mitos urbanos e outras tretas

o josé era (foi em tempos) comunista, depois (ao que parece) socialista (dos ditos moderados – aqueles que transportam a rosa – na mão) agora… gosta muito, mas muito, mesmo muito… dos liberais que não são neoliberais * (diz ele que neoliberais é coisa que não consta no seu dicionário politico)…

o rogério era (foi em tempos) anarquista com um pé dentro e outro fora. o de fora pisava também o socialismo (democrático). agora… gosta muito, mas muito, mesmo muito… dos liberais que não são neoliberais (diz ele que neoliberais é coisa que não consta no seu dicionário politico)…

claro.

ora o josé e o rogério evoluíram imenso nos últimos anos e abandonaram o pensamento retrógrado de um marx (não confundir com grouxo marx) ou de um bakunine e, embarcaram decididamente no comboio do grande estadista que, recentemente, nos disse:

“Há uns quantos mitos urbanos, um deles é que eu incentivei os jovens a emigrar. Eu desafio qualquer um a recordar alguma intervenção ou escrito que eu tenha tido nesse sentido.”

claro que o tal estadista merecedor da admiração do josé e do rogério, segundo o pasquim que é useiro na divulgação de mitos – mesmo os urbanos, terá apenas dito:

“Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma, ou consegue, nessa área, fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa.”

assim sendo, poderemos concluir que sua excelência está – de facto – a ser vítima de um mito urbano.

um mito urbano absolutamente incompreensível.

e mais grave; um mito que põe em causa a seriedade de uma figura tida por todos de nobre e, claro, acima de qualquer suspeita. prova disso (da suspeita em causa) foi o seu acto corajoso ao tecer um elogio – sem precedentes – a um ex-governante e ex-responsável de um empreendimento bancário exemplar neste país (um tal BPN).

outra prova de que se trata de um mito urbano, é o facto de um outro extraordinário governante – por acaso intimo amigo de sua excelência – ter dito:

“Quem entende que tem condições para encontrar [emprego] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, é extraordinariamente positivo. Também nesta matéria é importante que se tenha uma visão cosmopolita do mundo.”

óbvio será que o josé e o rogério se vão servir desta nossa argumentação para enaltecer (ainda mais) a figura ímpar do grande estadista que a pátria se orgulhará – nos séculos vindouros – ter parido.

era objectivo nosso abordar outras coisas. escrevinhar algumas considerações sobre outras realidades do nosso quotidiano…

mas não. optámos por divulgar este vídeo e… está dito

nota: * ler —> aqui

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