exposição-acção de álvaro de mendonça

recordando a excelente acção do álvaro – vai para 3 anos – no jardim em faro- algarve

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alfarrabista “despejado” em faro

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O único alfarrabista de Faro, Carlos Simões, de 72 anos, viu-se forçado a encerrar a sua livraria esta semana, face a uma ordem de despejo, o que o levou a admitir doar centenas de milhares de livros lá contidos.
A livraria da rua do Alportel já não abriu na quinta-feira, depois de mais de 20 anos disponível para os clientes que procurassem livros raros, fora de impressão ou fossem apenas curiosos.

“Desempenhei um bom papel em Faro”, afirma o fundador da Livraria Simões, que estabeleceu a loja em 1982 (noutro espaço de onde também foi “corrido”) e que há seis anos abriu um armazém distante do centro da cidade, onde se vai manter, ao mesmo tempo que confessa antever o seu “final de atividade”.

Às centenas de milhares de livros – cerca de 500 mil cópias – que diz ainda ter na livraria, assegura “não ter condições psicológicas” para as mudar de local, admitindo por isso doá-las, caso “haja uma autoridade que dê continuidade” ao seu trabalho, como a Câmara Municipal de Faro, em particular através da Biblioteca António Ramos Rosa.

texto completo – “voz do algarve

ainda sobre poetree

poetree – texto de josé bivar

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álvaro mendonça – o autor do projecto-instalação “poetree”

João de Deus e Manuel Bivar, o patrono e o criador de um dos primeiros jardins botânicos do País rejubilaram no “além túmulo”, com esta brilhante iniciativa do artista plástico e poeta Farense, Álvaro Mendonça.
No jardim da Alameda, junto ao antigo matadouro, hoje Biblioteca Ramos Rosa (outro grande vate Farense, celebrado na mesma semana pelo seu aniversário), Álvaro Mendonça apoiado pela Drª Margarida Agostinho do Laboratório da Escrita Lusa, apresenta o Poetree, uma instalação poética que celebra a Árvore e a sua presença transcendente nas nossas vidas, em textos gravados em placas de acrílico, suspensas nas arvores distribuídas aleatoriamente pelo jardim.

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josé bivar observa a obra poética em processo

Que melhor lugar que este fabuloso espaço verde da cidade para celebrar a natureza e as arvores tão ameaçadas pelo falso progresso. O projecto, para lá do seu valor artístico, é uma extraordinária forma de educação ambiental, para todas as idades.
Todas as Quartas das 10 às 12h e das 15 às 18h e aos Sábados e Domingos das 10h as 13h e das 15 as 17 realizam–se oficinas de leitura e escrita criativa onde o público é levado a participar e criar com base nesta proposta poética e ambiental. Mais informações em www.laboratoriodaescritalusa.pt
Há cerca de 120 anos um dos primeiros engenheiros Agrónomos da região e do país teve a brilhante iniciativa de fazer este jardim botânico, com árvores exóticas, entre as quais a recém chegada Aroucaria trazida do continente Americano para a Europa via Açores pelo mentor do parque Terra Nostra, o celebre Yankee Hall, Thomas Hickling, trisavô do Eng.º Manuel Bivar, e do Tomás Cabreira curiosamente também ali ao lado….
Enquanto bisneto do criador do primeiro espaço verde de Faro, defensor como ele da arte e ambiente, (quem sai aos seus não degenera), sinto-me especialmente gratificado pela iniciativa destes meus companheiros, o ambiente é uma prioridade e a poesia é a forma mais directa de despertar a sensibilidade ambiental.
Penso que esta exposição de ÁLVARO MENDONÇA deveria ser permanente, valorizaria em muito a Alameda, devendo os poemas ter também tradução em Inglês, (fica a sugestão, para quem pode e manda), a proximidade com a biblioteca facilitaria o enquadramento e o apoio a iniciativas futuras de educação ambiental, que é o maior e melhor legado que podemos deixar às novas gerações, o melhor antídoto contra a barbárie e a relação cada vez mais pobre com a “ordem natural”, com o mundo da Criação.

um verso abraçando a pequena palmeira

um verso abraçando a pequena palmeira

Poetree está aí para contrariar a tendência e, inaugurar um novo modo de estar na Arte e no Ambiente, de investir no espaço publico, de bulir interactivamente com o incauto e distraído transeunte por demais esquecido da problemática ambiental, carente de inspiração poética; para consciências demasiado coladas às rotinas do trabalho e da vida de todos os dias.
As nossas companheiras, ÁRVORES, esquecidas só por “estarem sempre ali”, dão agora de vaia, sob a batuta de um poeta maestro de Poemas Sinfónicos, dos silêncios gritantes que só alguns ousam e sabem escutar, Poetree está aí e recomenda-se!

FLORESTA SINFÓNICA – uma instalação de Álvaro de Mendonça

FLORESTA SINFÓNICA

nas árvores do Jardim da Alameda João de Deus, em Faro
instalação de Álvaro de Mendonça em Faro

POETREE, poesia para florestas, vai estar no Jardim da Alameda, em Faro até ao final de Novembro. O Laboratório da Escrita Lusa vai promover oficinas de leitura e escrita, tendo como matéria prima o poema “Floresta Sinfónica”, instalado nas árvores do jardim.
Um hino à Natureza e à universalidade da Poesia.

http://www.laboratoriodaescritalusa.pt/#!poesia-para-florestas/cjzi

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António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924 – 23 de Setembro 2013)

ramos rosa

faleceu um poeta do al andaluz

António Ramos Rosa, morreu hoje, com 88 anos, ao início da tarde.

Ela encanta-se. Adere, coincide com o ser mesmo
da coisa nomeada. O rosto da terra se renova.
Ela aflui em círculos desagregando, construindo.
Um ouvido desperta no ouvido, uma língua na língua.
Sobre si enrola o anel nupcial do universo.

A Palavra – António Ramos Rosa

 

Ramos Rosa estudou em Faro, não tendo acabado o ensino secundário por questões de saúde. Em 1958 publica no jornal «A Voz de Loulé» o poema “Os dias, sem matéria”. No mesmo ano sai o seu primeiro livro «O Grito Claro», n.º 1 da colecção de poesia «A Palavra», editada em Faro e dirigida pelo seu amigo e também poeta Casimiro de Brito. Ainda nesse ano inicia a publicação da revista «Cadernos do Meio-Dia», que em 1960 encerra a edição por ordem da polícia política.

Fez parte do MUD Juvenil.

O seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro.