das aventuras do neoliberalismo

depois da velha francesa (aquela que após ocupar a pasta das finanças do anterior governo francês foi promovida a chefe do famigerado fmi ter dito que os velhos são um problema para a “nossa” economia) vem uma gorda (ministra da saúde da lituânia) dizer mais coisas interessantes: « L’euthanasie peut être un bon choix pour les pauvres, qui en raison de leur pauvreté n’ont pas accès à l’aide médicale », telle est la « solution » du problème des patients démunis proposée par le nouveau Ministre de la Santé de Lituanie Rimante Šalaševičiūtė, entrée en fonctions début juin. Elle a immédiatement engagé une discussion sur la légalisation de l’euthanasie en Lituanie, et a déclaré dans une interview que la Lituanie n’étant pas un Etat social, les soins palliatifs n’étaient pas accessibles à tous. C’est pourquoi l’euthanasie peut être un bon choix pour des gens qui « ne veulent pas infliger à leurs proches le spectacle de leurs souffrances ».

sacado daqui

gorda

o nazismo com a máscara “democrática” está aí e tem nome: neoliberalismo

“Os neoliberais são estruturalmente idênticos aos nazis: o culto dos fortes. Os nazis acham que devem dar um empurrãozinho legal aos fortes para que estes eliminem os fracos enquanto os neoliberais acham que basta o empurrão das leis da selva/do mercado para que os fracos sejam suprimidos.

(…)

Os neoliberais, aliás odeiam particularmente o termo “neoliberalismo” que lhes descobre as sua verdadeiras intenções social-darwinistas (tal e qual como as dos nazis).

(…)

Nacionalistas, fascistas, nazis e neoliberais cultivam todos a mesma obcessão pela força. É esse o seu cimento ideológico.”

in: “anti provinciano”

recordemos as palavras da poetisa natália correia

natalia-correia

«A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista. A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará

os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!

Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente.

Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica. Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos  neste reaccionário  centrão.

Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores? As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se

observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir.»

Natália Correia 

in: “O Botequim da Liberdade”, de Fernando Dacosta.

 
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One thought on “das aventuras do neoliberalismo

  1. Nada de novo. Nada de surpreendente. Afinal de contas essa “senhora” quem é? Qual o seu passado?
    Educada num país de regime único (autoritário portanto) só pode ser o que é. Só pode dizer o que disse.
    Os fascismos (de esquerda ou direita) são o aviário de outras formas de autoritarismo onde a solidariedade e os princípios básicos da fraternidade estão sempre ausentes. O poder é dos “fortes” e os fracos serão eliminados.
    O fascismo vermelho e o outro, o negro, não toleram oposições. Os que se atrevem a opor são eliminados.
    Essa “senhora”, tal como a outra, a da Alemanha, são isso mesmo: “vermelhas recicladas”.
    Vermelhos e negros reciclados é o que não falta por essa Europa fora. E aqui, neste cantinho, não faltam belos exemplares – desde políticos de “primeira linha” a fabricantes de opinião.
    A Europa Solidária e Humanista é uma grande treta…! A nova ditadura é a ditadura do mercado. Uma ditadura sem rosto. Uma máscara. Daí que os velhos não contem. Daí que os pobres não interessem.
    Que interessa, pode interessar, para essa gentinha que se diz “liberal”, uma pessoa que não consome? Que não consegue consumir o que o mercado lhe oferece?
    Quem não consome é indesejável – ponto final.

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