Zulmira Oliva expõe em Olhão

Algarvia nascida em Paderne e criada em Olhão donde partiu para a aventura de uma vida plena dedicada à educação e à arte. Binómio, esse, que foi o vetor determinante que a levou da ruptura com o ensino oficial ao universo utópico do grande mestre da Portugalidade: Agostinho da Silva. 

A relação entre estes dois entes maiores da Espiritualidade Portuguesa, versão laica do elo transcendental Ibérico João da Cruz e Teresa de Ávila, é um fenómeno único que urge estudar e analisar. 

Reencontramos Zulmira Oliva nos seus ágeis 88 anos em Olhão, vinda da Quinta de Sintra, onde viveu as últimas 3 décadas e, com a sábia disponibilidade de educadora pela arte, recebia diariamente ranchos de crianças e adolescentes que iniciou na expressão artística motivando-os na arte de Ser, como ensina a cartilha de Agostinho, reduto implacável da identidade Lusíada.

No seu voo ensaiado nos desenhos dos anos 70, que expôs na saudosa Galeria da Emenda, partindo do cantinho terrestre até à nuvem cósmica que tudo liga e envolve, Zulmira foi tocada e, tocou uma pleiade de seres de excelência da nossa cultura como a escritora e pedagoga Matilde Rosa Araújo, a poetisa experimental/gráfica Salette Tavares, a investigadora Helena Briosa, a escultora e astróloga Flávia Monsaraz (sua mestre de escultura), mas foi em Agostinho e nos diálogos de mistério e perplexidade que defenitivamente ancorou a sua inspiração. No início da última etapa da sua jornada, Zulmira regressa à Terra da sua Infância, na esperança de um acolhimento que possa recolher o seu legado com a dignidade e reconhecimento do valor que inexoravelmente merece.

Aqui se mostra pois, um pouco do seu trabalho na forma de desenhos, livros de artista, textos caligrafados, poéticos-didáticos, ilustrações, etc. 

José Bivar 

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ainda sobre poetree

poetree – texto de josé bivar

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álvaro mendonça – o autor do projecto-instalação “poetree”

João de Deus e Manuel Bivar, o patrono e o criador de um dos primeiros jardins botânicos do País rejubilaram no “além túmulo”, com esta brilhante iniciativa do artista plástico e poeta Farense, Álvaro Mendonça.
No jardim da Alameda, junto ao antigo matadouro, hoje Biblioteca Ramos Rosa (outro grande vate Farense, celebrado na mesma semana pelo seu aniversário), Álvaro Mendonça apoiado pela Drª Margarida Agostinho do Laboratório da Escrita Lusa, apresenta o Poetree, uma instalação poética que celebra a Árvore e a sua presença transcendente nas nossas vidas, em textos gravados em placas de acrílico, suspensas nas arvores distribuídas aleatoriamente pelo jardim.

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josé bivar observa a obra poética em processo

Que melhor lugar que este fabuloso espaço verde da cidade para celebrar a natureza e as arvores tão ameaçadas pelo falso progresso. O projecto, para lá do seu valor artístico, é uma extraordinária forma de educação ambiental, para todas as idades.
Todas as Quartas das 10 às 12h e das 15 às 18h e aos Sábados e Domingos das 10h as 13h e das 15 as 17 realizam–se oficinas de leitura e escrita criativa onde o público é levado a participar e criar com base nesta proposta poética e ambiental. Mais informações em www.laboratoriodaescritalusa.pt
Há cerca de 120 anos um dos primeiros engenheiros Agrónomos da região e do país teve a brilhante iniciativa de fazer este jardim botânico, com árvores exóticas, entre as quais a recém chegada Aroucaria trazida do continente Americano para a Europa via Açores pelo mentor do parque Terra Nostra, o celebre Yankee Hall, Thomas Hickling, trisavô do Eng.º Manuel Bivar, e do Tomás Cabreira curiosamente também ali ao lado….
Enquanto bisneto do criador do primeiro espaço verde de Faro, defensor como ele da arte e ambiente, (quem sai aos seus não degenera), sinto-me especialmente gratificado pela iniciativa destes meus companheiros, o ambiente é uma prioridade e a poesia é a forma mais directa de despertar a sensibilidade ambiental.
Penso que esta exposição de ÁLVARO MENDONÇA deveria ser permanente, valorizaria em muito a Alameda, devendo os poemas ter também tradução em Inglês, (fica a sugestão, para quem pode e manda), a proximidade com a biblioteca facilitaria o enquadramento e o apoio a iniciativas futuras de educação ambiental, que é o maior e melhor legado que podemos deixar às novas gerações, o melhor antídoto contra a barbárie e a relação cada vez mais pobre com a “ordem natural”, com o mundo da Criação.

um verso abraçando a pequena palmeira

um verso abraçando a pequena palmeira

Poetree está aí para contrariar a tendência e, inaugurar um novo modo de estar na Arte e no Ambiente, de investir no espaço publico, de bulir interactivamente com o incauto e distraído transeunte por demais esquecido da problemática ambiental, carente de inspiração poética; para consciências demasiado coladas às rotinas do trabalho e da vida de todos os dias.
As nossas companheiras, ÁRVORES, esquecidas só por “estarem sempre ali”, dão agora de vaia, sob a batuta de um poeta maestro de Poemas Sinfónicos, dos silêncios gritantes que só alguns ousam e sabem escutar, Poetree está aí e recomenda-se!

FLORESTA SINFÓNICA – uma instalação de Álvaro de Mendonça

FLORESTA SINFÓNICA

nas árvores do Jardim da Alameda João de Deus, em Faro
instalação de Álvaro de Mendonça em Faro

POETREE, poesia para florestas, vai estar no Jardim da Alameda, em Faro até ao final de Novembro. O Laboratório da Escrita Lusa vai promover oficinas de leitura e escrita, tendo como matéria prima o poema “Floresta Sinfónica”, instalado nas árvores do jardim.
Um hino à Natureza e à universalidade da Poesia.

http://www.laboratoriodaescritalusa.pt/#!poesia-para-florestas/cjzi

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Menau – artista algarvio em tribunal por mor de um enforcamento

comecemos por ilustrar a excelente “instalação plástica” do artista Menau com este, não menos excelente, vídeo

e agora… leiam isto: – Artista algarvio Menau vai a tribunal por “enforcar” a Bandeira de Portugal

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e agora… indignem-se. o direito à indignação é – ainda – um direito. mesmo naquele território da ibéria onde os que emporcalham aquilo a que chamam nação… legislam

desenhos de josé bivar

José Bivar (Lisboa, 1953) – artista plástico – Vive no Algarve e foi mentor de projectos importantes naquela região, especialmente em Faro, onde fundou a cooperativa “Lábios nus” nos anos 80. Foi Presidente da Associação de Ambiente “Almargem”, fundou e tem animado a “Associação de Artistas Plásticos do Algarve e Amigos da Arte” – destaquemos a “Bienal de Faro-Arte Contemporânea Algarve Andaluzia” – 1999″. Em colaboração com o escultor Adão Contreiras, animou a Galeria Margem de 1995/99.
Os desenhos que reproduzimos aqui (hoje) fazem parte do projecto de ilustração do livro de Miguel Real “Europa-ano 2300” (4águas Edições – Tavira 2013).

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