o circo eleiçoeiro

marcelo joga elogios, à sorte, sobre os seus opositores – talvez para que as águas se não tornem agitadas e possa navegar calmamente nesta medíocre campanha.
com nóvoa isso não aconteceu. antónio nóvoa confrontou-o.

debate

há muito que desisti das “políticas” – não da política.
não acredito, de facto, nestes “circos eleiçoeiros” – como diria eduardo galeano: “se o voto mudasse alguma coisa, seria proibido”. 
todavia entrei na tenda do circo nas últimas legislativas…
e entrei, tão só, pelo facto de que o governo que recentemente caiu (felizmente) me causava alergia. muita.
é bem possível que embarque na “coisa”, também e agora, nas presidenciais.
ainda não sei.
logo se verá.

tenho, no entanto, acompanhado esta campanha miserabilista onde alguns dos muitos candidatos têm exposto (com pompa) o vazio das ideias que transportam consigo. esta campanha tem sido, nas tv’s, pautada pela ausência de ideias (opinião minha, claro).
vai para 48 horas ouvi um cavalheiro a intitular-se general e a apelidar o outro de soldado raso… a dizer que faz uma campanha com orçamento mínimo e os outros esbanjam dinheiro – é evidente(?).
pois… mas não. na realidade a sua (a dele) campanha dura uma vida à custa de uma comunicação social que o tem transportado ao colo, que não se cansa de o elogiar e afirmar (ao povinho) que é o melhor e mais capaz de todos.

de entre o muito ruído que se lê ou ouve elogiando o “professor” fui confrontado com um texto, com o qual estou de acordo, publicado no “ionline” e que abria assim: “Estalou o verniz. Mesmo na reta final dos debates, o tom subiu e muito entre Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa. Marcelo perdeu a pose de quem elogia e concorda com o adversário e Nóvoa foi bem preparado para o debate, com citações do antigo comentador que o fizeram cair por várias vezes em contradição.”

este sim, foi (+ ou -) o debate que vi. não vi, em nenhum momento, o debate que alguns “opinautas” de serviço viram ou pretenderam (talvez a pedido) que víssemos…
o debate que vi na SIC foi um debate onde o candidato de direita conseguiu ser mui pouco educado e portador de uma cultura democrática algo duvidosa quando em confronto com o seu opositor.
não. não vi, repito, o que alguns disseram nos chamados media…
facto é que o tal marcelo (professor) não tem ideias. limita-se, isso sim, a concordar com todos, a gesticular e a balançar a cabeça para um e outro lado.
marcelo joga elogios, à sorte, sobre os seus opositores – talvez para que as águas se não tornem agitadas e possa navegar calmamente nesta medíocre campanha.
com nóvoa isso não aconteceu. antónio nóvoa confrontou-o.
então… o afilhado da ditadura deu a face. e, foi forçado a mostrar como navega (à vontade e como poucos) nos mares da contradição.
é.
foi, como sói dizer-se, às “cordas”.
sim. várias vezes.
e fugiu – muito e em muitas ocasiões – ao fundamental…
isso. jogou com respostas evasivas e com pouco nível.
precisamente.
a enguia, desta vez, não se conseguiu escapar. então…
optou pelo golpe baixo.

MAS

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