do público e dos funcionários do dito (visão)

Parafuso_porca

Directamente afectado pela alienação aleatória de funções e postos de trabalho, o funcionário público será obrigado a assumir o seu papel de “filho-da-puta” e “persona non grata” perante um estado tecnocrata de fundamentalismo estatístico-financeiro.
O malabarismo político, o compadrio sucessório, o descaramento social, a manipulação mediática, a corrupção colectiva e sobretudo a falta de dignidade, só se compadecem com a “persona grata” que lhes lambe bem os pés e vota-vota neles da mesma maneira.
Por isso há que substituir os “filhos-da-puta” por “personas gratas” e deixar ficar os alienados, a rapaziada e os gajos porreiros. A estes pode-se acrescentar o pessoal que vai à bola, que vai a Fátima e passa férias no Algarve, desde que só façam o que lhes mandam.
Como afinal o funcionário público é mesmo “filho-da-puta”, resta-lhe uma espécie de abnegação, em que seria capaz de prometer a si próprio que pelo menos uma vez na vida seria “persona grata” sem ter que ser “filho-da-puta”.

Alberto de Lacerda, in “FP, o filho-da-puta do funcionário público”, Antares Editores.

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