Privatização do aquífero Guarani, a maior reserva de água do continente, a favor da Coca-Cola ou da Nestlé

Nota: o artigo que se segue, foi elaborado antes da notícia de que Lula da Silva seria preso. o juiz que transporta consigo o nome de moro escreveu: — “Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”

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afinal Lula da Silva é preso porquê?
qual crime – que leva à prisão este homem?
o ter tirado da miséria milhares de cidadãos brasileiros?
o ter-se assumido como candidato à presidência?
haja decoro senhores do golpe!?…

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vai para algum tempo (bastante) certos defensores das políticas de passos coelho, em Portugal, vomitavam pelos blogues nacionais cobras e lagartos sobre a então presidente Dilma (Brasil). e esses blogger portugueses, estavam tão empenhados na queda do governo PT que franquearam portas a reconhecidos defensores da ditadura militar – citando-os, pedindo colaborações e opiniões envinagradas, publicando vídeos que destilassem veneno contra tudo o que lhes parecesse fora da órbita da direita mais conservadora.

entrementes dá-se o golpe encabeçado por políticos corruptos, pastores de igrejas neo-pentecostais, defensores de uma ditadura militar e, sobretudo, por um sujeito sem escrúpulos (acusado de vários crimes de corrupção) que tomou de assalto a presidência e tem agido de forma abjecta naquele país sul americano – enfim, uma “santa aliança”.

o golpe tão festejado pela direita, de um e outro lado do atlântico, deu aso aos mais insólitos acontecimentos…

– assassinatos de pessoas empenhadas na defesa dos direitos humanos;

– perseguições políticas sem fundamento;

– entrada devastadora de uma polícia militar em zonas habitacionais degradadas (donde se destacam mortos e maus tratos à população indefesa);

– perseguições religiosas sobretudo contra religiões afro-brasileiras (mas também contra católicos, judeus e outras  seitas da área do protestantismo) alimentadas por pastores pentecostais com discursos de ódio;

e… já se perfilam candidatos à presidência (com curriculum bem duvidoso). um deles homofóbico, misógino, afirmando-se favorável a um estado dito “cristão” e a uma ditadura militarizada que, como pode ser lido na imprensa brasileira, apresenta para ministro da cultura um actor de filmes pornográficos (o que para a direita, apologista da cristã moral, a dos bons costumes… parece perfeito).

e o tal “presidente” no poder (não pela via eleitoral mas graças a um golpe) resolveu-se, agora, pela

Privatização do aquífero Guarani, a maior reserva de água do continente, a favor da Coca-Cola ou da Nestlé

aquifero-guarani

“A importância estratégica do Aquífero para abastecer as gerações futuras desperta atenção de grupos de diferentes setores em todo o mundo”. (in documento da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos).

e as negociações com a Nestlé e a Coca-Cola, seguem “a passo certo”.

sabe-se que representantes destas multinacionais têm realizado encontros sigilosos com o actual governo com o objectivo de explorar do Aquífero Guarani – ou seja; estão interessados em contratos de concessão com duração superior a 100 anos.

e é também sabido que a primeira conversa sobre este assunto, para além de outros – do interesse da iniciativa privada – estava prevista para o dia em que foi aberto o processo de votação do “impeachment” da presidente Dilma Rousseff. tal coincidência, ou talvez não, foi o principal motivo de adiamento do dito encontro.

em resumo; as duas multinacionais preparam o assalto ao maior reservatório de água potável do continente americano.

o actual “presidente” manda fechar o Hospital do Cancro que apoiava 500 crianças

500 crianças vitimas de cancro ficaram sem tratamento no interior de São Paulo. uma vez que o único hospital especializado da região ficou sem capacidade económica, depois do Ministério da Saúde ter alterado – sem aviso – os critérios para a liberalização de recursos.

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Opinião do PLANTÃO: “O hospital custa R$ 170 milhões por ano. A dívida que Temer perdoou do Santander cobriria os gastos de 2 anos do hospital. A dívida que Temer perdoou do Itaú (R$ 25 bilhões) sustentaria o Hospital do Câncer por mais de 150 anos”.

Acto histórico no Rio de Janeiro – união dos partidos de esquerda contra o fascismo

lula e chico janeiro

“O Ato em Defesa da Democracia, que acontece na noite desta segunda-feira (2) no Circo Voador, Rio de Janeiro (RJ), já é considerado por muitos como “histórico” pelo fato de ter reunido, em um mesmo palco, as mais importantes lideranças da esquerda contemporânea do Brasil, além de nomes da classe artística e da sociedade civil em geral.”  

“O mote do ato é a defesa da democracia e a formação de uma frente suprapartidária contra a escalada fascista no país que tem como exemplos a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), os atentados contra a caravana do ex-presidente Lula pelo Sul do Brasil e o evidente crescimento do discurso de ódio nas ruas e nas redes sociais.”

a segunda parte do golpe passa pela estratégia de impedir que Lula da Silva se candidate à presidência. um deputado de direita afirmou (e não foi preso): — “se ele não for preso, terá de morrer!”

Lula é, de facto, incómodo para os privilegiados. mas a sua voz será – sempre – ouvida mesmo que o queiram calado. e será ouvida não só no no brasil

“Estamos vivendo um delírio que é fruto de uma armação histórica fruto do neo liberalismo”

disse-o Marcia Tiburi, filósofa e escritora

ver mais aqui

ANA HATHERLY – O PRODÍGIO DA EXPERIÊNCIA

Constituída por obras do Arquivo Fernando Aguiar, esta exposição apresenta uma visão abrangente da produção visual de Ana Hatherly,

salientando o percurso experimental da autora.

São 157 obras (inclui uma da coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e outra do Museu Municipal Santos Rocha)

organizadas em dois espaços:

Galeria Municipal de Arte de Almada

Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea

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GALERIA MUNICIPAL DE ARTE DE ALMADA
Avenida Nuno Álvares Pereira, 74-A
Almada

8 março > 12 maio

estaremos em EDITA-2018

edita-2018

vai para muito tempo, desde que decidimos participar em “Edita”. vinte e quantos anos?… ajudem, perdemos-nos no tempo

e o programa deste ano, é este:

O “40º Festival Iberoamericano de la Edición, la Poesía y las Artes”, inclui – este ano:…  — 1 mesa redonda,  — 35 comunicações, — 63 recitais, — 11 performances, — 7 micro-concertos e — 4 exposições. Contaremos com presenças do México, Colombia, Argentina, Puerto Rico, Brasil e Portugal, 150 participantes e a mesma paixão, a criação de plataformas y canais independentes para a difusão da arte de vanguarda e a edição alternativa.

QUARTA-FEIRA 2 DE MAIO – Huelva

18.00h – Sala de Grados de la Facultad de Humanidades
Campus del Carmen de la Universidad de Huelva

Mesa redonda: La edición independiente en Huelva
* Rafa Pérez de Editorial Niebla
* Santiago Aguaded de Revista Iberis
* Francisca Alfonso y Javier López de El Libro Feroz Ediciones
* Manuel Vicente de Revista Cal
* Uberto Stabile de Revista Alameda 39

21.00h – Bar 1900 c/ Garci Fernández, nº 8 Huelva
Recitales poéticos
* Santiago Aguaded (Huelva)
* Mary Zurbano (Alava)
* José Blanco (Bizkaia)
* Jesús Romero Salas (Huelva)
* Pepa Virella (Huelva)
* Francisca Alfonso (Huelva)
* Mª Luisa Domínguez Borrallo (Huleva)

QUINTA-FEIRA 3 DE MAIO Punta Umbría

18:00h. – Teatro del Mar 
Acto Inaugural

18:30h. a 19:30h. – Teatro del Mar Comunicações:

* Rafa Pérez de Editorial Niebla (Huelva)
* Lucas González (Huelva)
La poesía experimental en comunidades terapeúticas
* Manuel Vicente y Joao Miguel Pereira de Revista Cal 
(Huelva & Portugal) Cal, una revista transfronteriza
* Erika Martínez y Ana Gallego (Granada)
A pulmón, o sobre como editar de forma independiente en español

20.00h. a 21.00h. Teatro del Mar
Recitais poéticos:

* Carmen Ramos (Huelva)
* Julio Moya (Huelva)
* Joao Miguel Pereira (Portugal)
* Manuel Moya (Huelva)
* Lucila Canessa (Mallorca)
* Ritxi Poo (Bizkaia)
* Ernesto Frattarola (Barcelona)
* Joao Rafael Dionisio (Portugal)
* Mar Domínguez (Huelva)
* Manuel Vicente Rodríguez (Huelva)

23.30h a 01.00h Restaurante Océano Paseo del Mar 27
Recitales, microconciertos y performances

* Isabel Huete (Toledo)
* Carmen Iglesia (Madrid)
* Mary Zurbano (Alava) De ceniza y musgo (performance)
* Teresa Ramos (Pamplona) Banclaes de perfume
* Arantxa Mendizabal (Pamplona)
* Inma Berlins (Girona) Con cierto Fon ético (microconcierto)
* Vicente Rodríguez (Cáceres) Crisis
* Víctor Jiménez (Cáceres) Caminos
* Amaia Barrena (Bikaia) Cafeína para insomnios promiscuos
* Carmen Herrera (Ceuta) Fronteras
* Sandra March (Lleida) Que nos zurzan (performance)
* Pablo Müller (Bizkaia) Las tareas extraordinarias
* La Mirada Indiscreta Teatro (Colombia) Con el dedo en la llaga (performance)

SEXTA-FEIRA 4 DE MAIO Punta Umbría

10:30h a 12.00h Teatro del Mar 
Comunicações:

* Roberto Equisoain de 1+1= 11 (Berlín)
Cada semana un libro. ¿Un libro?
* Mariana González (Puerto Rico)
La odisea del corrector autónomo: aceptar o no aceptar el proyecto
* Amaia Barrena (Bizkaia) Para ahorrar laberintos
* Iván Vergara de Placa (México / Sevilla)
Doce años creando puentes culturales entre naciones
* Alumnos de 2º Grado de Grado de Superior en Arte Textil
de Escuela de Arte de Granada (Granada) Cronopios y Famas

12.30h a 14.00h Teatro del Mar 
Comunicações:

* Eloisa Galindo y Carmen Herrera de Fundación María Fulmen (Sevilla) Creación de la Editorial María Fulmen
* Jaio de la Puerta de A Fortiori Editorial (Bizkaia) Los libros de papel y
la tecnología: si no puedes vencer al ‘enemigo’ únete a él
* Ximena Hidalgo de Bandera Nómada (Granada)
Revista ensamblada de Arte Textil, “Orígen”
* Carmen Fernández (Badajoz) Historias dentro de una caja
* Víctor Jiménez y Vicente Rodríguez de Letras Cascabeleras (Cáceres)
Oeste

17.30h a 19.00h. Teatro del Mar 
Comunicações

* José Blanco (Bizkaia) Órganos vitales afectados
* Angel Sanz de La Compañía (Granada) Productor naturales
* Juanje Sanz de L.U.P.I. (Bizkaia) Seguir editando
* Manuel Almeida e Sousa y Bruno Vilao de Mandrágora (Portugal) 
Ediçoes Bicicleta un proyecto de Mándrágora (1979-2018)
* Paco Ramos de Versalados (Cádiz) Presentación de Versalados

19.30h a 21.00h Teatro del Mar 
Recitais, micro-concertos e performances

* Itziar Rekalde (Alava) Aproximación al paraíso3 : el sueño americano (performance)
* Nazaret Batista Ramírez (Cádiz) Pájaros y balas
* Isabel Martín (Huelva)
* Erika Martínez (Granada)
* Gema Estudillo (Cádiz) Complementos circunstanciales
* Claudia Stanelloni (Granada) Nómada, pero con huella (performance)
* Herederas de Salem (Sevilla) Aurora Revolver, María del Campo,
Cynthia Uceda, Lucis Tasin y Alejandra Torrero
* Carla Badillo (Ecuador) y Nuno Acosta (Portugal) Metamorphosis (microconcierto)

23.30h a 01.00h. Restaurante Océano Paseo del Mar 27
Recitais, micro-concertos e performances:
* Jon Andoni Goikoetxea “Goiko” (Barakaldo) y Roberto Mezquita (Madrid) Pomporerás y Palmalitóyas o el increíble combate entre la poesía tradicional
y la poesía experimental (performance)
* Mario Rodríguez (Huelva) Inventario y Remanso de guerra
* Francisco Cumpián (Málaga)
* Javier Seco de Luz y CIA (Granada) Supermonkeys News (performance)
* Carlos Martínez Rentería (México)
* Ferrán Fernández (Málaga/Girona)
* María Carvajal (Cáceres)
* Tirso Priscilo Vallecillos y Jesús Albarrán (Sevilla)
Cartografía urbana del deseo (performance/microconcierto)
* Maribel Baliños (Sevilla)
* Koke Vega (Badajóz) Nosotros somos el Apocalipsis (performance)
* Mar Herrera (Sevilla)
* Victoria Moreno (Sevilla)
* La Mirada Indiscreta Teatro (Colombia) Aquelarre en Clave de Luna (microncierto)

SÁBADO 5 DE MAIO Punta Umbría

10:00h a 12:00h – Teatro del Mar 
Comunicações:


* Javier González y Clemen Esteban de Juglar Ediciones (Toldeo)
* Lidia López Miguel y Gracicela Zárate de Lastura Ediciones (Madrid)
* Manel Acosta del Spontig Club de les Lletres (Valencia)
* Santiago Aguaded de Revista Iberis (Huleva)
* Pedro J. Martín Pedrós y Ana García Briones de Corona del Sur
(Huelva & Jaén) Violines sin música

12.30h a 14.00h. Teatro del Mar
Comunicações:
* Antonio Huerga Fierro y Paco Ramos de Huerga & Fierro Editorial (Madrid) Breves apuntes sobre el arte de mantener el equilibrio
* Francisca Alfonso y Javier López de El Libro Feroz (Huelva)
* Eva Contreras y Antonio del Clos de El blanco de tus ojos (Madrid)
Dos en la Ciudad
* Carlos Martínez Rentería y Alejandra Sánchez de Revista Generación (México) Poetas del asfalto, antología
* Brenda Rodríguez de Enjambre Literario (Madrid/México) EnjambreLiterario, narrativa de mujeres de iberomérica

17.30h a 19.00h. Teatro del Mar
Comunicações:
* Pere Sousa de Merz.Mail (Barcelona) 59845
* Koke Vega de La Bolsa (Badajóz)¿Qué hay en LABOLSA?
* Gema Estudillo y Uberto Stabile de Alameda 39 (Cádiz/Huelva)
Presentación de Las Hojas del Baobab y la revista de poesía Alameda 39
* Antonio Orihuela de Voces del Extremo (Huelva)
Fariña Poética: corrupción e indiscreciones de la vida poética en España…
* In_Tento Trío (Portugal) 3 poemas musicados (microconcierto)

19.30h a 21.00h Teatro del Mar 
Homenaje a BAILE DEL SOL

* Inma Luna (Madrid)
* Antonio Orihuela (Huelva)
* Eladio Orta (Huelva)
* Eva Vaz (Huelva)
* José Blanco (Bizkaia)
* Uberto Stabile (Valencia)
* Angel Calle (Badajoz)
* Rafael Delgado (Huelva)
* Manuel Moya (Huelva)
* Eloisa Alba (Málaga)

Recitais e performances:

* Tarha Sarmiento (Granada) La jaula del corazón (performance)
* Jon Andonio Goikoetxea “Goiko” (Bizkaia) Me tiemblan las manos
* Eladio Méndez (Mérdia) performance

23:30h. – Restaurante Océano Paseo del Mar 27
Recitais, micro-concertos e performances:
* Luis Miguel Madrid (Madrid) Mosca tres
* María Lúcia Dal Farra (Brasil) La voz callada
* José Luis Piquero (Asturias)
* Bárbara Grande (Huelva)
* Manuel Almeida e Sousa y Bruno Vilão (Portugal)
* Flores Irene (Sevilla)
* Iván Vergara (México)
* Rocío Hernández (Sevilla)
* Noctiluca (Sevilla) La que brilla en la noche:
Pepi Bobis, Rosacruz Trigo, Juan Cuevas, Iván Onia,
Gracia Iglesias, Lorenzo Ortega y Lola Crespo
* Purple Snake Blues (Sevilla) Páginas púrpuras para un blues (micorconcierto) Lola Crespo, Fau Trujillo & Juanma Meléndez

SALA DE EXPOSICIONES TEATRO DEL MAR

* Alumnos de 2º Grado de Grado de Superior en Arte Textil Escuela de Arte de Granada Tapices
* Antonio Gómez (Badajoz) Bajo Impresión
* A. C. Completamente Viernes (Huelva) Haikús para un árbol
* Lucas González (Huelva) Horario de apertura
* José Luis Domínguez Navarro de El Libro Feróz (Huelva) Mentideros

1 % para a cultura

1%

 

APELO PELA CULTURA – PROTESTOS – 6 de ABRIL – 18h
– Lisboa, Rossio (Praça D Pedro IV)
– Porto, Praça Carlos Alberto
– Coimbra, junto à Direcção Regional de Cultura do Centro
– Funchal, Balcão Cristal – Rua de Santa Maria
– Beja, Praça da República
– Ponta Delgada, 17h00, frente ao Teatro Micaelense

Encontros preparatórios – 3 de Abril
– Lisboa, 18h, CENA-STE (Rua D.Luís I, 20-F)
– Porto, 18h, espaço Agente a Norte (Rua D.João IV,1000)
– Coimbra, 21h30, SPRC, Praça da República
– Beja, 15h na Casa da Cultura de Beja


Já chega! O momento actual das Artes e da Cultura precisa de acção, união e solidariedade.

 

Os resultados conhecidos dos concursos para apoios às artes revelaram mais um novo episódio do descalabro da política cultural das últimas décadas e colocam em causa o desenvolvimento sustentado do país e da própria democracia.

Levanta-se uma onda de indignação em todas as áreas da Cultura. É preciso dar uma resposta!

Durante a discussão do novo modelo de apoio às Artes, fizemos uma previsão das consequências negativas que daí adviriam. É urgente a valorização do trabalho artístico e cultural com o financiamento adequado. Sem isso não há justiça, não há apoios relevantes, não há descentralização, não há democracia.

Os apoios às artes são uma responsabilidade do Estado e permitem que a atividade artística neles encontre a estabilidade e que com eles se promova o trabalho continuado. Ano após ano, cada vez mais estruturas são excluídas desses apoios, há regiões do país onde a tão famosa descentralização não chega, a liberdade e diversidade artísticas empobrecem e tantos e tantos projetos ficam por realizar, aumentando o desemprego e a precariedade.

É preciso agir, protestar, reivindicar, espernear, gritar e tudo o mais que seja necessário para reivindicar o que é justo e necessário. É preciso incomodar.

Exigimos:
1) Reposição da dotação orçamental do Programa de Apoio Sustentado às Artes para os valores de 2009, indexados à inflação, corrigindo-se o impacto negativo dos concursos em curso;

2) Combate à precariedade na actividade artística e estabilidade do sector;

3) Definição de uma Política Cultural, revendo-se o Modelo de Apoio às Artes e respectivos instrumentos de financiamento;

4) Compromisso com o patamar mínimo de 1% do OE para a Cultura, já em 2019.

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CENA-STE
REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
PLATEIA Profissionais Artes Cénicas
MANIFESTO em defesa da Cultura
PERFORMART

o teatro pode salvar humanidade da tirania dos algoritmos

forgotten decay Cinema

 

Mensagem do Dia Mundial

A mensagem deste ano – dia mundial do teatro – é da autoria da dramaturga mexicana Sabina Berman. “Berman  faz parte do grupo de cinco actores, encenadores e dramaturgos, escolhidos pelo Instituto Internacional do Teatro (IIT), criado há 70 anos, para escreverem a mensagem de 2018 do Dia Internacional do Teatro e que se assinala a 27 de março”.

 

As Américas

por Sabina Berman, México Escritora, dramaturga, jornalista

Podemos imaginar. 

A tribo caça pássaros lançando pequenas pedras ao ar, quando um gigantesco mamute surge em cena e RUGE – e, ao mesmo tempo um pequeno humano RUGE como o mamute. Todos fogem de imediato… 

Esse rugido de mamute proferido por uma mulher humana – quero imaginá-la mulher – é a origem, o que nos torna a espécie que somos. Uma espécie capaz de imitar o que não somos. Uma espécie capaz de representar o Outro. 

Saltemos dez anos, ou cem, ou mil. A tribo aprendeu a imitar os outros seres e representa no fundo da caverna, na luz trêmula de uma fogueira, quatro homens são o mamute, três mulheres são o rio, homens e mulheres são pássaros, chimpanzés, árvores e nuvens: a tribo representa a caçada da manhã, capturando o passado com seu dom para o teatro. Mais surpreendente: desta forma a tribo inventa possíveis futuros, ensaia possíveis maneiras de vencer o inimigo da tribo, o mamute. 

Rugidos, assobios, murmúrios – a onomatopéia desse primeiro teatro – tornar-se-ão linguagem verbal. A linguagem falada tornar-se-à linguagem escrita. Seguindo esse caminho, o teatro se tornar-se-à rito e, mais tarde, cinema. E na semente de cada uma destas formas, continuará presente o teatro. A forma mais simples de representação. A única forma viva de representação. O teatro, que quanto mais simples é, mais intimo nos conecta com a mais maravilhosa habilidade humana, a de representar o Outro. 

Hoje, em todos os teatros do mundo, celebramos essa gloriosa habilidade humana de fazer teatro. De representar e assim, capturar o nosso passado para melhor o entender – ou inventar possíveis futuros, que podem trazer mais liberdade e felicidade à tribo. 

Eu falo, claro, das peças que realmente importam e transcendem o entretenimento. As peças que importam, hoje são propostas – da mesma forma que as mais antigas: derrotar os inimigos contemporâneos da felicidade da tribo, graças à capacidade de representar. 

Quais são os mamutes a serem vencidos hoje no teatro da tribo humana? 

Digo que o maior mamute de todos é a alienação dos corações humanos. A perda da nossa capacidade de sentir com os Outros: sentir compaixão. E nossa incapacidade de estar com o Outro não-humano: a Natureza. 

Que paradoxo. Hoje, nas margens finais do Humanismo – da era do Antropoceno – da era em que os seres humanos são a força natural que mais se transformou e mais transformou o planeta – a missão do teatro é inversa à que reuniu a tribo originalmente para fazer o teatro no fundo da caverna: hoje, devemos resgatar nossa conexão com o mundo natural. 

Mais do que a literatura, mais do que o cinema, o teatro – que exige a presença de seres humanos diante de outros seres humanos – é maravilhosamente adequado à tarefa de nos salvar de nos tornarmos simples algoritmos. Abstrações puras. 

Deixem-nos remover do teatro tudo o que é supérfluo. Deixem-nos desnudá-lo. Porque quanto mais simples é o teatro, mais fácil é lembrarmo-nos do único facto inegável: nós somos, enquanto estamos no tempo; que somos e enquanto somos carne e osso e corações batendo em nosso peito; que somos o aqui e agora, apenas.

 

Viva o teatro. A arte mais antiga. A arte mais presente. A arte mais maravilhosa. 

Viva o teatro. 

 

Sangue de Nuvens de Manuel Neto dos Santos

O livro do nosso colaborador Manuel Neto dos Santos será apresentado na Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António.

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“Em Sangue de Nuvens descobrimos Manuel Neto dos Santos (MNS), o homem por detrás do acto da escrita, o ser que alimenta o poeta que escreve na epiderme das suas memórias, os lugares e momentos que esculpiram o escritor e, com maior profundidade, na derme, o seu imaginário pessoal, os recantos mais sombrios desvelando a sua plena condição humana…”

“… A safra poética de Manuel Neto dos Santos é a perfeita simbiose entre a súmula da poesia do seu tempo e o murmúrio de levantino lirismo da brisa arábico-andaluza: «deambulo sob um céu por um remontíssimo país não vivido nem real; e ouço as azuladas cantigas quando, a sós, me debruço para apanhar as rosas que me trazem a tua memória. Amo- te agora muito mais, meu país ao Sul da minha terra; Portugal». Uma vez mais com o mar como espelho reflector do caleidoscópio emocional, cuja intemporalidade nos perfilha no simples acto de contemplar. A divisa notável de um dos maiores poetas ao Sul. A poesia de Manuel Neto dos Santos tem raízes bem demarcadas, mas não pode ter, é imperativo que não tenha, a geografia da sua ressonância definida. Em boa hora alastrou o perfume da sua poesia por terras do Andévalo. Ganha a língua portuguesa um magnífico embaixador na pátria de Cervantes e convoca Espanha numa voz poética de rara profundidade e excepcionalidade. “

Com prefácio e tradução do poeta João Miguel Pereira; a obra poética surgida do convite por parte do poeta José Luís Rua Nacher, publicada pela editorial Wanceulen, de Sevilha, na colecção de Ayamonte de Livros de Estraperlo; uma aventura poética do Grupo de poetas do Guadiana espanhol.

Lançamento oficial dia 20 de Abril na Biblioteca Municipal de V.Real de Sto António