sobre os petróleos e outras coisas para queimar

 sobre os petróleos e respectivos furos, pouco mais há a dizer para além de que;
a “coisa” poderá ser bem mais grave do que que se diz por aí
mais grave (ainda) que a poluição
muito mais grave que as praias cobertas de pasta negra
todavia…
sobre o assunto, nada se ouviu dizer no congresso de fim-de-semana, tão pouco da parte da maioria das forças partidárias do país que somos e que dizem – ELES PARTIDÁRIOS – representar
um furo aqui, um furo ali e outro acolá…

afirma-se nas TV’s e pasquins que os furos dão dinheiro e que podem revelar uma verdadeira mina d’ouro (ainda que negro)

houve (em tempos) quem dissesse, dos eucaliptos, coisa semelhante – que o eucaliptal seria o nosso petróleo verde
pois…
e deu no que deu
mas com o petróleo – o petróleo negro e a sério – com esses furos de sondagem, mais os outros, os da exploração…
… melhor não
pois não

há quem se lembre de ter lido (algures) sobre 1755?
precisamente
isso, mil-setecentos-e-cinquenta-e-cinco
nessa ano, o litoral do território (para além da andaluzia) sofreu um terramoto histórico e, esse terramoto fez-se sentir com maior intensidade no algarve, litoral do alentejo, lisboa e vale do tejo
ora esses “furinhos inofensivos” – segundo a opinião do senhor ministro do ambiente e seu antecessor – estão programados para a nossa costa, mais precisamente para uma zona de risco que (por mero acaso) corresponde ao epicentro dos dois maiores sismos sentidos no país

voltando a 1755 – o senhor ministro das finanças (por quem, até temos alguma admiração) sabe, por certo, o que aconteceu ao que é hoje o seu concelho?
esse mesmo
o concelho de vila real de santo antónio e, por tabela aos concelhos adjacentes?
sabe.
por certo que sabe. e sabe também que hoje uma “coisa” do género fará mais “mossa” que em 1755. e o senhor ministro do ambiente também sabe. tal como o sabe o actual primeiro ministro – o primeiro ministro anterior também saberia…
afinal, para os políticos, que interessa que morram milhares de cidadãos se podem entrar milhões nos cofres estatais para alimentar as petrolíferas e, por tabela, a banca?

Algarve

mas para quem possa não entender estas coisas por andar distraído a ler “a bola” ou o “record”, explicamos “a coisa” doutra forma:…
– o que pode acontecer é que
o estádio do algarve
o estádio do “bonfim”
o estádio nacional
o estádio do restelo
o estádio josé alvalade
e
o estádio da luz
poderão ir todos à vida
e
o estádio do “dragão” e o estádio “1º de maio” também…
pois…

resta-nos desejar:
– bons furos e que nada falte às petrolíferas para além do petróleo do algarve e do litoral alentejano!

M.d’A

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as guerras, o petróleo & cia Lda…

no iraque havia armas de destruição maciça (diziam eles e a intoxicação informativa ao seu serviço)

cromos

depois de morrerem milhares de pessoas; chegou-se à conclusão de que — não havia

na síria há fábricas de armas químicas (dizem eles e a intoxicação informativa ao seu serviço)

trio

e claro que a prova vem de frança:

bach

mas há muito petróleo e a necessidade de abril passagem pelo mediterrâneo. para quando está marcado o próximo jogo do campeonato?

 

um plágio (bem feito)

— és poeta
perguntaste
— um plagiador
respondi

— plagiei todos os poetas que li
naveguei o único poema que a(ssa)ssinei

um poema-cavalo-branco a galopar nas minhas veias
a ensaiar saltos-precipícios

um poema-sexo-lâmina-de-duas-faces
um poema-em-fuga (foge todas as noites da minha cama para foder com outros)

uma masturbação (como muitas outras)

sanitário

— és poeta
perguntaste
eu, vazio de lembranças, assolado pelas consternações do teu corpo despejado (a esmo) nos lençóis, encalhado nas ruas de barcelona, sem música, sem geografia, sem ir à horta onde as raízes pensam e o vinho escorre por entre

fábulas de almanaque…

eu que não existo

mesmo antes de estar morto, não existo

só disse
— tu… há muito que dormes comigo. na minha cama. tudo começou muito antes de te conhecer.
muito antes de te conhecer
muito antes de te conhecer
muito antes de te conhecer – fui surpreendido pela arquitectura do teu corpo-prazer-ócio
o prazer e o ócio
o prazer e o ócio
o prazer e o ócio – que me mantém vivo

sem vestígios de arrependimento

— és poeta
perguntaste
e eu…
só disse
— os malditos espreitam canções impossíveis. entregam os braços ao espelho da hipocrisia para não interromper os devaneios da tua boca

e, aos portadores de bandeiras, adiantei

— num campo nublado devemos reclamar a nossa capacidade

de amar

sem bater os calcanhares

rodemos em torno de nós próprios…

disparemos a revolta

incendiemos a praia numa dança

sonhemos horizontes de pássaros nos ombros

praguejemos

mergulhemos na doce e desejada decomposição do quotidiano

e

no chão dos sonhos

sintamos o soprar do vento que nos queima a pele

o loiro vento dos mortos fez ninho nas planícies do teu peito

quero descansar nas ruínas do maldito império
enamorar-me do rio que as atravessa
casar com ele

passearemos por entre as velhas pedras
os nossos véus de noivado (negros) serão suportados por dois adolescentes
ele de marinheiro
ela desnuda

sou, todo eu

um plágio

uma janela aberta por onde transparecem milhares de imagens roubadas

premeditadamente

____________

à mesa do café gelo – 1972

(foi publicado numa revista no algarve – completamente degradado)

só nos falta o regresso de d. sebastião

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CONFUSOS?…

esperamos que não

agora só nos falta o d. sebastião
com
ou
sem
cão ……………………………

mas…
tudo na boa

pano de fundo fátima
fala-se de futebol
muito futebol
o benfica vai jogar – no seu 11 alinha um tal francisco que veio hoje de itália
um rapaz ainda jovem
irá cantar em fátima
num campo de futebol

jesus sai do sporting e será crucificado em vila franca
onde os peregrinos, de joelhos em sangue, assistirão a uma largada de touros
francisco está prestes a marcar o primeiro golo
e
as águas de portugal prontificaram-se a canalizar 3 pastores(zinhos) – as torneiras serão comercializadas em fátima a preços de saldo

milhares de mortais aproximam-se perigosamente de um santuário e compram bandeiras do benfica
para além de discos do rapaz que está na ucrânia com o papa

SCP

SLBos maços de cigarros do benfica e do sporting voltaram ao mercado e podem ser adquiridos numa banca à porta da capela das aparições
ao lado vendem-se sandes de chouriço e de torresmos (também há vinho) – pré pagamento na caixa do arcebispo de ourém

jesus já está fora do sporting – será substituído pelo papa
fátima continua como pano de fundo
e
o benfica está quase a entrar em campo

d. sebastião
é que
ainda
não

edições de bicicleta – a abrir 2017

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as edições “bicicleta” – projecto da associação “mandrágora” (cascais 1979) – no novo ano – o que aí vem – anuncia 2 novas edições em preparação

  1. revista “bicicleta” nº 11 que contará com a colaboração de vários autores nacionais e estrangeiros
  2. “poema para word e corretor” livro da autoria de fernando aguiar

capa

esclarecimento da direcção do teatro da cornucópia

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Luis Miguel Cintra e Cristina Reis, responsáveis pelo Teatro da Cornucópia, divulgaram o esclarecimento que tomamos a liberdade de publicar neste espaço.

____

Perante a lamentável confusão gerada nos órgãos de comunicação social pela inesperada visita do Senhor Presidente da República ao Teatro da Cornucópia, vemo-nos forçados a esclarecer a presente situação.

Ao longo dos muitos anos de dependência financeira do Estado, reivindicada como indispensável, várias vezes afirmámos, em pedidos de subsídio e relatórios, que as verbas concedidas eram insuficientes para o projecto de, ao nosso modo, fazer teatro.

Quando essas mesmas verbas atribuídas para financiamento das estruturas sofreram sucessivos cortes e tendo elas há três anos chegado a um valor visivelmente insuficiente, vimo-nos obrigados a rever escolhas de programação e respectivas formas de produção, de modo a sempre viabilizar os nossos projectos. As co-produções, bem como alguns apoios pontuais como os da CML e dos Amigos da Cornucópia, contribuíram para a sustentabilidade do funcionamento do Teatro da Cornucópia.

Antes do cumprimento do último ano do quadriénio a que estávamos vinculados, considerámos já a possibilidade de o não praticar, por considerar que era já difícil o seu pleno cumprimento. Mas insistimos em continuar. A evidência, porém, da situação limite das nossas possibilidades de assegurar, neste quadro de financiamento, o cumprimento de novos projectos, e tal como dissemos na divulgação do espectáculo apresentado neste último sábado, considerámos como incontornável o fecho da empresa Teatro da Cornucópia.

Tinha já sido esta a decisão, anteriormente, comunicada informalmente ao Secretário de Estado da Cultura e que mais tarde foi a razão da reunião havida no fim de Outubro no Palácio da Ajuda, com a presença de uma representante da CML. Foi então por nós levantada a questão que se prende com a CASA, edifício excepcional que ocupamos e onde sempre trabalhámos. Com tudo que ele contém. Exprimindo um desejo de que pudesse ser aproveitado para fins culturais, não deixando que esse património viesse a constituir somente um valor capaz de colmatar indemnizações aos trabalhadores, a única dívida que a empresa que se extingue não tem porventura capacidade de resolver. Entendemos que de momento a intenção do Ministério é a de assegurar um ano de renda no sentido de se proceder a um inventário rigoroso do património.

Na véspera do passado Sábado, (Recital Apollinaire e lançamento do segundo Livro do Teatro da Cornucópia/Espectáculos 2002-2016 e de um DVD), foi-nos comunicada a visita do Senhor Presidente da República, que, antes do espectáculo, queria inteirar-se da situação. 

Desse momento surgiu um tema que se prende com a questão de um estatuto de excepção para o Teatro da Cornucópia, capaz talvez, de viabilizar a sua continuidade. Surgiu o equívoco de que poderíamos mudar de opinião. O que levou o Senhor Ministro da Cultura, também presente, a admitir que o tivéssemos feito. E parece não se ter restabelecido a única versão correcta que existe, porque infelizmente a dúvida já não se põe: o Teatro da Cornucópia acaba no princípio do ano, na realidade já acabou. Com a mudança do Governo, a situação não se alterou. Disse o Senhor Ministro que o assunto estava a ser acompanhado, estudado. Haverá por isso um próximo encontro com os representantes do Ministério da Cultura.

Não se tratará, portanto, agora de um estatuto de excepção, porque somos provavelmente excepção. A empresa dissolve-se nos próximos dias, dependendo apenas de procedimentos legais que terá de cumprir.

Às pessoas que elegemos para nos governarem e que se dispõem a ouvir-nos, não nos passa pela cabeça mentir. Para com eles, para com todos, mantivemos sempre as mais leais relações. Assim foi, assim será.

Pelo Teatro da Cornucópia,

Luis Miguel Cintra e Cristina Reis

19 de Dezembro de 2016

saiu a “esfera” – um projecto/revista no algarve

foi no passado sábado, 5 de novembro, que assistimos ao lançamento de “esfera”. o evento teve lugar na livraria, editora e galeria sulreal – centro cultural e ambiental de bela mandil – freguesia de Pechão (Olhão).

o terceiro número da revista esfera conta com colaborações de: manuel de almeida e sousa, neuza tomé, milai miu, joana rego, santiago aguaded landero, rita isabel justino, julián portillo, josé bivar, genoveva faísca, joão miguel pereira e pedro oliveira tavares. a direção da revista é de paulo tomé e a direcção de fotografia de eduardo pinto

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