dos “revolucionários” que se mantêm…

os grupos maoístas lusos (e não só lusos), são curiosos.
se bem nos lembramos, nos anos 70, havia 2 grupos com alguma relevância no panorama político português.
um deles era o PCP(ml)/AOC que se dissolveu “por completo” no PPD – mais tarde PPD/PSD ou, simplesmente, PSD – o partido dito da “social democracia” dum tal sá carneiro (não confundir com o poeta do orfeu) e dum tal balsemão.
o outro, inicialmente denominado MRPP, depois PCTP/MRPP, persiste até aos dias de hoje ainda que muitos dos seus militantes tenham seguido percursos semelhantes aos do do PCP (ml) – é o caso dum tal durão barroso.

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do MRPP lembramos casos de grande relevância como o assassinato do anti-fascista ribeiro dos santos pela polícia política da ditadura, a célebre campanha “nem mais um soldado para as colónias” ou a chamada (por eles) “linha negra” “encabeçada” pelo militante e polémico advogado saldanha sanches.
o MRPP marcou, de facto, posição na história política recente do país e, apesar dos condicionalismos, continua a investir num certo protagonismo… é hoje o partido, sem representação na assembleia, mais votado.

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os grupos stalinistas, trotskistas e maoístas nunca foram da nossa simpatia. precisamente. a sua postura autoritária e o seu discurso (repetitivo e sectário) sempre nos repugnou.
tal facto não impede que – hoje – destaquemos uma posição. a do advogado garcia pereira que se tem mantido – com alguma coerência – ligado ao MRPP.

“Garcia Pereira comentou a actual conjuntura económica, o BES e as eleições no PS. Oiça bem a parte da alteração da Lei… a mando da UE. (minuto 6:12′). Importante e bem explicado”. (in página web do MRPP)

Jornal Luta Popular[6]

“luta popular” um jornal que chegou a ser editado diariamente – proeza nunca conseguida com os periódicos dos principais partidos políticos

Garcia Pereira teceu violentas críticas ao processo de detenção e prisão (preventiva) de Sócrates

“Como é sabido, o PCTP/MRPP nunca morreu de simpatias por José Sócrates e pelo seu governo, um dos piores que o país teve. Mas não é isso que agora está em causa, quando a Polícia Judiciária, pela mão de famigerados justiceiros como Rosário Teixeira, com a cobertura de agentes do Ministério Público e de juízes como Carlos Alexandre, depois de ter abortado prematuramente a Operação Labirinto no caso dos vistos gold, permitindo que Miguel Macedo e outros altos quadros do Estado, do governo e do PSD pudessem escapar à prisão; depois de deixar à solta Ricardo Salgado, chefe do maior gang de gatunos e financiador das campanhas eleitorais de Cavaco e do PSD, e de não tocar em Paulo Portas e Durão Barroso, a mesma PJ e ministério público decidem precisamente prender uma importante figura do Partido Socialista, com quem os actuais dirigentes do PS mais se identificam politicamente.”

António Garcia Pereira, in facebook