o tarot poético da deusa éris (discurso esclarecedor de m. almeida e sousa)

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onde 3 (3 páginas) narram os feitos da grande Deusa

as outras 20 (20 páginas) se dividem em quatro capítulos de 5 páginas e esses 4 capítulos não são mais que um despertar. o despertar do iniciado para a verdade. 

O DISCURSO DO AUTOR (ALGURES) NO LANÇAMENTO DA OBRA

tudo o que é mau pode ser bom tudo o que é bom – por vezes – é mau

Estou a falar-vos de Discordianismo uma religião baseada na adoração da deusa Éris (também conhecida como Deusa da Discórdia) –  a deusa Grego-Romana do caos.

Esta religião foi fundada, dizem, entre 1958 e 1959, após a publicação do seu (primeiro) livro sagrado, o Principia Discordia, escrito por Malaclypse the Younger e Omar Khayyam Ravenhurst – acho que após um bom período de alucinações.

A religião já foi relacionada com o Zen – todavia baseada em interpretações absurdistas da escola Rinzai.

O discordianismo defende a ideia de que ordem e desordem são apenas ilusões impostas pelo sistema nervoso humano.

O discordianismo é, também, considerado uma religião estranha para alguns, embora a verdade, a deliciosa verdade… seja sempre o foco da discussão.

Diz-se, ainda, que os Discordianos utilizam um humor subversivo na divulgação da sua filosofia e evitam que suas crenças se tornem dogmáticas. Daí que seja difícil estimar o número de discordianos porque não lhes é exigido nada no que diz respeito a crenças e porque são incentivados os cismas…

Pessoalmente acredito na encarnação da deusa Éris em bicicletas. Ou seja, que uma bicicleta é já uma Deusa. Logo, as bicicletas deverão ser cuidadas religiosamente tal como as vacas no hinduísmo. Assim é.

O documento base da fundação do discordianismo é o Principia Discordia, quarta edição, escrito por Malaclypse the Younger, um pseudónimo de Gregory Hill.

Este livro faz referência a uma fonte mais antiga, o The Honest Book of Truth (O Livro Honesto da Verdade).

Ora o Livro Honesto da Verdade, está organizado segundo normas por vezes semelhantes (nunca iguais) a outros livros sagrados. Versos agrupados por capítulos e livros. E tudo agrupado no próprio Livro Honesto da Verdade.

Por sua vez, o Principia inclui um capítulo denominado “The Book of Explanations” (O Livro das Explicações), onde se pode constatar que o Livro Honesto da Verdade foi revelado a Omar Khayyam Ravenhurst.

A descoberta do Livro Honesto da Verdade é muito semelhante (diz-se e especula-se) à descoberta do Livro de Mórmon. Inclui (também ele) um trecho onde se conta como um exemplar deste Livro sagrado foi encontrado por um mendigo e este, recusou a sua devolução.

O discordianismo é, pois, uma crença onde a desarmonia e o caos são componentes válidos porque reais. E o Principia Discordia demonstra que o discordianismo se baseia na oposição – dialéctica (?) – a religiões que defendem a ordem, muito embora – o Livro – descreva o caos como um impulso natural.

A intenção deste escrito é um “equilibrar” das forças criativas – as da ordem e da desordem – mas o foco acentua os aspectos mais desordenados do mundo.

Daí se infere que as forças da ordem e desordem são sempre equilibradas.

Se as religiões organizadas são o ópio do povo, 

as religiões desorganizadas são o axixe da turba lunática.

Disse-o Kerry Thornley

depois desta curta introdução, posso afirmar – aqui – que a minha religião é minha

e

que me organizei numa cabala à qual apenas eu pertenço e na qual me recuso ser um mero sacerdote pelo facto de poder ser, perfeitamente, um papa.

e

enquanto papa, fui alvo de uma revelação. nessa revelação – espiritual – fui guiado na feitura deste conjunto de 23 lâminas a que demos (eu e o espírito revelador) o nome de tarot poético da deusa Éris.

absurdo?… claro que será absurdo. só pode ser absurdo.

facto é que este baralho não o é. de todo.

não é um simples baralho.

é – com efeito – muito mais que isso. é um livro de 23 páginas

onde 3 (3 páginas) narram os feitos da grande Deusa e as outras 20 (20 páginas) se dividem em quatro capítulos de 5 páginas

e

esses 4 capítulos não são mais que um despertar.

o despertar do iniciado para a verdade.

e

a verdade é o caos e a discórdia.

alguns de vós estarão a pensar: – um tarot é para saber o que se vai passar num futuro próximo ou longínquo…

e eu responderei:

– sim e não.

porque o que vemos nem sempre é uma verdade e a verdade pode navegar na incerteza.

convido-os, pois, a ler estas lâminas e meditar. muito…

a arte mágica reside nisso

bebamos portanto vinho em honra da Deusa. e ela nos compensará.

Nota: este artigo é publicado em simultâneo no blog : comboio na nudez dos carris

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