Mikhail Bakunin 1814 – 2014

eu gosto muito da esquerda porque a esquerda é como a direita mas um pouco mais para a esquerda. 
da direita. 

também gosto muito da direita porque a direita é como a esquerda mas um pouco mais para a direita.
da esquerda.

oo0oo

esquerda e direita são – com efeito – farinha do mesmo saco. são “a cara e a coroa” da moeda.

 

segurança

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russo: Михаил Александрович Бакунин; Premukhimo, 30 de maio de 1814 — Berna, 1 de julho de 1876)

m.bakunine

 

 estamos em 2014, ano do bicentenário de Mikael Bakunine.

comemorar Bakunine é, para nós, homenagear um homem – um pensador do seu tempo.
não nos propomos ser os “bakuninistas” do século XXI. propomos, sim, uma reflexão sobre o ser libertário hoje. 

é o hoje que nos interessa e os anarquistas de ontem são, tão só, nossas referências – históricas.

não mais que isso.

hoje a luta terá de ser outra – recorrer à violência contra a violência do estado ou recorrer à “não-violência” são opções em aberto. por serem – mesmo – opções.

a liberdade é o objectivo e a liberdade conquista-se.

anar2014

“A moralização do lucro é uma ilusão e uma fraude. Tem de haver uma ruptura definitiva com um sistema económico que tem sistematicamente propagado a ruína e a destruição ao mesmo tempo que pretende, por entre a miséria generalizada, produzir um hipotético bem-estar. As relações humanas devem substituir e terminar com as relações comerciais. A desobediência civil significa desrespeitar as decisões de um governo que defrauda os seus cidadãos para apoiar o desfalque do capitalismo financeiro. Para quê pagar impostos ao estado-banqueiro, impostos usados em vão para tentar tapar o ralo da corrupção, quando pelo contrário podemos direccioná-los para a auto-gestão de redes de energia livre em cada comunidade local? A democracia directa de conselhos auto-geridos tem todo o direito de ignorar os decretos da democracia parlamentar corrupta. A desobediência civil a um Estado que nos está a saquear é um direito. Cabe-nos aproveitar esta mudança histórica para criar comunidades onde o desejo pela vida supere a tirania do dinheiro e do poder. Não precisamos de nos preocupar nem com a dívida pública, que encobre uma enorme fraude no interesse público, nem com o artifício do lucro a que eles chamam de “crescimento.” De agora em diante, o objetivo das comunidades locais deve ser o de produzir para si próprias e para si próprias todos os bens de valor social, atendendo às necessidades de todos – necessidades autênticas, isto é, não as necessidades pré-fabricados pela propaganda consumista”.

Raoul Vaneigem

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