à distância – uma performance (entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas)

à distânciaperformance de manuel almeida e sousa com leitura de “cadernos de fausto” por joão rafael dionísio e som de ricardo mestre – à distância em EDITA de lisboa na sociedade guilherme cossoul – 9 de maio de 2014

 

à distância
à distância de um salto

ao entrar no casulo desconstruímo-nos para nos construirmos
morremos para continuarmos vivos
entramos nus como lagartas para rompermos a crisálida com as nossas asas
cada passo é um sonho

e

em cada sonho uma nova experiência.

 

(in: “uma tampa enroscada na memória” monólogo em processo de construção)

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“façam o favor de serem felizes”

“façam o favor de serem felizes” disse ele.

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foi há quatro anos que faleceu o actor raul solnado. quatro anos sem um dos grandes comediantes da geração formada no “conservatório da rua da esperança” (sociedade guilherme cossoul) ali, na freguesia de santos-o-velho – encosta da madragoa.

… disse-me que sim!?

“A fumaça disse-me que sim” é um monólogo escrito e encenado por Manuel Almeida e Sousa e interpretado por Cláudio Henriques.
O ambiente sonoro é o resultado de uma experiência em estúdio de Ricardo Mestre.

 

tudo podia começar assim, mas não. 
a cena representa um espaço rectangular flanqueado por enormes lápides, alinhadas e apoiadas sobre um muro lateral… não demasiado alto. 
as da esquerda, brilhantes e metálicas; 
as da direita, de um leitoso branco marmóreo.
no passeio central, fragmentos de ossos e uma cadeira onde estou sentado a fumar este cigarro
há um jornal no chão. 
já o li. 
esse jornal possui o gérmen da luz… 
é uma semente que, para frutificar… terá de morrer. 

“A fumaça disse-me que sim”, retrata estados (vários) de uma personagem masculina que se perde (e se encontra) no absurdo. A paixão, o desejo e o prazer são alguns dos sentimentos com que a figura joga em palco. Um jogo em cena que o transporta a um estado de quase desespero. O ridículo e o “sem sentido” das situações, marcam uma presença constante no percurso da acção que se pretende teatro 

foram vocês que escreveram a mensagem na tampa da caixa? não percebi nada… mas pode ser que sim. que tenham alguma sorte…
de qualquer forma deixarei a caixa “destampada” para que possam respirar melhor…

 

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA 

Produção:Mandrágora e Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul

Interpretação:Cláudio Henriques

Encenação e texto de Manuel de Almeida e Sousa

Sonoridades: Ricardo Mestre

Iluminação: Tiago Pereira