ERRATA de Fernando Aguiar

Fernando Aguiar numa performance

Fernando Aguiar numa performance

 

ERRATA (em forma de soneto com rabo)

 

    • Logo na primeira página, precisamente na primeira linha, onde se lê era uma vez…, leia-se finalmente…
    • Na página catorze, na linha quatro, onde se lê quadro, leia-se quarto.
    • Na página seguinte, na linha oito e meio, onde se lê por meio de, leia-se no meio que.
    • Quase na página trinta, na linha férrea, onde se lê tanto mar, leia-se pouca terra.
    • Na página rasgada, na linha de fogo, onde se 1ê forca, leia-se força.
    • Numa página inexistente, na linha do horizonte, onde se deveria ler, leia – – se mesmo.
    • Na página do meio, na linha do equador, onde se lê em paralelo, leia-se em diagonal.
    • Na página obscura, nas entrelinhas, onde se lê fode-se, leia-se pode-se.
    • Na página solta, na linha terra, onde se lê chão, leia-se cãho.
    • Numa página distante, na linha do pensamento, onde se lê não penso, leia-se mas existo.
    • Ao virar da página, na linha do infinito, onde se tem muito que ler, leia-se o muito que se tem.
    • Na página em branco, na linha do imaginário, onde não se lê, não se leia.
    • Numa página perdida, numa linha ao acaso, onde se lê mesmo assim, leia- – se assim mesmo.
    • A páginas tantas, na linha com que cada um se cose, onde se lê entrevista- – se, leia-se entredispa-se.
    • Na última página, mesmo na última linha, onde se lê finalmente…, leia-se era uma vez…

 

FERNANDO AGUIAR

 

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