Anos antes, já o movimento Provo tinha abalado a pacata Holanda e revoltas estudantis varriam as universidades norte-americanas. Beat generation e cultura hippie.
50 anos depois o que ficou? Para uns, nada! A Europa continua cinzenta, o capitalismo é aparentemente invencível (será mesmo?), o consumismo impera, alguns dos protagonistas principais renderam-se à política e ao pensamento dominantes. Para outros, apesar de tudo, ficou uma sociedade que nunca mais foi a mesma, sobretudo (ou apenas?) nas suas vertentes cultural e comportamental.
Para falar e debater estas (e outras) questões:
– Tomás Ibañéz: participante no Maio 68, professor jubilado de Psicologia Social da Universidade Autónoma de Barcelona, pensador heterodoxo do movimento libertário
– Miguel Serras Pereira: ensaísta, poeta, tradutor, colaborador da imprensa libertária

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à distância – uma performance (entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas)

à distânciaperformance de manuel almeida e sousa com leitura de “cadernos de fausto” por joão rafael dionísio e som de ricardo mestre – à distância em EDITA de lisboa na sociedade guilherme cossoul – 9 de maio de 2014

 

à distância
à distância de um salto

ao entrar no casulo desconstruímo-nos para nos construirmos
morremos para continuarmos vivos
entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas
cada passo é um sonho

e

em cada sonho uma nova experiência.

 

(in: “uma tampa enroscada na memória” monólogo em processo de construção)

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dez | dez de | dez de junho

camões

 

hoje | hoje é | hoje é o dia | hoje os | os barões | assinalados barões | hoje | hoje é | hoje é portugal | e hoje | hoje | hoje comemora-se | comemoram-se | comemoram-se os barões | hoje e | e as sardinhas | e o bacalhau | e hoje | e o assinalado hoje | hoje os camões | hoje os aviões e | e portugal | sempre | hoje | hoje e | e ontem | ontem o plúmbeo | plúmbeo céu | céu santo | santo antónio | santo em lisboa | no | no bairro | no bairro alto | e | e em alfama | e | e na madragoa | assadas | assadas as | as sardinhas | e | e o bacalhau | e | e mesmo | mesmo os barões | os assassinados e | e | e os assinalados | por camões | e | e os | os poetas | os poetas da minha | da minha pátria | pátria com | com bacalhau | bacalhau do | do alto | e do alto mar | mar | mar das | das descobertas | encobertas | encobertas e incorrectas | tão | tão mesmo correctas | são | são mares | mares da nação | e | a nação valente | e potente | quase dormente | algo ausente | e sempre presente | mas contente | e | e a contento | a contento da gente | be happy | be happy don’t | don’t worry

EDITA

EDITA foi (também) em lisboa
a sociedade guilherme cossoul recebeu o evento
e
a história pode-se contar aqui a preto e branco

é o que estamos a fazer neste momento….

foi em lisboa, sim.
neste fim de semana (10 e 11 de maio)
logo a seguir ao EDITA de punta umbria.

EDITA