uma lição…

lagarte, merkel, hollande e demais elementos do bando neoliberal põem em causa um acto democrático (referendo) na grécia… todavia ainda não se pronunciaram sobre o referendo que a inglaterra fará em julho de 2016 cujo objectivo será a saída da u.e..
lagarte, merkel, holllande e demais elementos do bando neoliberal põem em causa a democraticidade do syriza – é um partido radical, dizem… todavia ainda não se pronunciaram sobre o governo húngaro – aquele que quer um muro de quilómetros para evitar «democraticamente» a entrada de emigrantes – claro… o nazi/fascismo é a sua praia.

notinha só para recordar…: «alexis tsipras é um novo fidel castro e a grécia… uma nova cuba» disse-o em tempos o grande campeão da democracia, o deputado neoliberal tuga paulo rangel (no programa «Prova dos 9» da TVI24) – consta que a merkel se terá excitado (quase à beira do orgasmo) ao tomar conhecimento destas sábias palavras.

Varoufakis: “Credibilidade do Eurogrupo ficou hoje comprometida”

varoufakis2Da conferência de imprensa do ministro das finanças grego no fim da reunião do Eurogrupo que recusou o prolongamento do actual acordo por duas semanas, de forma a que os gregos possam votar sem constrangimentos no referendo de 5 de julho.

“A recusa do Eurogrupo em prolongar por duas semanas o atual acordo, para que o povo grego possa votar sobre a proposta – especialmente tendo em conta a alta probabilidade dos gregos poderem não aceitar o nosso ponto de vista e votarem Sim ao acordo – irá comprometer a credibilidade do Eurogrupo enquanto união democrática entre parceiros”, declarou Varoufakis.

Varoufakis comentou as palavras do líder do Eurogrupo, afirmando que o acordo de financiamento acaba no fim de junho e responsabilizando a Grécia por uma suposta rotura das negociações. “Até parece que Djessembloem ficaria feliz se assinássemos uma proposta em que não acreditamos se não tivéssemos o veredito do povo grego, mas se o tivermos já há problema. Se o povo grego quiser assinar o acordo, assinaremos, nem que isso leve a remodelações no governo ou outra reconfiguração ao nível do governo”, prometeu o ministro.

“Fomos eleitos com 36% dos votos e para uma decisão destas consideramos que 50% + 1 é o mínimo necessário”
“Expliquei aos nossos parceiros as três razões porque não pudemos aceitar a proposta das instituições de há dois dias: as ações recomendadas tinham efeito recessivo e eram redistributivas, mas no sentido em que transferiam os sacrifícios daqueles que podiam e deviam suportá-los para os que não podiam nem deviam; a proposta de financiamento dos cincos meses de extensão do acordo era tecnicamente inadequada e os números não batiam certo; e, mais importante, o que nos propuseram não continha nenhum plano para dar confiança a investidores, consumidores e depositantes que o próximo período de cinco meses seria um período de recuperação e superação da crise”, resumiu Varoufakis.

“Explicámos que não tínhamos um mandato para assinar uma proposta insustentável e inviável nem para rejeitar a proposta sem consultarmos o povo grego, que terá de ser o juíz final da aceitação, ou não, dessa proposta. Expliquei que fomos eleitos com 36% dos votos e para uma decisão destas consideramos que 50% + 1 é o mínimo necessário”, prosseguiu o ministro.

Varoufakis disse que ainda há alguns dias para melhorar a proposta dos credores “para maximizar a hipótese de acordo”, de forma a que o governo possa recomendar ao voto Sim.

Respondendo aos que dizem que este referendo é sobre o euro, Varoufakis explicou que “não há nenhuma regulamentação que preveja a saída de um país do euro, ao contrário da saída da União Europeia, que está no Tratado de Lisboa. Por isso, quem deseja que façamos esse referendo terá de mudar primeiro as regras da UE”.

Tsipras: “A dignidade do nosso povo não é um jogo”

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Por 178 votos contra 120, o parlamento grego aprovou o referendo de 5 de julho às propostas dos credores, que Alexis Tsipras considerou um atentado à dignidade do povo grego. Para o primeiro-ministro, se o ’Não’ sair vencedor, isso não significará a vontade da Grécia romper com a Europa ou o euro, mas sim “pôr fim à extorsão e à coerção, práticas que se tornaram comuns na Europa”. E sobretudo servirá para reforçar o poder negocial de Atenas, sublinhou.

Com os votos do Syriza, Gregos Indepedentes e Aurora Dourada, e a oposição de Nova Democracia, KKE, Potami e PASOK, o referendo às propostas dos credores foi aprovado, após aceso e prolongado debate no parlamento da Grécia.

Num discurso em que convocou os exemplos de Konrad Adenauer, Willy Brandt, Enrico Berlinguer e Altiero Spinelli, por oposição aos dos atuais líderes das instituições europeias, Alexis Tsipras disse que este sábado ficará marcado na História “como o dia em que foi recusado o direito a um país soberano a decidir democraticamente o seu futuro”. O primeiro-ministro grego diz que há quem queira tomar decisões à margem das regras e regulamentos da União Europeia, referindo-se à exclusão da Grécia de uma reunião de ministros das Finanças após a reunião do Eurogrupo.

“Não precisamos de pedir autorização ao sr. Schäuble ou ao sr. Dijsselbloem para que a voz do povo grego seja ouvida”, prosseguiu Tsipras, lembrando que ninguém pôs entraves à França para referendar a Constituição Europeia.

“A dignidade do nosso povo não é um jogo”
“Há quem julgue que o que passa na Grécia é um jogo. Mas a dignidade do nosso povo não é um jogo. 1.5 milhões de desempregados não são um jogo. 3 milhões a viver na pobreza não são um jogo. Esses jogos acabaram a 25 de janeiro”, afirmou Tsipras.

O primeiro-ministro denunciou ainda a propaganda do medo que começou após o anúncio do referendo e que se deve intensificar ainda mais até ao próximo domingo. “Só que às vezes essa campanha produz o efeito contrário”, avisou.

Tsipras descreveu ainda o empenho mostrado pelo governo nas negociações dos últimos meses, no sentido de aproximar posições, e diz ter sido confrontado pelas instituições – nomeadamente o FMI – para retirar as propostas de taxação dos mais ricos, manter o salário mínimo e abandonar as conquistas europeias nas leis laborais, como a negociação coletiva. E concluiu que a última proposta dos credores “não tinha por objetivo chegar a um acordo, mas sim a entrega da nossa dignidade política”.

“Com o apoio do nosso povo iremos rejeitar o ultimato que nos apresentaram e que é uma afronta às tradições democráticas na Europa”, acrescentou Tsipras, garantindo que só uma vitória clara do ‘Não’ poderá permitir o reforço do poder negocial da Grécia face aos credores. “Estaremos a dar a mensagem de que a Grécia não se rende”, sublinhou.

fonte: aqui

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