só nos falta o regresso de d. sebastião

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CONFUSOS?…

esperamos que não

agora só nos falta o d. sebastião
com
ou
sem
cão ……………………………

mas…
tudo na boa

pano de fundo fátima
fala-se de futebol
muito futebol
o benfica vai jogar – no seu 11 alinha um tal francisco que veio hoje de itália
um rapaz ainda jovem
irá cantar em fátima
num campo de futebol

jesus sai do sporting e será crucificado em vila franca
onde os peregrinos, de joelhos em sangue, assistirão a uma largada de touros
francisco está prestes a marcar o primeiro golo
e
as águas de portugal prontificaram-se a canalizar 3 pastores(zinhos) – as torneiras serão comercializadas em fátima a preços de saldo

milhares de mortais aproximam-se perigosamente de um santuário e compram bandeiras do benfica
para além de discos do rapaz que está na ucrânia com o papa

SCP

SLBos maços de cigarros do benfica e do sporting voltaram ao mercado e podem ser adquiridos numa banca à porta da capela das aparições
ao lado vendem-se sandes de chouriço e de torresmos (também há vinho) – pré pagamento na caixa do arcebispo de ourém

jesus já está fora do sporting – será substituído pelo papa
fátima continua como pano de fundo
e
o benfica está quase a entrar em campo

d. sebastião
é que
ainda
não

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não percebo nada desta merda… mas vou dizer coisas

hoje vou falar de merdas
vou tentar falar de merdas das quais não entendo – absolutamente nada
e
se não entendo… para quê falar?
pois
porque sim
porque quero
e
porque ontem vi um jogo de futebol sentado à mesa de um tasco com um amigo

ele é do sporting
eu…
nem por isso – melhor, acho que não consigo ser de nenhum clube
“não posso ser de um clube que me aceita como sócio” como diria (mais ou menos assim) o groucho marx

ao ver a “coisa” dei por mim a reflectir (o que parecerá incoerente para quem vê futebol)
mas, depois de enorme esforço, lá consegui – reflectir
e
reflecti tanto
que – até deu – para concluir

vale

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estes dois seres (ditos humanos) estiveram “à frente” do benfica (para quem não sabe o benfica é um clube desportivo – ou melhor: uma empresa desportiva que usa a sigla SAD)
e
estes seres (ditos humanos) tiveram ordem de despejo da tal SAD (foram, como sói dizer-se, à vida)
um foi preso (depois de várias peripécias) a outra, depois de (outras peripécias) foi para o partido que se diz social democrata
e
apesar de tudo – estão de perfeita saúde e em condições económicas invejáveis (tendo em atenção a maioria dos cidadãos portugueses)

ora o sporting
é dirigido por este senhor…

sporting

e
este senhor foi buscar ao benfica este

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e
este, é meio bronco mas… enfim (parece que até sabe de futebol) já saiu. já não está lá. foi-se.
e
este

sporting

é – agora – tudo… um dois em um (ou será um sete em um?)

então disse ao meu amigo:
– esse gajo está a dar cabo do que resta do teu clube
e
ri
apenas ri
e
ele respondeu:
– estás parvo!?
olhei
apenas olhei (para ele)
e
pensei:
– devo ser mesmo parvo. devia ficar calado
e…
mandar a merda do futebol às urtigas

e …………………………. pronto. acabou. isto é – mesmo – uma merda. nunca mais escrevo sobre esta treta.

beba (poema de renato suttana)

vinho

BEBA

Beba o vinho do presente
e ache a porta, ache o caminho:
encontre o modo — excelente —
de ir mais árduo, de ir sozinho.

Beba o álcool de ser agora
o inacessível da Altura,
de ser o instante, ser a hora,
ser o contorno e a figura.

Beba. E esqueça o enfado de ontem
e os monturos do talvez,
que à sua frente despontem,
que não bastam desta vez.

Beba o vinho do presente,
como um dom do esquecimento,
que ocupa o espaço da mente –
e é distância e pó no vento.

(RS – para MAS)

o antes e o depois de uma intervenção estética

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a libia e a siria eram assim:… uma arquitectura repressiva, autoritária, carente dos mais elementares valores democráticos…

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mas… graças a estes valorosos cidadãos protegidos por helicópteros do império (verdadeiro espelho da liberdade e democracia)…

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… a libia e a siria têm hoje uma arquitectura liberta, portadora de uma inigualável  vanguarda estética.

 

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nota: este “post” é dedicado aos nossos amigos – os que se têm destacado na defesa de valores (éticos e estéticos) democráticos…

edições de bicicleta – a abrir 2017

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as edições “bicicleta” – projecto da associação “mandrágora” (cascais 1979) – no novo ano – o que aí vem – anuncia 2 novas edições em preparação

  1. revista “bicicleta” nº 11 que contará com a colaboração de vários autores nacionais e estrangeiros
  2. “poema para word e corretor” livro da autoria de fernando aguiar

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esclarecimento da direcção do teatro da cornucópia

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Luis Miguel Cintra e Cristina Reis, responsáveis pelo Teatro da Cornucópia, divulgaram o esclarecimento que tomamos a liberdade de publicar neste espaço.

____

Perante a lamentável confusão gerada nos órgãos de comunicação social pela inesperada visita do Senhor Presidente da República ao Teatro da Cornucópia, vemo-nos forçados a esclarecer a presente situação.

Ao longo dos muitos anos de dependência financeira do Estado, reivindicada como indispensável, várias vezes afirmámos, em pedidos de subsídio e relatórios, que as verbas concedidas eram insuficientes para o projecto de, ao nosso modo, fazer teatro.

Quando essas mesmas verbas atribuídas para financiamento das estruturas sofreram sucessivos cortes e tendo elas há três anos chegado a um valor visivelmente insuficiente, vimo-nos obrigados a rever escolhas de programação e respectivas formas de produção, de modo a sempre viabilizar os nossos projectos. As co-produções, bem como alguns apoios pontuais como os da CML e dos Amigos da Cornucópia, contribuíram para a sustentabilidade do funcionamento do Teatro da Cornucópia.

Antes do cumprimento do último ano do quadriénio a que estávamos vinculados, considerámos já a possibilidade de o não praticar, por considerar que era já difícil o seu pleno cumprimento. Mas insistimos em continuar. A evidência, porém, da situação limite das nossas possibilidades de assegurar, neste quadro de financiamento, o cumprimento de novos projectos, e tal como dissemos na divulgação do espectáculo apresentado neste último sábado, considerámos como incontornável o fecho da empresa Teatro da Cornucópia.

Tinha já sido esta a decisão, anteriormente, comunicada informalmente ao Secretário de Estado da Cultura e que mais tarde foi a razão da reunião havida no fim de Outubro no Palácio da Ajuda, com a presença de uma representante da CML. Foi então por nós levantada a questão que se prende com a CASA, edifício excepcional que ocupamos e onde sempre trabalhámos. Com tudo que ele contém. Exprimindo um desejo de que pudesse ser aproveitado para fins culturais, não deixando que esse património viesse a constituir somente um valor capaz de colmatar indemnizações aos trabalhadores, a única dívida que a empresa que se extingue não tem porventura capacidade de resolver. Entendemos que de momento a intenção do Ministério é a de assegurar um ano de renda no sentido de se proceder a um inventário rigoroso do património.

Na véspera do passado Sábado, (Recital Apollinaire e lançamento do segundo Livro do Teatro da Cornucópia/Espectáculos 2002-2016 e de um DVD), foi-nos comunicada a visita do Senhor Presidente da República, que, antes do espectáculo, queria inteirar-se da situação. 

Desse momento surgiu um tema que se prende com a questão de um estatuto de excepção para o Teatro da Cornucópia, capaz talvez, de viabilizar a sua continuidade. Surgiu o equívoco de que poderíamos mudar de opinião. O que levou o Senhor Ministro da Cultura, também presente, a admitir que o tivéssemos feito. E parece não se ter restabelecido a única versão correcta que existe, porque infelizmente a dúvida já não se põe: o Teatro da Cornucópia acaba no princípio do ano, na realidade já acabou. Com a mudança do Governo, a situação não se alterou. Disse o Senhor Ministro que o assunto estava a ser acompanhado, estudado. Haverá por isso um próximo encontro com os representantes do Ministério da Cultura.

Não se tratará, portanto, agora de um estatuto de excepção, porque somos provavelmente excepção. A empresa dissolve-se nos próximos dias, dependendo apenas de procedimentos legais que terá de cumprir.

Às pessoas que elegemos para nos governarem e que se dispõem a ouvir-nos, não nos passa pela cabeça mentir. Para com eles, para com todos, mantivemos sempre as mais leais relações. Assim foi, assim será.

Pelo Teatro da Cornucópia,

Luis Miguel Cintra e Cristina Reis

19 de Dezembro de 2016