obras de Victor Belém doadas a Cascais no Centro Cultural de Cascais

Na passada sexta-feira estive na inauguração da mostra do Victor Belém para recordar a sua pintura, vídeo, instalações e fotoficções exibidas no Centro Cultural de Cascais (CCC) – a exposição estará patente de 30 de junho a 2 de setembro.
Consta o espólio que Victor doou a Cascais.

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Pode ler-se: “Victor Belém marcou a produção artística de meados do século XX ao princípio do século XXI, distinguindo-se pela sua irreverência e visão futurista: são 50 anos de criação artística que definem um percurso com muitas facetas mas intelectualmente coerente.
Entre pintura, instalação, vídeo e fotografia encenada, descrita pelo artista como fotoficção, Victor Belém criou uma expressividade própria no seu trabalho com recurso às formas, às cores, às texturas, desenvolvendo experiências em diversas escalas e com diferentes materiais.
O artista está representado em várias coleções particulares, entidades e museus em Portugal e no estrangeiro”.

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EM MEMÓRIA DE VICTOR BELÉM

No início de 2015, a cultura portuguesa perdeu um dos mais importantes e irreverentes criadores das artes plásticas da segunda metade do século XX. Nasceu, em Cascais em 1938. E aqui veio a morrer no início de 2015. Tinha 76 anos. Victor Belém doou grande parte da sua obra à Câmara Municipal que, na pessoa do seu Presidente, Carlos Carreiras, lhe presta homenagem pública, no próximo dia 30 de Outubro, com a assinatura do Contrato de Doação, às 21h00, à qual se seguirá o testemunho de amigos e admiradores.

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«PARA OS MEUS AMIGOS»

Quando eu era criança, as estórias que me contavam eram reais e verdadeiras. E quanto mais fantásticas e maravilhosas, mais naturais me pareciam. Era no tempo em que os animais falavam, as fadas e os génios viviam em toda a parte e tinham o poder mágico de tudo tornar possível, e, poder não menos importante, feliz. Não é que não houvesse bruxas e génios maus, mas parecia que existiam apenas para pôr à prova a lindíssima chuva de estrelas que a fada desenhava no ar com a sua inseparável varinha.
E o mundo todo, animado por tão extraordinários seres, transformava-se segundo os meus desejos, de maravilha em maravilha, eu próprio já mago, duende e génio.
Desnecessário será perguntar a uma criança se gosta de estar viva…
Entretanto, muitos séculos se passaram. O tempo que os homens levaram a tomar consciência de que o caminho de cada um é pessoal e intransmissível, e, qual estória fantástica, não lhe conhecem o fim.
Suponho que seja a criança que teima misteriosamente em não nos abandonar que me faz continuar a amar a vida. E se a escutar bem (tarefa essa difícil) talvez também passe a amar a morte.
Victor Belém

In Victor Belém 50 anos de arte, 1958-2008

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