ESCAPADA – um poema de renato suttana

gripe-69

Teu esforço de paisagem, ó dia,
há de ser pago em esplendor.
Tua vontade de surpresa
há de ser paga em maravilha:
mas que importa
ao olho
tanta destreza?

Teu cortejo excelente
de fogo e vento, de chuva e céu,
tua arte magnífica, teu gesto
hão de ser pagos em estupefação:
mas que importa
ao olho
que assim seja?

Na manhã branca,
perpassada de pasmo e surpresa,
intoxicada de duplicidade,
importa apenas haver
o olho,
o dia,
o fogo

e o escapar sem sentido do vento.

(RS)

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