OLHAR DE UMA PONTE (OU SERÁ DE UMA MANIFESTAÇÃO)

texto de fernando rebelo recebido por email

ponte_25_de_abril

 

No autocarro…

Já fiz. Nem as contei.

Passar sem pagar.
Também já fiz. Valeu-me uma multa que paguei – na altura, em centavos.
Sou amigo pessoal do miúdo que foi baleado nos incidentes da Ponte, o senhor Anibal era 1º Ministro. O Luís Miguel continua na cadeira de rodas a que se viu confinado desde então.
Aquela ponte é muito Salazar e pouco 25 de Abril.
Só serve para a corrida a fingir (excepto para os maratonistas à séria…). Não há perigo. No autocarro também não. E, assim, tudo parece que vamos cumprir uma peregrinação.
Que tal sugerir uma jornada de luta no lugar certo, à hora certa. No local de trabalho? Cruzar, simplesmente, os braços e dizer, de hora a hora, não trabalho?.
Dar dinheiro às concessionárias das portagens e às empresas de camionagem para cruzar a Ponte 25 de Abril não é protesto é uma “feijoada” que não leva a nada, conduz a um fátuo soltar de gases. É apenas um passeio de Alcântara até Almada e volta.
Fica tudo a conta da risota. Só para encher as contas dos que não votam, dos que vão votar para encher o boletim de voto com palavrões, ou até vão à urna e não expressam opinião.
A ponte que há que passar está mais além. Depende de um livre arbitrio. Daquilo que cada um de nós, enquanto ser social, pensa pela própria cabeça.


Fernando Rebelo

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