um cravo negro para os tiranos – oferta de um português sem filtro

a curva do horizonte entorta-se lentamente, à direita. sempre à direita e à medida que cada lágrima encharca mais o pranto.
os olhos secos estão cansados de olhar o além.
as mãos balançam nuas junto ao corpo.
e eu, sentado num velho tronco tombado, contemplo o pôr-do-sol alaranjado a escorrer o céu.

e lá vou procurando equilibrar contrapontos e contrapesos por entre colapsos frenéticos que ditam a minha perdição

ah!… são minhas as fantasias
os sonhos
e aquele país por cumprir
sempre por cumprir

tenho disfarçado. mas impotente temo. e, sem remédio, vou consentindo. incapaz de interromper os devaneios de perdição dessa gente…

o outono branqueou o cabelo
todavia… não matou o sonho
e tão pouco o pensamento

 cravo-negro

hoje retornado a esta gélida realidade, empunho um cravo negro a disparar sobre os tiranos

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